Two Hearts, One Love (NC/17) Atualiz. 04/11/2010
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Two Hearts, One Love (NC/17) Atualiz. 04/11/2010
TWO HEARTS, ONE LOVE
Categoria: Fanfiction
Nome: Two Hearts, One Love
Autora: KristyAnne (Cristiane de O. Borges)
Shippers: Jane/Lisbon
Gênero: Comédia Romântica
Classificação: NC/17 (pode conter palavras fortes e conteúdo de sexo explícito)
POV: 3ª pessoa, eventualmente em 1ª pessoa na visão dos personagens.
Terminada: Não
Beta: Não
Sinopse: Teresa é transferida de unidade e Patrick arruma confusão dentro do escritório da Promotoria e é preso sob fiança. Teresa paga a fiança de Patrick e se vê obrigada a acolher o consultor em seu apartamento após ele incendiar acidentalmente a própria casa. Se já era complicada a convivência entre eles sem morarem juntos, será que eles conseguirão coexistir sem se matarem? Nada melhor do que o amor para responder essa questão.
Obra Registrada:
'Two Hearts, One Love' de Cristiane de Oliveira Borges é registrada sob uma Licença Creative Commons. Vedada a criação de obras derivadas no Brasil. Based on a work at www.thementalistbrasil.com
- Seriados:
- Moonlight: 'Its End Tonight' (finished), 'Moonlight Ressurreição' (finished), 'Minha Amada Imortal' (ending), 'The Guardian Of The Time' (pre-production);
- The Mentalist: 'Kill Me, Yourself' (starting)
- Supernatural: 'The Revenge' (stopped)
- Sex In The City: 'Fallen In Love' (pre-production) - Cross Over:
- Twilight & Moonlight: 'Um Lugar ao Seu Lado' (in progress)
- The Mentalist & Dexter: 'Last Hour - The Red John's Evidences' (in progress) - Filmes:
- Near Dark: 'Near Dark - O Lado Obscuro' (pre-production) - Atores:
- Alex O'Loughlin: 'Amnésia' (in progress)

Capítulo I
Dito e Feito
Dito e Feito
Parte 1 - “Estou preparada para isso desde o dia que o contratei.”

- Isso não está certo. – resmungava Teresa saindo do escritório da Hightower.
- O que não está certo? – perguntou Patrick ao encontrá-la pisando duro pelo corredor da CBI.

- Sai daqui Jane! – falou ela rispidamente enquanto entrava em sua sala.
- Não vou a lugar algum. – sorriu ele seguindo-a.

Patrick parou na porta da sala de Teresa e observou atento o que ela fazia. Viu quando ela ergueu uma caixa de papelão e a colocou em cima da mesa. Abriu suas gavetas e começou a arrumar alguns de seus pertences dentro da caixa.

- O que está fazendo? – perguntou ele olhando-a apreensivo.
- Juntando minhas coisas. – respondeu ela secamente.
- Isso eu estou vendo. – ele sorriu e ela o fuzilou com o olhar.
- Se manda Jane!
- O que aconteceu no escritório da Hightower?
- Por acaso você está surdo? Falei para se mandar. – falou ela virando-se para a estante às suas costas, pegando alguns livros e colocando-os na caixa.

- Não vou a lugar algum até você me dizer o que aconteceu? – ele puxou uma cadeira e sentou-se diante da mesa de Lisbon.
- Não vou conseguir me livrar de você, não é? – ela parou de arrumar seus pertences e o encarou.
- Não. – ele deu um de seus sorrisos vitoriosos para ela.
- Ok. – ela sentou-se e suspirou. – Fui transferida para a Unidade de Vítimas Especiais em West Hollywood.
- Por quê?
- Você não sabe? Não sabe mesmo? – ela inclinou um pouco a cabeça mantendo os olhos sobre ele.
- Não pode ser por causa de ontem. – falou ele.
- E não foi. Estou sendo transferida porque você está sempre aprontando, nunca segue regras e eu acabei me juntando a você nisso. Minha transferência é consequência de todas as suas maluquices. – ela ergueu as sobrancelhas.

- A Hightower não tem poderes para transferir você. – falou ele.
- Tem razão. Ela não tem. Mas ela pode ter enviado um pedido formal ao Procurador Geral, com todos os relatórios dos casos em que você esteve e ele pode ter percebido que eu não sou a melhor pessoa para manter você na linha.
- Isso não é verdade. Você é a única que consegue me dar ordens. – ele sorriu.

- Claro. O problema é fazer você acatar essas ordens. Não consigo nem fazer você obedecer a um simples ‘Se manda’. – ela deu um meio sorriso.
- Não seja tão injusta com você mesma.
- Entenda Jane. Eu sabia que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Como já havia dito antes, eu sempre estive preparada para esse momento desde o dia que o contratei.
- Não vou deixar isso acontecer assim. – ele se inclinou para frente e segurou as mãos de Lisbon que estavam entrelaçadas sobre a mesa.
- Por que não estou gostando desse tom de voz? – perguntou ela.

- Espere aqui. – falou ele se levantando.
- O que voc... Jane? Jane! – ele saiu da sala dela sem olhar para trás.
Patrick bateu duas vezes na porta da sala da Hightower antes de entrar. Ela estava ao telefone e fez sinal para que ele aguardasse.

- Preciso falar com você. – ele gesticulou para que ela desligasse.
- Um instante. – ela falou para a pessoa ao telefone e olhou para Jane. – Estou em uma ligação importante. Sente-se e aguarde.
- O que tenho para falar é mais importante. – ele aproximou-se da mesa dela.

- Talvez para você, não para mim. – ela o encarou com superioridade e voltou a falar ao telefone.
- Ela liga depois. – falou ele ao tomar o telefone da mão de Medeleine e desligando logo em seguida.
- Você enlouqueceu? Não, você já é louco. – ela se levantou e o encarou.
- Por que sugeriu a transferência da Lisbon? – perguntou ele devolvendo o olhar ameaçador.
- Porque eu o avisei que o faria se você não se comportasse. – respondeu ela com um leve sarcasmo.

- Se ela sair, eu irei com ela. – falou ele.
- Não, não vai. Você quer Red John e só esta agência sob o meu comando pode lhe dar isso. – ela sorriu cínica.
- Que seja! – resmungou ele saindo da sala dela.

- Aonde você vai? – perguntou Teresa seguindo Patrick que ia apressado em direção ao elevador.
- Salvar você. – falou ele entrando no elevador.
- Quem disse que eu preciso ser salva? – perguntou ela segurando a porta do elevador.
- Seus olhos Teresa. – ele deu seu melhor sorriso, desarmando-a.
- E-eu... – ela tentou falar, mas sua voz falhou.
- Viu? Sempre tenho razão. – ele piscou para ela, apertou o botão térreo.

Teresa viu a porta do elevador se fechar e ela retornao ao seu escritório confusa. Voltou a arrumar suas coisas. Van Pelt, Rigsby e Cho entraram e ela os olhou com tristeza.
- Isso é injusto. - falou Van Pelt.
- Chefe, podemos fazer algo a respeito? - perguntou Rigsby.
- Não. Está tudo bem. Pedi à Hightower para manter vocês e ela aceitou. Cho vai ficar no comando por enquanto. Fique de olho no Jane. - ela pediu olhando para Cho.

- Entendido. - falou ele inclinando levemente a cabeça em um sim.
- Bem... acho que é isso. - falou ela ao se levantar.
- Deixe que eu ajudo. - Rigsby se ofereceu para levar a caixa de Lisbon.
Eles iam saindo do escritório de Lisbon quando o celular dela toca.
- Lisbon. - atendeu ela. - Ah! Droga! Já estou indo.
- O que aconteceu? - perguntou Van Pelt.
- Jane aprontou... de novo!


- Isso não está certo. – resmungava Teresa saindo do escritório da Hightower.
- O que não está certo? – perguntou Patrick ao encontrá-la pisando duro pelo corredor da CBI.

- Sai daqui Jane! – falou ela rispidamente enquanto entrava em sua sala.
- Não vou a lugar algum. – sorriu ele seguindo-a.

Patrick parou na porta da sala de Teresa e observou atento o que ela fazia. Viu quando ela ergueu uma caixa de papelão e a colocou em cima da mesa. Abriu suas gavetas e começou a arrumar alguns de seus pertences dentro da caixa.

- O que está fazendo? – perguntou ele olhando-a apreensivo.
- Juntando minhas coisas. – respondeu ela secamente.
- Isso eu estou vendo. – ele sorriu e ela o fuzilou com o olhar.
- Se manda Jane!
- O que aconteceu no escritório da Hightower?
- Por acaso você está surdo? Falei para se mandar. – falou ela virando-se para a estante às suas costas, pegando alguns livros e colocando-os na caixa.

- Não vou a lugar algum até você me dizer o que aconteceu? – ele puxou uma cadeira e sentou-se diante da mesa de Lisbon.
- Não vou conseguir me livrar de você, não é? – ela parou de arrumar seus pertences e o encarou.
- Não. – ele deu um de seus sorrisos vitoriosos para ela.
- Ok. – ela sentou-se e suspirou. – Fui transferida para a Unidade de Vítimas Especiais em West Hollywood.
- Por quê?
- Você não sabe? Não sabe mesmo? – ela inclinou um pouco a cabeça mantendo os olhos sobre ele.
- Não pode ser por causa de ontem. – falou ele.
- E não foi. Estou sendo transferida porque você está sempre aprontando, nunca segue regras e eu acabei me juntando a você nisso. Minha transferência é consequência de todas as suas maluquices. – ela ergueu as sobrancelhas.

- A Hightower não tem poderes para transferir você. – falou ele.
- Tem razão. Ela não tem. Mas ela pode ter enviado um pedido formal ao Procurador Geral, com todos os relatórios dos casos em que você esteve e ele pode ter percebido que eu não sou a melhor pessoa para manter você na linha.
- Isso não é verdade. Você é a única que consegue me dar ordens. – ele sorriu.

- Claro. O problema é fazer você acatar essas ordens. Não consigo nem fazer você obedecer a um simples ‘Se manda’. – ela deu um meio sorriso.
- Não seja tão injusta com você mesma.
- Entenda Jane. Eu sabia que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Como já havia dito antes, eu sempre estive preparada para esse momento desde o dia que o contratei.
- Não vou deixar isso acontecer assim. – ele se inclinou para frente e segurou as mãos de Lisbon que estavam entrelaçadas sobre a mesa.
- Por que não estou gostando desse tom de voz? – perguntou ela.

- Espere aqui. – falou ele se levantando.
- O que voc... Jane? Jane! – ele saiu da sala dela sem olhar para trás.
Patrick bateu duas vezes na porta da sala da Hightower antes de entrar. Ela estava ao telefone e fez sinal para que ele aguardasse.

- Preciso falar com você. – ele gesticulou para que ela desligasse.
- Um instante. – ela falou para a pessoa ao telefone e olhou para Jane. – Estou em uma ligação importante. Sente-se e aguarde.
- O que tenho para falar é mais importante. – ele aproximou-se da mesa dela.

- Talvez para você, não para mim. – ela o encarou com superioridade e voltou a falar ao telefone.
- Ela liga depois. – falou ele ao tomar o telefone da mão de Medeleine e desligando logo em seguida.
- Você enlouqueceu? Não, você já é louco. – ela se levantou e o encarou.
- Por que sugeriu a transferência da Lisbon? – perguntou ele devolvendo o olhar ameaçador.
- Porque eu o avisei que o faria se você não se comportasse. – respondeu ela com um leve sarcasmo.

- Se ela sair, eu irei com ela. – falou ele.
- Não, não vai. Você quer Red John e só esta agência sob o meu comando pode lhe dar isso. – ela sorriu cínica.
- Que seja! – resmungou ele saindo da sala dela.

- Aonde você vai? – perguntou Teresa seguindo Patrick que ia apressado em direção ao elevador.
- Salvar você. – falou ele entrando no elevador.
- Quem disse que eu preciso ser salva? – perguntou ela segurando a porta do elevador.
- Seus olhos Teresa. – ele deu seu melhor sorriso, desarmando-a.
- E-eu... – ela tentou falar, mas sua voz falhou.
- Viu? Sempre tenho razão. – ele piscou para ela, apertou o botão térreo.

Teresa viu a porta do elevador se fechar e ela retornao ao seu escritório confusa. Voltou a arrumar suas coisas. Van Pelt, Rigsby e Cho entraram e ela os olhou com tristeza.
- Isso é injusto. - falou Van Pelt.
- Chefe, podemos fazer algo a respeito? - perguntou Rigsby.
- Não. Está tudo bem. Pedi à Hightower para manter vocês e ela aceitou. Cho vai ficar no comando por enquanto. Fique de olho no Jane. - ela pediu olhando para Cho.

- Entendido. - falou ele inclinando levemente a cabeça em um sim.
- Bem... acho que é isso. - falou ela ao se levantar.
- Deixe que eu ajudo. - Rigsby se ofereceu para levar a caixa de Lisbon.
Eles iam saindo do escritório de Lisbon quando o celular dela toca.
- Lisbon. - atendeu ela. - Ah! Droga! Já estou indo.
- O que aconteceu? - perguntou Van Pelt.
- Jane aprontou... de novo!

Continua...
Última edição por KristyAnne em Qui 04 Nov 2010, 2:00 pm, editado 10 vez(es) (Razão : Add fotos)

"If you can't be proud of what you do, go and sell shoes. Do something else." Simon Baker
É fã? Então faça parte dos foruns


Re: Two Hearts, One Love (NC/17) Atualiz. 04/11/2010
aaah, já gostei da história!
Quero o resto hein!
Quero o resto hein!
Re: Two Hearts, One Love (NC/17) Atualiz. 04/11/2010
hahahahahah,
eh impressionante como a gente consegue imaginar a cena... e rir como se estivesse vendo ao vivo.
Mto boa!! parabens
eh impressionante como a gente consegue imaginar a cena... e rir como se estivesse vendo ao vivo.
Mto boa!! parabens

Walter Mashburn (Lex)- Mentalista Treinee

- Data de inscrição: 14/05/2010
Mensagens: 90
Humor: Third Season FTW

Re: Two Hearts, One Love (NC/17) Atualiz. 04/11/2010
Oi amigaaaaaaaa
Nossa, ficou muito boa.
Estou louca de curiosidade para ver Lisbon e Patrick debaixo do mesmo teto, hahahaha. Vai ser hilário.
Amei o Patrick enfrentando a chefe.......
Tô roxa de curiosidade para ler o próximo cap.
Beijinhos
gi
Nossa, ficou muito boa.
Estou louca de curiosidade para ver Lisbon e Patrick debaixo do mesmo teto, hahahaha. Vai ser hilário.
Amei o Patrick enfrentando a chefe.......
Tô roxa de curiosidade para ler o próximo cap.
Beijinhos
gi
ladymarion- Mentalista Treinee

- Data de inscrição: 05/05/2009
Mensagens: 426

Re: Two Hearts, One Love (NC/17) Atualiz. 04/11/2010
Valeu pessoal pelos comentários!!! Isso me anima a continuar escrevendo... estou com boas ideias... terminando a segunda parte... hj a noite ou amanhã já devo conseguir postar... hehehe
Esclarecendo:
Não sou muito fã do shipper Jisbon... mas como minha amiga Gi (Ladymarion) pediu com tanto jeitinho, dedico essa fic à ela.
Esclarecendo:
Não sou muito fã do shipper Jisbon... mas como minha amiga Gi (Ladymarion) pediu com tanto jeitinho, dedico essa fic à ela.

"If you can't be proud of what you do, go and sell shoes. Do something else." Simon Baker
É fã? Então faça parte dos foruns


Re: Two Hearts, One Love (NC/17) Atualiz. 04/11/2010
Hahaha, obrigada.........obrigada, hahahah
Nossa, se eu já sou louca pelas suas fics do Moon, imagina se não vou ser dessa tambem, hahahah.
Só torço para que você se empolgue e escreva outras, eu amo esses dois....
Beijinhos amiga
Adoro vc
gi
Nossa, se eu já sou louca pelas suas fics do Moon, imagina se não vou ser dessa tambem, hahahah.
Só torço para que você se empolgue e escreva outras, eu amo esses dois....
Beijinhos amiga
Adoro vc
gi
ladymarion- Mentalista Treinee

- Data de inscrição: 05/05/2009
Mensagens: 426

Re: Two Hearts, One Love (NC/17) Atualiz. 04/11/2010
Obrigada Walter Mashburn (Lex) pela ideia e pelas fotinhas!!!

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Re: Two Hearts, One Love (NC/17) Atualiz. 04/11/2010
Parte 2 – “Sabe que sempre vou te salvar Lisbon. Quer goste ou não.”

- Você nunca se cansa de ser suspenso ou preso?
- Bah! – sorriu ele.
- Deixe de ser infantil. O que aconteceu?
- Fui falar com a Hightower, mas ela não queria conversar. Então, percebi que tinha que ir além. Fui ver o Procurador Geral.
- Enlouqueceu de vez não foi? – falou ela.
- Eu só precisava que ele me ouvisse. Mas ele não gostou muito quando falei que ele estava interessado na Hightower.
- O que? Você não fez isso. – Lisbon olhou incrédula para Jane.
- Fiz sim. Ele a defendia com tanta veemência que não havia como negar. E ele não negou. – Jane sorriu novamente.
- Viu o que você conseguiu? Ser preso mais uma vez. Não pense que estarei aqui da próxima. – falou ela se levantando.
- Quem disse que terá uma próxima? – perguntou ele.
- Em se tratando de você, sempre terá uma próxima vez. – falou ela dando um leve sorriso e indo embora.
- Ei! E minha fiança? – ele gritou para que Lisbon pudesse ouvi-lo da porta de saída da ala de visitas.
- Não trouxe dinheiro comigo. Vai ter que passar a noite aqui. – ela sorriu vitoriosa e deu as costas, passando pela porta que se fechou atrás dela. Deixando um Patrick Jane desanimado para trás.
[
- Aquilo não foi muito justo. – falou Jane parando ao lado da porta do carro de Lisbon.
- Claro que foi. Já está passando da hora de você arcar com as conseqüências dos seus atos. Estou cansada de passar a mão na sua cabeça. – falou ela entrando no carro.
- Não que passar a noite na prisão não tenha sido divertido. Mas prefiro o sofá da CBI. – comentou ele dando um leve sorriso.
- Claro que prefere. – falou ela dando partida no carro.
- Estou com fome. Vamos almoçar? – perguntou Jane.
- Já almocei. – respondeu ela secamente.
- Vamos lá Lisbon. O que você comeu? Provavelmente um pão de forma com presunto e manteiga de amendoim, não foi? – ele inclinou a cabeça para ver o rosto dela.
- Não, não foi. – respondeu ela olhando para ele.
- Mentirosa. Vamos almoçar. Estou convidando. – ele tocou o ombro dela suavemente.

- Não. – retrucou ela.
- Não se preocupe. Eu não iria seduzir você durante o almoço. Seria muito superficial. – falou ele sorrindo.
- Não acho que esteja querendo me seduzir. – disse ela sem jeito.
- Mesmo? Isso nunca passou pela sua cabeça? – ela não conseguiu responder. – O fato de negar isso é que me intriga.
- Não enche! – resmungou ela.

- Tudo bem. Aonde quer ir? – suspirou desanimada.
- Àquele restaurante italiano perto do seu apartamento. Passei por lá outro dia e, pode acreditar, o Espaguete à Parmegiana é simplesmente divino. – falou ele com entusiasmo.
- O que você fazia perto do meu apartamento? Sua casa é do outro lado de Sacramento. – perguntou ela.
- Passei para ver você. Mas não havia ninguém em casa.
- Quando foi isso?
- Mês passado. Você não apareceu para trabalhar e ninguém sabia onde você estava. Então fui verificar se estava doente. – falou ele.
- Obrigada pela consideração. – comentou ela com ironia.
- E onde você esteve, por falar nisso? Nunca descobri. – ele a olhou novamente.
- Fui visitar uma pessoa.
- Quem?
- Não é da sua conta. – ela olhou para fora da janela do carro, girou o volante e estacionou.
- E então? Quem você foi visitar? – insistiu Jane.
- Você vai querer almoçar ou não? – perguntou ela.
- Claro que quero. A comida da prisão não é muito amistosa.
- Então cale a boca. – pediu ela descendo do carro.

- Não falei que a massa daqui era fantástica. – comentou ele.
- Tenho que concordar. Adorei os molhos. – sorriu ela.
O celular de Teresa tocou e ela atendeu. Fez uma cara de poucos amigos e desligou.
- Vamos. – falou ela se levantando.
- Para onde? – perguntou Patrick.
- CBI. O Procurador Geral está nos esperando. – ela olhou para ele com seriedade.
- Isso é bom ou é ruim? – perguntou enquanto colocava alguns dólares sobre a mesa.
- Depende do quanto você o ofendeu. – ela inclinou a cabeça e deu as costas para Patrick.
Ele a seguiu tentando puxar conversa, mas ela não respondia. Apenas o olhava com reprovação. O trajeto do restaurante até a CBI foi silencioso. Patrick era petulante, mas sabia quando tinha que ficar quieto. E ele precisava da Lisbon calma para que seu plano de salvá-la desse certo.

- Vamos! Diga o que está planejando. – falou ela quando estacionou o carro no pátio da CBI e o encarou.
- Eu? Por que acha que estou planejando algo? – disse ele.
- Eu o conheço bem Patrick Jane. – ela torceu os lábios.

Ele fez cara de desentendido. Ela bateu a porta do carro com força e Patrick sabia que sobraria para ele no final das contas. Bem, desde que ela fosse readmitida na CBI, ele não se importava com o que acontecesse com ele.

- Do que se trata essa reunião Senhora? – perguntou Lisbon.
- Este é o Procurador Geral, Owen Nielsen. Jane foi preso por confrontá-lo ontem. O assunto diz respeito a você Agente Lisbon.
- Na verdade o motivo pelo qual fui preso diz respeito à Senhora. – falou Jane olhando para Nielsen e depois para Hightower.
- Como? – ela o olhou confusa.
- Tudo isso foi um mal entendido Medeleine. – falou o Procurador. – Eu entendi mal as intenções do Senhor Jane. De fato, vendo com mais clareza os relatórios que me enviou, acho que a Agente Lisbon não é totalmente responsável pelos atos do Senhor Jane.

- Está voltando atrás na sua decisão Nielsen? – perguntou Hightower.
- Não. Mas estou pedindo que a transferência da Agente Lisbon seja para uma unidade mais próxima e que seja temporária. – falou ele.
- Entendo. Vou providenciar a papelada. – disse Hightower.
- Passar bem. – despediu-se o Procurador e saiu da sala.
- Parece que é isso então. Agente Lisbon, continue na sua função até que eu refaça a papelada da sua transferência.
- Certo Senhora. – ela se levantou e saiu, sendo acompanhada por Jane.
- Eu disse que a salvaria. – falou ele, já ao lado de Lisbon.
- Você não salvou ninguém. E eu já disse que não preciso ser salva. – ela olhou para ele.

- Deixa disso Lisbon. Se não fosse minha intervenção, amanhã você estaria sentada em uma mesa repleta de papéis, em um ambiente hostil e provavelmente me odiaria pelo resto da sua vida. – ele segurou o braço dela fazendo-a parar.
- Nisso você tem razão.
- Qual parte?
- A que eu o odiaria pelo resto da minha vida. – ela esboçou um sorriso e continuou andando.

Lisbon entrou na sala onde o restante da equipe estava. Deu as boas novas de que ela ficaria em Sacramento, no entanto, em outra divisão temporariamente. Van Pelt sorriu animada, Cho manteve o semblante sério e Rigsby mordeu um pedaço de donuts.
- Vai embora quando? – quis saber Van Pelt.
- Assim que Hightower terminar a papelada da transferência.
- Quer dizer então, que irá ficar aqui por mais alguns dias. – concluiu Cho.
- Exatamente.
- Estou contente por isso chefe. – falou Rigsby com a boca cheia de rosquinha.

- Ela não vai a lugar algum. – falou Patrick.
- Por enquanto. – Lisbon olhou para ele com certa raiva.
- O que? Vai me dar bronca por ter salvo sua pele? – sorriu ele.
- Não. Não vou lhe dar esse gostinho. – ela saiu da sala.
Cho olhou sério para Patrick. Rigsby limitava a comer seu donuts, sentado logo atrás de Cho.
- Você também? – perguntou Jane olhando para Cho.
- Teve sorte dela não o ter deixado apodrecer na cadeia. – falou o agente.
- Ela não faria isso. – disse Jane.
- Eu não apostaria nisso se fosse você. – afirmou Cho.


- Você nunca se cansa de ser suspenso ou preso?
- Bah! – sorriu ele.
- Deixe de ser infantil. O que aconteceu?
- Fui falar com a Hightower, mas ela não queria conversar. Então, percebi que tinha que ir além. Fui ver o Procurador Geral.
- Enlouqueceu de vez não foi? – falou ela.
- Eu só precisava que ele me ouvisse. Mas ele não gostou muito quando falei que ele estava interessado na Hightower.
- O que? Você não fez isso. – Lisbon olhou incrédula para Jane.
- Fiz sim. Ele a defendia com tanta veemência que não havia como negar. E ele não negou. – Jane sorriu novamente.
- Viu o que você conseguiu? Ser preso mais uma vez. Não pense que estarei aqui da próxima. – falou ela se levantando.
- Quem disse que terá uma próxima? – perguntou ele.
- Em se tratando de você, sempre terá uma próxima vez. – falou ela dando um leve sorriso e indo embora.
- Ei! E minha fiança? – ele gritou para que Lisbon pudesse ouvi-lo da porta de saída da ala de visitas.
- Não trouxe dinheiro comigo. Vai ter que passar a noite aqui. – ela sorriu vitoriosa e deu as costas, passando pela porta que se fechou atrás dela. Deixando um Patrick Jane desanimado para trás.
[

- Aquilo não foi muito justo. – falou Jane parando ao lado da porta do carro de Lisbon.
- Claro que foi. Já está passando da hora de você arcar com as conseqüências dos seus atos. Estou cansada de passar a mão na sua cabeça. – falou ela entrando no carro.
- Não que passar a noite na prisão não tenha sido divertido. Mas prefiro o sofá da CBI. – comentou ele dando um leve sorriso.
- Claro que prefere. – falou ela dando partida no carro.
- Estou com fome. Vamos almoçar? – perguntou Jane.
- Já almocei. – respondeu ela secamente.
- Vamos lá Lisbon. O que você comeu? Provavelmente um pão de forma com presunto e manteiga de amendoim, não foi? – ele inclinou a cabeça para ver o rosto dela.
- Não, não foi. – respondeu ela olhando para ele.
- Mentirosa. Vamos almoçar. Estou convidando. – ele tocou o ombro dela suavemente.

- Não. – retrucou ela.
- Não se preocupe. Eu não iria seduzir você durante o almoço. Seria muito superficial. – falou ele sorrindo.
- Não acho que esteja querendo me seduzir. – disse ela sem jeito.
- Mesmo? Isso nunca passou pela sua cabeça? – ela não conseguiu responder. – O fato de negar isso é que me intriga.
- Não enche! – resmungou ela.

- Tudo bem. Aonde quer ir? – suspirou desanimada.
- Àquele restaurante italiano perto do seu apartamento. Passei por lá outro dia e, pode acreditar, o Espaguete à Parmegiana é simplesmente divino. – falou ele com entusiasmo.
- O que você fazia perto do meu apartamento? Sua casa é do outro lado de Sacramento. – perguntou ela.
- Passei para ver você. Mas não havia ninguém em casa.
- Quando foi isso?
- Mês passado. Você não apareceu para trabalhar e ninguém sabia onde você estava. Então fui verificar se estava doente. – falou ele.
- Obrigada pela consideração. – comentou ela com ironia.
- E onde você esteve, por falar nisso? Nunca descobri. – ele a olhou novamente.
- Fui visitar uma pessoa.
- Quem?
- Não é da sua conta. – ela olhou para fora da janela do carro, girou o volante e estacionou.
- E então? Quem você foi visitar? – insistiu Jane.
- Você vai querer almoçar ou não? – perguntou ela.
- Claro que quero. A comida da prisão não é muito amistosa.
- Então cale a boca. – pediu ela descendo do carro.

- Não falei que a massa daqui era fantástica. – comentou ele.
- Tenho que concordar. Adorei os molhos. – sorriu ela.
O celular de Teresa tocou e ela atendeu. Fez uma cara de poucos amigos e desligou.
- Vamos. – falou ela se levantando.
- Para onde? – perguntou Patrick.
- CBI. O Procurador Geral está nos esperando. – ela olhou para ele com seriedade.
- Isso é bom ou é ruim? – perguntou enquanto colocava alguns dólares sobre a mesa.
- Depende do quanto você o ofendeu. – ela inclinou a cabeça e deu as costas para Patrick.
Ele a seguiu tentando puxar conversa, mas ela não respondia. Apenas o olhava com reprovação. O trajeto do restaurante até a CBI foi silencioso. Patrick era petulante, mas sabia quando tinha que ficar quieto. E ele precisava da Lisbon calma para que seu plano de salvá-la desse certo.

- Vamos! Diga o que está planejando. – falou ela quando estacionou o carro no pátio da CBI e o encarou.
- Eu? Por que acha que estou planejando algo? – disse ele.
- Eu o conheço bem Patrick Jane. – ela torceu os lábios.

Ele fez cara de desentendido. Ela bateu a porta do carro com força e Patrick sabia que sobraria para ele no final das contas. Bem, desde que ela fosse readmitida na CBI, ele não se importava com o que acontecesse com ele.

- Do que se trata essa reunião Senhora? – perguntou Lisbon.
- Este é o Procurador Geral, Owen Nielsen. Jane foi preso por confrontá-lo ontem. O assunto diz respeito a você Agente Lisbon.
- Na verdade o motivo pelo qual fui preso diz respeito à Senhora. – falou Jane olhando para Nielsen e depois para Hightower.
- Como? – ela o olhou confusa.
- Tudo isso foi um mal entendido Medeleine. – falou o Procurador. – Eu entendi mal as intenções do Senhor Jane. De fato, vendo com mais clareza os relatórios que me enviou, acho que a Agente Lisbon não é totalmente responsável pelos atos do Senhor Jane.

- Está voltando atrás na sua decisão Nielsen? – perguntou Hightower.
- Não. Mas estou pedindo que a transferência da Agente Lisbon seja para uma unidade mais próxima e que seja temporária. – falou ele.
- Entendo. Vou providenciar a papelada. – disse Hightower.
- Passar bem. – despediu-se o Procurador e saiu da sala.
- Parece que é isso então. Agente Lisbon, continue na sua função até que eu refaça a papelada da sua transferência.
- Certo Senhora. – ela se levantou e saiu, sendo acompanhada por Jane.
- Eu disse que a salvaria. – falou ele, já ao lado de Lisbon.
- Você não salvou ninguém. E eu já disse que não preciso ser salva. – ela olhou para ele.

- Deixa disso Lisbon. Se não fosse minha intervenção, amanhã você estaria sentada em uma mesa repleta de papéis, em um ambiente hostil e provavelmente me odiaria pelo resto da sua vida. – ele segurou o braço dela fazendo-a parar.
- Nisso você tem razão.
- Qual parte?
- A que eu o odiaria pelo resto da minha vida. – ela esboçou um sorriso e continuou andando.

Lisbon entrou na sala onde o restante da equipe estava. Deu as boas novas de que ela ficaria em Sacramento, no entanto, em outra divisão temporariamente. Van Pelt sorriu animada, Cho manteve o semblante sério e Rigsby mordeu um pedaço de donuts.
- Vai embora quando? – quis saber Van Pelt.
- Assim que Hightower terminar a papelada da transferência.
- Quer dizer então, que irá ficar aqui por mais alguns dias. – concluiu Cho.
- Exatamente.
- Estou contente por isso chefe. – falou Rigsby com a boca cheia de rosquinha.

- Ela não vai a lugar algum. – falou Patrick.
- Por enquanto. – Lisbon olhou para ele com certa raiva.
- O que? Vai me dar bronca por ter salvo sua pele? – sorriu ele.
- Não. Não vou lhe dar esse gostinho. – ela saiu da sala.
Cho olhou sério para Patrick. Rigsby limitava a comer seu donuts, sentado logo atrás de Cho.
- Você também? – perguntou Jane olhando para Cho.
- Teve sorte dela não o ter deixado apodrecer na cadeia. – falou o agente.
- Ela não faria isso. – disse Jane.
- Eu não apostaria nisso se fosse você. – afirmou Cho.

Continua...
Última edição por KristyAnne em Qua 23 Jun 2010, 1:59 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Corrigir ortografia)

"If you can't be proud of what you do, go and sell shoes. Do something else." Simon Baker
É fã? Então faça parte dos foruns


Re: Two Hearts, One Love (NC/17) Atualiz. 04/11/2010
Hahahah, Patrick não tem jeito.
Nem em sonho Lisbon consegue por um freio nele, hahahah.
Muito fofo como ele a protege.
Ri muito do Patrick dando indiretas no procurador, ele é louco, hahahah.
Adorei amiga
Beijinhos
gi
Nem em sonho Lisbon consegue por um freio nele, hahahah.
Muito fofo como ele a protege.
Ri muito do Patrick dando indiretas no procurador, ele é louco, hahahah.
Adorei amiga
Beijinhos
gi
ladymarion- Mentalista Treinee

- Data de inscrição: 05/05/2009
Mensagens: 426

Re: Two Hearts, One Love (NC/17) Atualiz. 04/11/2010
Obrigada meninas!
Próxima parte, vou trazer de volta, uma velha amiga do Patrick. Mas fiquem calmas, ela será importantíssima para que a Lisbon entenda algumas coisinhas...
Próxima parte, vou trazer de volta, uma velha amiga do Patrick. Mas fiquem calmas, ela será importantíssima para que a Lisbon entenda algumas coisinhas...

"If you can't be proud of what you do, go and sell shoes. Do something else." Simon Baker
É fã? Então faça parte dos foruns


Re: Two Hearts, One Love (NC/17) Atualiz. 04/11/2010
Parte 3 – “Cedo ou tarde você vai acabar explodindo com essa sua raiva reprimida.”

Lisbon estava em sua sala. Não havia dormindo bem na noite anterior. Chegou cedo ao trabalho. Não havia quase ninguém na CBI. Ela pegou a pasta do último caso em que estava investigando. De pé diante do vidro que dividia sua sala da sala de sua equipe, com olhar fixo nos documentos em sua mão, ela ouviu passos.
- Chegou cedo. – falou ela sem tirar os olhos dos documentos.
- Como sabia que era eu?
- Conheço o barulho dos seus sapatos. – ela girou a cabeça olhando Patrick com um semblante cansado.
- Hum... não dormiu bem não foi? – perguntou ele, ainda parado na porta da sala dela.
- Dormi feito um anjo. – ela voltou a olhar os documentos.
- Mentirosa. Sabe, ultimamente você anda mentindo muito para mim. Qualquer dia irei hipnotizar você, só para variar.
- Não se atreva! – ela fechou a pasta em suas mãos, girou o corpo e o encarou nervosa.

- Ok. Não está mais aqui quem falou. – ele sorriu e foi em direção ao banheiro masculino.
Meia hora depois, a CBI já estava lotada. Cho e Rigsby encontravam-se em suas mesas conversando. Lisbon entrou na sala procurando por Jane. Os agentes não o tinham visto.
- Se o virem, digam que o estou procurando. – pediu ela.
- Sim chefe. – respondeu Rigsby.
- Certo. – disse Cho.

Ao sair da sala de sua equipe. Lisbon tentou ligar novamente para Jane. Ela o procurara por toda CBI, inclusive no banheiro masculino e nada. As tentativas de falar com ele pelo celular foram infrutíferas. Desligado.
- Droga Jane! – resmungou ela.
Ela sabia que ele não havia desistido de ‘salvá-la’. Acreditava que o plano dele era mantê-la na CBI e não ser transferida para uma unidade mais próxima. O que será que Patrick Jane estaria tramando? Ela estremeceu só de imaginar todas as possibilidades.
Lá estava Patrick Jane. Olhando algumas pinturas no hall da Procuradoria Geral. Mãos nos bolsos do paletó do terno de sempre. Observava a movimentação sem ser notado. Então, viu sair do elevador quem ele esperava.
- Olá Senhor Nielsen. – cumprimentou ele ao se aproximar do procurador geral e caminhar ao seu lado.
- O que quer Senhor Jane? – perguntou o homem incomodado.
- Não estou satisfeito com sua decisão de manter a Lisbon afastada da CBI. O lugar dela é lá. Ela conhece o caso Red John melhor que ninguém. É a única capaz...
- Senhor Jane. Tenho consciência da eficiência da Agente Lisbon. Sei que ela é uma líder nata. Mas não posso deixar que você faça o que bem entender e ela, a responsável por você, não seja punida pelos seus maus hábitos. Dê-se por satisfeito que eu tenha revogado a transferência de forma permanente. – falou ele parando de caminhar e encarando Jane, diante da porta giratória do edifício.

- Certo. Posso aceitar isso. Mas, peço que a deixe comandar o caso Red John. – pediu Patrick.
- Isso é impossível Senhor Jane. Ela irá para a Divisão de Entorpecentes da CBI. Não poderá comandar os casos da Homicídios.
- Divisão de Entorpecentes? Isso é no mesmo prédio. Então a Lisbon não irá sair da CBI? – perguntou animado.

- Não. Por causa de sua estratégia nada amistosa Senhor Jane. Preferi ceder ao seu pedido. Mas aviso, se tentar algo assim novamente, o mando prender sem direito a fiança e assino a transferência da Agente Lisbon para a fronteira com o México. – ameaçou o procurador.
- É justo. – concordou Patrick.
- O que pensa que está fazendo? – perguntou Teresa para Jane ao entrar no edifício.
- Salvando você. – respondeu Jane.
- Senhor, queira me desculpar pelo comportamento de Jane. – pediu Teresa.
- Está tudo bem agente. Já nos entendemos, não é mesmo Senhor Jane? – falou o procurador olhando para Jane.
- Sim, claro. Completamente. – respondeu Patrick.

O procurador geral deu as costas ao casal e saiu do edifício. Lisbon olhou com reprovação para Jane.
- Já lhe disse que cedo ou tarde você vai acabar explodindo com essa sua raiva reprimida? – falou ele.
- Já. – respondeu Teresa.
- Então por que você não relaxa? Não fui preso. – ele sorriu.
- Se for preso outra vez, eu desisto de você. – disse ela indo para a porta giratória.
- Como soube que eu estava aqui? – perguntou Patrick seguindo Teresa.
- Eu tinha certeza que você não estava satisfeito com a decisão do procurador. Algo me dizia que você voltaria a falar com ele. E, quando não o encontrei na CBI logo depois que conversamos... – ela respirou fundo.
- Acho que está inventando isso. Você seguiu meu perfume. Confesse. – brincou ele.
- Estava demorando. – resmungou ela.
- Para onde vamos agora? – perguntou ele.
- Eu ainda faço parte da CBI. Então, vou fazer meu trabalho. – ela olhou rapidamente para ele.
- Ótimo. Já estava querendo diversão. – ele desviou o olhar para o carro do outro lado da rua.
Enquanto atravessavam a rua, Patrick falava sobre estar feliz que ela continuaria na CBI, embora em outra divisão. Lisbon apenas dava uma olhada de lado para Patrick, tentando disfarçar sua felicidade por Patrick estar tão motivado a mantê-la perto dele.

- Então não vou sair da CBI. Isso é bom, eu acho. – falou ela.
- Como assim você acha? É maravilhoso! – disse ele parando ao lado do carro dela.
- Maravilhoso para você. Eu é que vou continuar aturando suas excentricidades. – ela ergueu as sobrancelhas e segurou o sorriso.
- Faz parte do meu charme e você adora! – ele sorriu.
- Não vou discutir. Temos trabalho a fazer. – ela entrou no carro.
- Sim senhora. – ele entrou no carro também, puxou o cinto de segurança e a encarou.
- O que foi? – perguntou ela.
- Me deixa dirigir? – pediu ele.
- De jeito nenhum! – falou dando partida no carro.
- Bem, pelo menos eu tentei. – ela deu um soco no ombro dele e ele começou a rir.

Lisbon e Jane desceram do carro no estacionamento da CBI. Ela ia à frente de Jane e ele a seguia silenciosamente. Então uma voz de mulher foi ouvida. Jane a reconheceu imediatamente e parou para olhar na direção da voz.
A loira estava no trailer de café diante da CBI, jogou o copo no lixo ao lado e veio ao encontro de Patrick. Ela sorria e ele ficou parado sem ação. Patrick pensou que não a veria mais.
- Oi Patrick. – cumprimentou ela ao se aproximar.
- Oi Sophie. – ele a olhou como se ela fosse uma miragem.

Lisbon ouviu as vozes e parou diante da entrada da CBI. Olhou para trás e reconheceu a psiquiatra de Patrick Jane. Da última vez que a viu, Patrick havia dado um beijo na falsa loira.
::Flashback::
- Jane beijou a garota. – falou Lisbon de dentro do carro.
- Bem, sim... – ele fez uma pausa. - Sim, na bochecha.
- Continua valendo. – falou ela.
- Valendo o quê? – perguntou ele.
- Nada. Apenas estou dizendo. – respondeu ela.
Patrick deu a volta pela frente do carro, entrando e puxando o sinto de segurança.
- Quer dirigir? – perguntou ela com um leve sorriso.
- É uma ótima oferta. – ele a olhou. – Pareço mesmo assim tão triste?
- O quê? Apenas perguntei se queria dirigir. – disse ela.
- Não gosta quando dirijo. Detesta. – ele a encarou sério.
- Dirige rápido demais. – falou ela.
- Dirijo rápido quando necessário. – disse ele. – Odeia não estar no controle, e ainda assim está disposta a superar seus medos irracionais para me animar. Isso é ótimo, Lisbon.
Patrick soltou o cinto de segurança, olhou rapidamente para Teresa, deu um sorriso e ia abrindo a porta do carro.
- Obrigado. Eu adoraria dirigir. – falou.
- Esqueça isso. – ela arrancou com o carro.
::Fim do Flashback::
Na época, Sophie e Jane ficaram muito próximos e Lisbon até chegou a pensar que ele estaria cedendo ao charme da psiquiatra. Isso até ele entrar no carro aquele dia e não corresponder às implicâncias dela.
- Muito bom vê-lo de novo. – falou Sophie.
- Estou surpreso, na verdade. Mas, também estou feliz em vê-la. – ele sorriu.

- Preciso de você. Quero dizer, de suas habilidades para me ajudar a encontrar alguém. – falou ela sem jeito.
- Claro. Mas eu estou em um caso e... – ele olhou para a entrada da CBI e viu Teresa parada olhando para ele e Sophie.

- Só você pode me ajudar Patrick. Talvez a Lisbon esteja interessada em pegar o caso. – comentou ela.
- Acho improvável Sophie. Trabalhamos com casos de homicídios. – ele voltou a olhar para Sophie.
- Sim, eu sei. Mas talvez você, ela e sua equipe possam investigar melhor. Essa pessoa pode estar morta. Estou pedindo que dê uma olhada na pasta do caso. – pediu ela quase que implorativa. – Por favor, Patrick!
- Certo. Hum... venha, vamos entrar. – ele tocou o cotovelo dela e indicou o caminho para que ela fosse a sua frente.
- Lisbon, se lembra da Sophie? – falou Jane ao ficar diante de Teresa com Sophie ao seu lado.
- Claro. Como está Senhora Miller? – cumprimentou ela.
- Bem, obrigada. – respondeu Sophie.
- Ela quer conversar conosco. – falou Jane.
- Certo. Vamos entrar. – convidou Lisbon.
Patrick segurou o braço de Teresa, evitando que ela entrasse na CBI logo atrás de Sophie. Ela o olhou confusa.

- Por favor, Lisbon. Seja gentil com ela. – pediu ele.
- Por que você acha que eu não seria gentil? – perguntou ela levemente irritada.
- Porque você sabe que ela é alguém importante para mim. – ele deu um suspiro. – Não me importa que me trate mal, mas faça o que for possível para ajudá-la.
- Eu o trato mal? – ela balançou a cabeça.
- O tempo todo. – respondeu ele ironicamente.
- Isso porque você me irrita o tempo todo. – ela devolveu a ironia.
- Confio em você Lisbon. – ele sorriu levemente.
- Tenho medo quando você diz isso. – ela suspirou e entrou.
Patrick viu Teresa passar pela porta do hall, hesitou por um minuto do lado de fora e, finalmente, a seguiu CBI adentro.

Continua...

Lisbon estava em sua sala. Não havia dormindo bem na noite anterior. Chegou cedo ao trabalho. Não havia quase ninguém na CBI. Ela pegou a pasta do último caso em que estava investigando. De pé diante do vidro que dividia sua sala da sala de sua equipe, com olhar fixo nos documentos em sua mão, ela ouviu passos.
- Chegou cedo. – falou ela sem tirar os olhos dos documentos.
- Como sabia que era eu?
- Conheço o barulho dos seus sapatos. – ela girou a cabeça olhando Patrick com um semblante cansado.
- Hum... não dormiu bem não foi? – perguntou ele, ainda parado na porta da sala dela.
- Dormi feito um anjo. – ela voltou a olhar os documentos.
- Mentirosa. Sabe, ultimamente você anda mentindo muito para mim. Qualquer dia irei hipnotizar você, só para variar.
- Não se atreva! – ela fechou a pasta em suas mãos, girou o corpo e o encarou nervosa.

- Ok. Não está mais aqui quem falou. – ele sorriu e foi em direção ao banheiro masculino.
Meia hora depois, a CBI já estava lotada. Cho e Rigsby encontravam-se em suas mesas conversando. Lisbon entrou na sala procurando por Jane. Os agentes não o tinham visto.
- Se o virem, digam que o estou procurando. – pediu ela.
- Sim chefe. – respondeu Rigsby.
- Certo. – disse Cho.

Ao sair da sala de sua equipe. Lisbon tentou ligar novamente para Jane. Ela o procurara por toda CBI, inclusive no banheiro masculino e nada. As tentativas de falar com ele pelo celular foram infrutíferas. Desligado.
- Droga Jane! – resmungou ela.
Ela sabia que ele não havia desistido de ‘salvá-la’. Acreditava que o plano dele era mantê-la na CBI e não ser transferida para uma unidade mais próxima. O que será que Patrick Jane estaria tramando? Ela estremeceu só de imaginar todas as possibilidades.
Lá estava Patrick Jane. Olhando algumas pinturas no hall da Procuradoria Geral. Mãos nos bolsos do paletó do terno de sempre. Observava a movimentação sem ser notado. Então, viu sair do elevador quem ele esperava.
- Olá Senhor Nielsen. – cumprimentou ele ao se aproximar do procurador geral e caminhar ao seu lado.
- O que quer Senhor Jane? – perguntou o homem incomodado.
- Não estou satisfeito com sua decisão de manter a Lisbon afastada da CBI. O lugar dela é lá. Ela conhece o caso Red John melhor que ninguém. É a única capaz...
- Senhor Jane. Tenho consciência da eficiência da Agente Lisbon. Sei que ela é uma líder nata. Mas não posso deixar que você faça o que bem entender e ela, a responsável por você, não seja punida pelos seus maus hábitos. Dê-se por satisfeito que eu tenha revogado a transferência de forma permanente. – falou ele parando de caminhar e encarando Jane, diante da porta giratória do edifício.

- Certo. Posso aceitar isso. Mas, peço que a deixe comandar o caso Red John. – pediu Patrick.
- Isso é impossível Senhor Jane. Ela irá para a Divisão de Entorpecentes da CBI. Não poderá comandar os casos da Homicídios.
- Divisão de Entorpecentes? Isso é no mesmo prédio. Então a Lisbon não irá sair da CBI? – perguntou animado.

- Não. Por causa de sua estratégia nada amistosa Senhor Jane. Preferi ceder ao seu pedido. Mas aviso, se tentar algo assim novamente, o mando prender sem direito a fiança e assino a transferência da Agente Lisbon para a fronteira com o México. – ameaçou o procurador.
- É justo. – concordou Patrick.
- O que pensa que está fazendo? – perguntou Teresa para Jane ao entrar no edifício.
- Salvando você. – respondeu Jane.
- Senhor, queira me desculpar pelo comportamento de Jane. – pediu Teresa.
- Está tudo bem agente. Já nos entendemos, não é mesmo Senhor Jane? – falou o procurador olhando para Jane.
- Sim, claro. Completamente. – respondeu Patrick.

O procurador geral deu as costas ao casal e saiu do edifício. Lisbon olhou com reprovação para Jane.
- Já lhe disse que cedo ou tarde você vai acabar explodindo com essa sua raiva reprimida? – falou ele.
- Já. – respondeu Teresa.
- Então por que você não relaxa? Não fui preso. – ele sorriu.
- Se for preso outra vez, eu desisto de você. – disse ela indo para a porta giratória.
- Como soube que eu estava aqui? – perguntou Patrick seguindo Teresa.
- Eu tinha certeza que você não estava satisfeito com a decisão do procurador. Algo me dizia que você voltaria a falar com ele. E, quando não o encontrei na CBI logo depois que conversamos... – ela respirou fundo.
- Acho que está inventando isso. Você seguiu meu perfume. Confesse. – brincou ele.
- Estava demorando. – resmungou ela.
- Para onde vamos agora? – perguntou ele.
- Eu ainda faço parte da CBI. Então, vou fazer meu trabalho. – ela olhou rapidamente para ele.
- Ótimo. Já estava querendo diversão. – ele desviou o olhar para o carro do outro lado da rua.
Enquanto atravessavam a rua, Patrick falava sobre estar feliz que ela continuaria na CBI, embora em outra divisão. Lisbon apenas dava uma olhada de lado para Patrick, tentando disfarçar sua felicidade por Patrick estar tão motivado a mantê-la perto dele.

- Então não vou sair da CBI. Isso é bom, eu acho. – falou ela.
- Como assim você acha? É maravilhoso! – disse ele parando ao lado do carro dela.
- Maravilhoso para você. Eu é que vou continuar aturando suas excentricidades. – ela ergueu as sobrancelhas e segurou o sorriso.
- Faz parte do meu charme e você adora! – ele sorriu.
- Não vou discutir. Temos trabalho a fazer. – ela entrou no carro.
- Sim senhora. – ele entrou no carro também, puxou o cinto de segurança e a encarou.
- O que foi? – perguntou ela.
- Me deixa dirigir? – pediu ele.
- De jeito nenhum! – falou dando partida no carro.
- Bem, pelo menos eu tentei. – ela deu um soco no ombro dele e ele começou a rir.

Lisbon e Jane desceram do carro no estacionamento da CBI. Ela ia à frente de Jane e ele a seguia silenciosamente. Então uma voz de mulher foi ouvida. Jane a reconheceu imediatamente e parou para olhar na direção da voz.
A loira estava no trailer de café diante da CBI, jogou o copo no lixo ao lado e veio ao encontro de Patrick. Ela sorria e ele ficou parado sem ação. Patrick pensou que não a veria mais.
- Oi Patrick. – cumprimentou ela ao se aproximar.
- Oi Sophie. – ele a olhou como se ela fosse uma miragem.

Lisbon ouviu as vozes e parou diante da entrada da CBI. Olhou para trás e reconheceu a psiquiatra de Patrick Jane. Da última vez que a viu, Patrick havia dado um beijo na falsa loira.
::Flashback::
- Jane beijou a garota. – falou Lisbon de dentro do carro.
- Bem, sim... – ele fez uma pausa. - Sim, na bochecha.
- Continua valendo. – falou ela.
- Valendo o quê? – perguntou ele.
- Nada. Apenas estou dizendo. – respondeu ela.
Patrick deu a volta pela frente do carro, entrando e puxando o sinto de segurança.
- Quer dirigir? – perguntou ela com um leve sorriso.
- É uma ótima oferta. – ele a olhou. – Pareço mesmo assim tão triste?
- O quê? Apenas perguntei se queria dirigir. – disse ela.
- Não gosta quando dirijo. Detesta. – ele a encarou sério.
- Dirige rápido demais. – falou ela.
- Dirijo rápido quando necessário. – disse ele. – Odeia não estar no controle, e ainda assim está disposta a superar seus medos irracionais para me animar. Isso é ótimo, Lisbon.
Patrick soltou o cinto de segurança, olhou rapidamente para Teresa, deu um sorriso e ia abrindo a porta do carro.
- Obrigado. Eu adoraria dirigir. – falou.
- Esqueça isso. – ela arrancou com o carro.
::Fim do Flashback::
Na época, Sophie e Jane ficaram muito próximos e Lisbon até chegou a pensar que ele estaria cedendo ao charme da psiquiatra. Isso até ele entrar no carro aquele dia e não corresponder às implicâncias dela.
- Muito bom vê-lo de novo. – falou Sophie.
- Estou surpreso, na verdade. Mas, também estou feliz em vê-la. – ele sorriu.

- Preciso de você. Quero dizer, de suas habilidades para me ajudar a encontrar alguém. – falou ela sem jeito.
- Claro. Mas eu estou em um caso e... – ele olhou para a entrada da CBI e viu Teresa parada olhando para ele e Sophie.

- Só você pode me ajudar Patrick. Talvez a Lisbon esteja interessada em pegar o caso. – comentou ela.
- Acho improvável Sophie. Trabalhamos com casos de homicídios. – ele voltou a olhar para Sophie.
- Sim, eu sei. Mas talvez você, ela e sua equipe possam investigar melhor. Essa pessoa pode estar morta. Estou pedindo que dê uma olhada na pasta do caso. – pediu ela quase que implorativa. – Por favor, Patrick!
- Certo. Hum... venha, vamos entrar. – ele tocou o cotovelo dela e indicou o caminho para que ela fosse a sua frente.
- Lisbon, se lembra da Sophie? – falou Jane ao ficar diante de Teresa com Sophie ao seu lado.
- Claro. Como está Senhora Miller? – cumprimentou ela.
- Bem, obrigada. – respondeu Sophie.
- Ela quer conversar conosco. – falou Jane.
- Certo. Vamos entrar. – convidou Lisbon.
Patrick segurou o braço de Teresa, evitando que ela entrasse na CBI logo atrás de Sophie. Ela o olhou confusa.

- Por favor, Lisbon. Seja gentil com ela. – pediu ele.
- Por que você acha que eu não seria gentil? – perguntou ela levemente irritada.
- Porque você sabe que ela é alguém importante para mim. – ele deu um suspiro. – Não me importa que me trate mal, mas faça o que for possível para ajudá-la.
- Eu o trato mal? – ela balançou a cabeça.
- O tempo todo. – respondeu ele ironicamente.
- Isso porque você me irrita o tempo todo. – ela devolveu a ironia.
- Confio em você Lisbon. – ele sorriu levemente.
- Tenho medo quando você diz isso. – ela suspirou e entrou.
Patrick viu Teresa passar pela porta do hall, hesitou por um minuto do lado de fora e, finalmente, a seguiu CBI adentro.

Continua...

"If you can't be proud of what you do, go and sell shoes. Do something else." Simon Baker
É fã? Então faça parte dos foruns


Re: Two Hearts, One Love (NC/17) Atualiz. 04/11/2010
Agora estou pensando...oq passa na cabeça de Kristyanne??Curiosíiiiissima...
Re: Two Hearts, One Love (NC/17) Atualiz. 04/11/2010
Me culpem se os capitulos da fic estao demorando mais pra chegar aqui.
auhuahuahuauhauha fazer fic e pegar cenas do seriado da o dobro de trabalho!
auhuahuahuauhauha fazer fic e pegar cenas do seriado da o dobro de trabalho!


Walter Mashburn (Lex)- Mentalista Treinee

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