The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
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The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Buenas povo
Já que eu só falta o epílogo da I Me You I'm Yours, eu vou postar essa outra fic aqui, e o primeiro cap dela, eu posto qnd tiver a fim, provavelmente, um ou dois dias depois de terminar a outra.
Vou usar o modelo da Kris de discrição de fics PSAPSOKPASAPKO :
(PS.: Eu n costumo a ler as regras de postagem :~ Vou dizer que li agora, por pura curiosidade. E agora que vi que esse quadrinho era obrigatório. KOPSAPKOSAPOK. ok, vou colocar lá na outra fic ele tbm PKOSAOPKSA)

Enjoy!
Já que eu só falta o epílogo da I Me You I'm Yours, eu vou postar essa outra fic aqui, e o primeiro cap dela, eu posto qnd tiver a fim, provavelmente, um ou dois dias depois de terminar a outra.
Vou usar o modelo da Kris de discrição de fics PSAPSOKPASAPKO :
(PS.: Eu n costumo a ler as regras de postagem :~ Vou dizer que li agora, por pura curiosidade. E agora que vi que esse quadrinho era obrigatório. KOPSAPKOSAPOK. ok, vou colocar lá na outra fic ele tbm PKOSAOPKSA)

Categoria: Fanfiction
Nome: The Fire Breathes
Autora: Angel-death-dealer
Tradução e adaptação: Patty Schoeller
Shipper: Jane/Lisbon
Gênero: Sou terrível em definir gêneros. Quando terminar a fic, eu penso qual foi o gênero dela, ok?![]()
Classificação: PG-13 (não tem nada muito forte não)
Capítulos: 8 + Epílogo
POV:3ª pessoa
Terminada: Não
Beta: Não
Sinopse: Red John está de volta, e dessa vez, sua vítima é uma garota de 17 anos, mas quando Lisbon implora que Jane não o mate, ela acabara revelando um segredo que ela nunca pretendeu compartilhar. Será que Jane conseguirá descobrir, finalmente quem é Red John, e será que ele vai ter estômago para matá-lo?
Enjoy!
Última edição por P.Schoeller em Seg 07 Fev 2011, 10:43 pm, editado 8 vez(es)
Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Interessada já!!!!

"If you can't be proud of what you do, go and sell shoes. Do something else." Simon Baker
É fã? Então faça parte dos foruns


Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Well, como os caps da The Fire Breathes são muuuito grandes, e eu demoraria mais um ou dois dias pra postar o cap inteiro, vou postar as duas primeiras partes,d epois posto o resto:
A casa parecia de uma antiga vila romana, com paredes de terracota e pedra lavada levavam até a porta da frente. As palmeiras muito bem arrumadas para serem outra coisa senão importadas e posicionadas por um jardineiro profissional, ficavam imponentes entre as margaridas africanas e as tulipas vermelhas – todas muito bem adaptadas para o clima seco da Califórnia, onde secas eram tão comuns quanto acordar com uma ressaca na manhã de Domingo. O telhado vermelho brilhava ao sol, com as folhas do grande carvalho do vizinho sobre ele. Com uma árvore dessas próxima, seria mais que normal ter folhas pelo chão, mas a família deveria ter empregados para cuidar disso. Se eles tinham dinheiro para ter uma casa dessas, certamente tinham dinheiro para contratar alguém para o serviço.
Mas, por mais que tudo parecesse limpo e bonito, a confusão era imensa dentro e fora da casa. Lisbon respirou fundo. Ela sabia que aquilo iria chegar, mais cedo ou mais tarde. Ela já havia visto muitas cenas de crime que a deram vontade de vomitar e sair correndo, e voltar só depois de se recompor. Mas era parte do trabalho. Ela tinha uma longa carreira e contava com uma habilidade que adquiriu quando criança: superar o estômago fraco. Ela até hoje se sentia envergonhada por ter comprometido a primeira cena do crime na qual trabalhou, vomitando pelos cantos por causa do cheiro do cadáver. De qualquer forma, naquele momento, ela tinha tudo sob controle.
- O que temos aqui? – Ela perguntou a Cho, o primeiro que viu ao chegar à cena. Eles ficaram do lado de fora do quarto. Ela podia ouvir o flash das câmeras dos peritos forenses tirando fotos da cena.
- A vítima é Melissa Joliss. – Ele disse para ela, lendo nas suas anotações. – Dezessete anos, achada morta no seu quarto as sete da manhã pela sua mãe quando ela foi acordá-la para ir a escola.
- Sinais de entrada forçada? – Ela perguntou, preferindo não comentar sobre o quão nova era a vitima. Ainda no ensino médio. Com uma vida inteira pela frente. Esses pensamentos não a ajudavam a ser objetiva no caso.
- Nada. – Cho disse. – Sem sinais de entrada forçada ou de intrusos, mas definitivamente, alguém entrou aqui.
- Evidência? – Perguntou.
- Isto. – Ele disse simplesmente, dando um passo para trás e deixando a ver o quarto.
Pela porta aberta, Lisbon viu tudo o que precisava. A quantidade de sangue no quarto era doentio, dando mais voltas em seu estomago que o necessário. Na verdade, era a forma como o sangue estava que fazia a bile subir sua garganta, e ela o engoliu com uma careta, não se preocupando em esconder seu desconforto. O sangue cobria o quarto, a cama, o carpete, a garota... e a parede. Mas não era qualquer respingo de sangue, qualquer respingo de tiro. A marca era feita com a mão, cuidadosamente desenhada como se fosse a maior obra de um artista.
O rosto vermelho na parede era a marca de tudo o que ela mais temia.
- Oh, Deus.
Mark e Amanda Joliss estavam ainda negando que sua filha havia morrido. Jane entendia, eles viam isso várias vezes já. A morte é um dos aspectos da realidade que ninguém enfrenta sem uma máscara de medo, como Ernest Becker escreveu. Nesse caso, os pais de Melissa estavam mascarando-a com a idéia de que achá-la ensangüentada no quarto com a marca de Red John na parede era uma forma natural de morte. Ainda, o desespero nos olhos dele por acreditar que a filha não fora vítima de um serial killer brutal, dizia que eles sabiam a verdade. Entretanto, isso não queria dizer que eles iriam aceitar essa verdade tão sedo.
- Você está dizendo que alguém entrou na nossa casa para matá-la? – Amanda, a mãe de Melissa, disse numa voz abalada.
- Sra. Joliss, nós estamos simplesmente cobrindo todas as possibilidades. – Lisbon a explicou calmamente.
- Mas, se ninguém entrou na casa e fez isso, quer dizer que alguém de dentro da casa fez. – Jane contribuiu.
- Jane... – Lisbon o repreendeu.
- Você está nos acusando de matar nossa própria filha? – Mark perguntou agressivamente a Jane.
- Claro que não Senhor. – Lisbon interrompeu.
- Tem mais alguém vivendo aqui? – Perguntou Rigsby, antes que Lisbon pulasse em cima de Jane. – Alguma outra criança, ou parentes?
- Não. – Amanda balançou a cabeça. – Somos só nós três. Melissa é nossa única filha.
- Quem mais tem a chave da entrada? – Ele continuou.
- Só nos três. – Mark disse.
- Melissa teve algum convidado ontem? – Lisbon perguntou.
- Não. – Amanda sussurrou. – O que isso tem a ver...
- Não havia sinais de arrombamento em nenhum lugar da casa, então nada indicaria um intruso. – Jane disse. – Quem fez isso sabia como era a casa, sabia os lugares de mais fácil entrada. Isso, ou alguém o deixou entrar.
- Ninguém nos visitou noite passada. – Mark insistiu. – Ninguém nem veio até a porta.
- Então é simples. - Jane decidiu. – Claramente, Melissa conhecia bem seu assassino e o deixou entrar.
- Mas ela estava estudando a noite inteira. – Amanda tentou arranjar uma desculpa.
- Onde ela estava estudando? – Perguntou Lisbon.
- No seu quarto, como sempre.
- Quando foi a ultima vez que vocês a viram?
- Depois do jantar... Talvez... Umas seis e meia? – Amanda fazia as contas. – Ela disse que tinha um trabalho para entregar no fim da semana e queria terminar o mais rápido possível para comparar com o de sua amiga.
- Qual o nome da amiga? – Lisbon perguntou, fazendo anotações.
- Sarah Walcott. – Amanda respondeu rápido. – Elas são amigas desde o jardim de infância. Ele mora no fim da rua.
- Nós precisaremos falar com ela. Vocês têm mais algumas informações que nos ajudariam no contato?
Amanda assentiu.
- Claro. Vou pegá-los. – Ela subiu as escadas e deixou a sala. E quando ela estava fora da vista de todos, Mark perguntou, limpando a garganta.
- O rosto na parede... – Ele começou. – É do serial killer certo? Como é mesmo o nome...
- Red John. – Jane respondeu, balançando a cabeça afirmativamente.
- É uma possibilidade – Lisbon disse. – Tem várias assinaturas pessoais que Red John usa, e nós achamos evidencias da maioria deles no quarto da sua filha. Então é provável a participação dele.
- E ele... Ele matou muitas garotas, certo? Muitas pessoas perderam suas filhas pra ele...
- Muitas. – Jane disse baixinho. – Não é justo.
Mark fez uma carranca, a raiva subindo pelo seu corpo.
- Você não sabe-
- Sim, eu sei. – Jane disse calmamente.
A sua raiva se tornou confusão.
- Você perdeu uma?
- Duas. – Jane corrigiu. – Minha esposa e minha filha. Ele tirou ambas de mim seis anos atrás.
Foi o tom casual na voz de Jane que fez Lisbon ficar atenta. Ela estava acostumada com o arrependimento, a dor, o sofrimento interminável... Ela não estava acostumada com eles sendo tão frio em relação a elas. Ele nunca havia falado tão causalmente delas.
- Então você é a melhor pessoa para pegá-lo. – Mark disse. – Porque minha pequena foi tirada de mim noite passada e eu já quero matar aquele filho da puta. Adicione seis anos a isso e você tem uma máquina de vingança com o coração de pedra.
E isso era exatamente o que Lisbon mais temia.
- Sr. Joliss-
- Você vai fazê-lo pagar, você me ouviu? – Mark continuou para Jane, ignorando completamente Lisbon. – Você vai fazê-lo pagar pelo que vez a minha menina.
- Ele vai ter o que merece, Sr. Joliss. – Jane prometeu.
Capítulo 1
A casa parecia de uma antiga vila romana, com paredes de terracota e pedra lavada levavam até a porta da frente. As palmeiras muito bem arrumadas para serem outra coisa senão importadas e posicionadas por um jardineiro profissional, ficavam imponentes entre as margaridas africanas e as tulipas vermelhas – todas muito bem adaptadas para o clima seco da Califórnia, onde secas eram tão comuns quanto acordar com uma ressaca na manhã de Domingo. O telhado vermelho brilhava ao sol, com as folhas do grande carvalho do vizinho sobre ele. Com uma árvore dessas próxima, seria mais que normal ter folhas pelo chão, mas a família deveria ter empregados para cuidar disso. Se eles tinham dinheiro para ter uma casa dessas, certamente tinham dinheiro para contratar alguém para o serviço.
Mas, por mais que tudo parecesse limpo e bonito, a confusão era imensa dentro e fora da casa. Lisbon respirou fundo. Ela sabia que aquilo iria chegar, mais cedo ou mais tarde. Ela já havia visto muitas cenas de crime que a deram vontade de vomitar e sair correndo, e voltar só depois de se recompor. Mas era parte do trabalho. Ela tinha uma longa carreira e contava com uma habilidade que adquiriu quando criança: superar o estômago fraco. Ela até hoje se sentia envergonhada por ter comprometido a primeira cena do crime na qual trabalhou, vomitando pelos cantos por causa do cheiro do cadáver. De qualquer forma, naquele momento, ela tinha tudo sob controle.
- O que temos aqui? – Ela perguntou a Cho, o primeiro que viu ao chegar à cena. Eles ficaram do lado de fora do quarto. Ela podia ouvir o flash das câmeras dos peritos forenses tirando fotos da cena.
- A vítima é Melissa Joliss. – Ele disse para ela, lendo nas suas anotações. – Dezessete anos, achada morta no seu quarto as sete da manhã pela sua mãe quando ela foi acordá-la para ir a escola.
- Sinais de entrada forçada? – Ela perguntou, preferindo não comentar sobre o quão nova era a vitima. Ainda no ensino médio. Com uma vida inteira pela frente. Esses pensamentos não a ajudavam a ser objetiva no caso.
- Nada. – Cho disse. – Sem sinais de entrada forçada ou de intrusos, mas definitivamente, alguém entrou aqui.
- Evidência? – Perguntou.
- Isto. – Ele disse simplesmente, dando um passo para trás e deixando a ver o quarto.
Pela porta aberta, Lisbon viu tudo o que precisava. A quantidade de sangue no quarto era doentio, dando mais voltas em seu estomago que o necessário. Na verdade, era a forma como o sangue estava que fazia a bile subir sua garganta, e ela o engoliu com uma careta, não se preocupando em esconder seu desconforto. O sangue cobria o quarto, a cama, o carpete, a garota... e a parede. Mas não era qualquer respingo de sangue, qualquer respingo de tiro. A marca era feita com a mão, cuidadosamente desenhada como se fosse a maior obra de um artista.
O rosto vermelho na parede era a marca de tudo o que ela mais temia.
- Oh, Deus.
- x –
Mark e Amanda Joliss estavam ainda negando que sua filha havia morrido. Jane entendia, eles viam isso várias vezes já. A morte é um dos aspectos da realidade que ninguém enfrenta sem uma máscara de medo, como Ernest Becker escreveu. Nesse caso, os pais de Melissa estavam mascarando-a com a idéia de que achá-la ensangüentada no quarto com a marca de Red John na parede era uma forma natural de morte. Ainda, o desespero nos olhos dele por acreditar que a filha não fora vítima de um serial killer brutal, dizia que eles sabiam a verdade. Entretanto, isso não queria dizer que eles iriam aceitar essa verdade tão sedo.
- Você está dizendo que alguém entrou na nossa casa para matá-la? – Amanda, a mãe de Melissa, disse numa voz abalada.
- Sra. Joliss, nós estamos simplesmente cobrindo todas as possibilidades. – Lisbon a explicou calmamente.
- Mas, se ninguém entrou na casa e fez isso, quer dizer que alguém de dentro da casa fez. – Jane contribuiu.
- Jane... – Lisbon o repreendeu.
- Você está nos acusando de matar nossa própria filha? – Mark perguntou agressivamente a Jane.
- Claro que não Senhor. – Lisbon interrompeu.
- Tem mais alguém vivendo aqui? – Perguntou Rigsby, antes que Lisbon pulasse em cima de Jane. – Alguma outra criança, ou parentes?
- Não. – Amanda balançou a cabeça. – Somos só nós três. Melissa é nossa única filha.
- Quem mais tem a chave da entrada? – Ele continuou.
- Só nos três. – Mark disse.
- Melissa teve algum convidado ontem? – Lisbon perguntou.
- Não. – Amanda sussurrou. – O que isso tem a ver...
- Não havia sinais de arrombamento em nenhum lugar da casa, então nada indicaria um intruso. – Jane disse. – Quem fez isso sabia como era a casa, sabia os lugares de mais fácil entrada. Isso, ou alguém o deixou entrar.
- Ninguém nos visitou noite passada. – Mark insistiu. – Ninguém nem veio até a porta.
- Então é simples. - Jane decidiu. – Claramente, Melissa conhecia bem seu assassino e o deixou entrar.
- Mas ela estava estudando a noite inteira. – Amanda tentou arranjar uma desculpa.
- Onde ela estava estudando? – Perguntou Lisbon.
- No seu quarto, como sempre.
- Quando foi a ultima vez que vocês a viram?
- Depois do jantar... Talvez... Umas seis e meia? – Amanda fazia as contas. – Ela disse que tinha um trabalho para entregar no fim da semana e queria terminar o mais rápido possível para comparar com o de sua amiga.
- Qual o nome da amiga? – Lisbon perguntou, fazendo anotações.
- Sarah Walcott. – Amanda respondeu rápido. – Elas são amigas desde o jardim de infância. Ele mora no fim da rua.
- Nós precisaremos falar com ela. Vocês têm mais algumas informações que nos ajudariam no contato?
Amanda assentiu.
- Claro. Vou pegá-los. – Ela subiu as escadas e deixou a sala. E quando ela estava fora da vista de todos, Mark perguntou, limpando a garganta.
- O rosto na parede... – Ele começou. – É do serial killer certo? Como é mesmo o nome...
- Red John. – Jane respondeu, balançando a cabeça afirmativamente.
- É uma possibilidade – Lisbon disse. – Tem várias assinaturas pessoais que Red John usa, e nós achamos evidencias da maioria deles no quarto da sua filha. Então é provável a participação dele.
- E ele... Ele matou muitas garotas, certo? Muitas pessoas perderam suas filhas pra ele...
- Muitas. – Jane disse baixinho. – Não é justo.
Mark fez uma carranca, a raiva subindo pelo seu corpo.
- Você não sabe-
- Sim, eu sei. – Jane disse calmamente.
A sua raiva se tornou confusão.
- Você perdeu uma?
- Duas. – Jane corrigiu. – Minha esposa e minha filha. Ele tirou ambas de mim seis anos atrás.
Foi o tom casual na voz de Jane que fez Lisbon ficar atenta. Ela estava acostumada com o arrependimento, a dor, o sofrimento interminável... Ela não estava acostumada com eles sendo tão frio em relação a elas. Ele nunca havia falado tão causalmente delas.
- Então você é a melhor pessoa para pegá-lo. – Mark disse. – Porque minha pequena foi tirada de mim noite passada e eu já quero matar aquele filho da puta. Adicione seis anos a isso e você tem uma máquina de vingança com o coração de pedra.
E isso era exatamente o que Lisbon mais temia.
- Sr. Joliss-
- Você vai fazê-lo pagar, você me ouviu? – Mark continuou para Jane, ignorando completamente Lisbon. – Você vai fazê-lo pagar pelo que vez a minha menina.
- Ele vai ter o que merece, Sr. Joliss. – Jane prometeu.
- x –
Última edição por P.Schoeller em Ter 03 Ago 2010, 10:06 pm, editado 1 vez(es)
Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Pareçe Ser interessante.

Serena- Curioso

- Data de inscrição: 07/06/2010
Mensagens: 28

Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Que bom que tão gostando girls!
Aqui ta a outra metade do cap:
Com a tensão ainda correndo entre Lisbon e Jane depois deles deixarem a casa, Van Pelt e Rigsby resolveram voltar para a CBI no carro que Cho havia vindo, deixando sua chefe e o consultor para brigar no carro deles. Jane instantaneamente sentou no banco do passageiro, então eles sabiam que sentar no banco de trás enquanto os dois discutiam na frente só faria parecer que eram duas crianças enquanto seus pais brigavam. Preferiram o outro carro.
- “Ele vai ter o que merece”? - Lisbon repetiu o que Jane havia dito, brava. – Você não pode dizer isso para o pai da vítima!
- Era o que ele precisava ouvir. – Jane suspirou, calmamente.
- Não, o que ele precisava ouvir é que o assassino de sua filha vai sofrer pelo resto de seus dias na prisão. – Lisbon corrigiu-o.
- E o que isso dá a eles? – Jane perguntou. – Como isso vai supostamente deixá-los dormir a noite, sabendo que sua filha foi assassinada no quarto, e que o assassino tem uma cama para dormir, três refeições por dia...
- Jane, Red John vai ir a julgamento e vai morrer. – Ela disse abruptamente. – Ele vai pegar pena de morte. Pena de morte é legal na Califórnia para homicídios de primeiro grau com certas circunstâncias.
- A não ser que ele seja considerado louco. – Jane apontou.
- Ele não vai. Seus ataques são cuidadosamente arquitetados...
- Legalmente o julgamento vai demorar muito tempo, - Jane reclamou – e ele vai ter tempo para escapar. Vai matar novamente, e na próxima vez...
- Não haverá uma próxima vez. – Lisbon insistiu. – Nós vamos pegá-lo. Ele vai responder por inúmeras acusações.
- Talvez, gás tóxico e injeção letal são muito pouco para o homem que massacrou minha esposa e minha filha. – Ele atirou de volta para ela, sua voz se elevando pela primeira vez na conversa.
- Você não pode reclamar sobre isso. – Ela falou pausadamente, como se falasse para uma criança.
- Posso sim, se sou o único. – Ele disse.
Eles ficaram em silêncio por alguns momentos. Ela preferiu não repreende-lo pelo fato de que ele poderia ser morto pelo Red John. Eles ficaram desse jeito até estacionar do lado de fora da CBI. Ela se virou no banco para encará-lo.
- O que você ganha com isso? – Ela perguntou.
- Como é?
- Se você matar Red John, como isso faria as coisas melhores para você? - Ela perguntou.
- Ele precisa sofrer como elas sofreram. – Ele disse, e ela pode ver a determinação correndo nos olhos dele.
- Como elas sofreram ou como você sofreu e sofre? – Ela o desafiou. Jane ficou em silêncio. – Jane, vingar a morte delas não vai mudar nada.
- Você não sabe. – Ele balançou a cabeça.
- Sim, eu sei. – Ela insistiu. – Você pensa que isso vai te ajudar, que isso vai fazer a dor passar, pensa que até vai ajudar a elas, mas não vai. Isso só substitui a culpa.
Sua testa se enrugou com a curiosidade.
- Lisbon...
- O que quer que você esteja procurando Jane, a morte do Red John não vai te dar isso.
Ele a olhou profundamente nos olhos.
- Você parece conhecer bastante sobre vingança. – Ele notou.
Mas ela não o ofereceu mais nenhuma palavra. Ela só saiu do carro e entrou no prédio.
Enquanto Jane esperava pelo elevador, Lisbon já estava a caminho de sua sala com seu café. As palavras dela sobre vingança, pelo quão informada ela estava, ou pelo quão pouco ela mostrou que ele iria obter na vingança, o deixaram curioso. Havia muitas coisas sobre ela que o deixavam fazendo perguntas sem obter respostas, talvez tenha sido isso que o atraiu tanto, que o tenha feito se envolver tanto. Ela claramente tinha uma mensagem para ele, mas eles haviam acabado de abrir mais um caso de Red John, e isso estava enchendo a cabeça dele.
Então ele tomou sua decisão e seguiu em direção ao escritório dela. Ele parou-a do lado de fora da porta.
- Lisbon.
- O que é Jane? – Ela vociferou.
- Eu preciso falar com você.
Ela parou na porta, se virando para olhar para ele, que foi quando ele notou o arquivo nas mãos dela. O arquivo do caso Red John.
- Você fez algo errado nos cinco minutos que estive na cozinha? - Ela perguntou, entediada.
- Não, mas ainda assim é importante.
- Jane, eu tenho um caso para resolver.
- Nós temos um caso para resolver. – Ele corrigiu. – Mas não é sobre o caso.
- Então vai ter que esperar. – Ela disse. – Nós temos uma adolescente morta que está nos levando a outro sociopata copiador ou o próprio Red John. De qualquer jeito, nós temos alguns longos dias pela frente. Eu tenho ligações a fazer, visitas a fazer, pessoas a interrogar...
-Lisbon! – Ele a interrompeu.
- Jane, eu estou ocupada. – Ela vociferou, novamente.
- Cinco minutos, é tudo que te peço.
Ela olhou para o seu escritório, e se rendeu.
- Dois minutos e meio. Fale rápido.
Ele aceitou isso como se fosse o melhor que conseguiria dela.
- Você disse que vingar a morte delas não ia me trazer nada... – Ele começou a dizer.
- Você vai gastar seus dois minutos e meio repetindo o que eu já disse? - Ela reclamou.
- Como você sabe que não vai?
- Jane eu não tenho tempo pra...
- As ligações podem esperar uns minutos.
- Não Jane, elas não podem! – Ela disse, exasperada. – Não neste caso. Se realmente é o Red John, precisamos achá-lo antes que ele mate outra pessoa inocente. Não podemos nos dar ao luxo de perder tempo. Quando que você parou de se importar com pegá-lo?
- Eu não parei, e você sabe. – Ele disse. – Eu só quero ter uma conversa com você.
- Bem, nós não temos tempo para uma agora.
- Eu só queria que você soubesse...
- Jane, eu disse aquilo antes, pois eu já estive nesse lugar ok? Eu estive. Eu estive no seu lugar, mas agi como uma adulta. Agora, vai embora.
Aconteceu tão rápido, que quando ele se deu conta do que ela havia dito, a porta já havia fechado na sua cara. Ele franziu as sobrancelhas para as cortinas fechadas, tendo certeza de que se elas não estivessem ali ele a veria fazendo suas ligações, respirando fundo antes, para se acalmar. Ela esteve onde ele está Mas o que ela quis dizer com isso? Ele esteve em vários lugares, lugares bons, lugares ruins. Mais lugares ruins. De qualquer maneira, ele nunca tinha lido nada disso nela. Ele sabia que ela havia perdido sua mãe, sofrido abuso de seu pai, criado seus irmãos, sacrificado sua infância... Mas ele nunca esteve em nenhum destes lugares. Qual lugar ela havia estado que se relacionava com sua rixa com Red John?
- O que você fez dessa vez? – Rigsby perguntou, assim que ele voltou para seu sofá.
Jane ainda estava um pouco surpreso.
- Eu acho que foi algo que outra pessoa fez...
Aqui ta a outra metade do cap:
Com a tensão ainda correndo entre Lisbon e Jane depois deles deixarem a casa, Van Pelt e Rigsby resolveram voltar para a CBI no carro que Cho havia vindo, deixando sua chefe e o consultor para brigar no carro deles. Jane instantaneamente sentou no banco do passageiro, então eles sabiam que sentar no banco de trás enquanto os dois discutiam na frente só faria parecer que eram duas crianças enquanto seus pais brigavam. Preferiram o outro carro.
- “Ele vai ter o que merece”? - Lisbon repetiu o que Jane havia dito, brava. – Você não pode dizer isso para o pai da vítima!
- Era o que ele precisava ouvir. – Jane suspirou, calmamente.
- Não, o que ele precisava ouvir é que o assassino de sua filha vai sofrer pelo resto de seus dias na prisão. – Lisbon corrigiu-o.
- E o que isso dá a eles? – Jane perguntou. – Como isso vai supostamente deixá-los dormir a noite, sabendo que sua filha foi assassinada no quarto, e que o assassino tem uma cama para dormir, três refeições por dia...
- Jane, Red John vai ir a julgamento e vai morrer. – Ela disse abruptamente. – Ele vai pegar pena de morte. Pena de morte é legal na Califórnia para homicídios de primeiro grau com certas circunstâncias.
- A não ser que ele seja considerado louco. – Jane apontou.
- Ele não vai. Seus ataques são cuidadosamente arquitetados...
- Legalmente o julgamento vai demorar muito tempo, - Jane reclamou – e ele vai ter tempo para escapar. Vai matar novamente, e na próxima vez...
- Não haverá uma próxima vez. – Lisbon insistiu. – Nós vamos pegá-lo. Ele vai responder por inúmeras acusações.
- Talvez, gás tóxico e injeção letal são muito pouco para o homem que massacrou minha esposa e minha filha. – Ele atirou de volta para ela, sua voz se elevando pela primeira vez na conversa.
- Você não pode reclamar sobre isso. – Ela falou pausadamente, como se falasse para uma criança.
- Posso sim, se sou o único. – Ele disse.
Eles ficaram em silêncio por alguns momentos. Ela preferiu não repreende-lo pelo fato de que ele poderia ser morto pelo Red John. Eles ficaram desse jeito até estacionar do lado de fora da CBI. Ela se virou no banco para encará-lo.
- O que você ganha com isso? – Ela perguntou.
- Como é?
- Se você matar Red John, como isso faria as coisas melhores para você? - Ela perguntou.
- Ele precisa sofrer como elas sofreram. – Ele disse, e ela pode ver a determinação correndo nos olhos dele.
- Como elas sofreram ou como você sofreu e sofre? – Ela o desafiou. Jane ficou em silêncio. – Jane, vingar a morte delas não vai mudar nada.
- Você não sabe. – Ele balançou a cabeça.
- Sim, eu sei. – Ela insistiu. – Você pensa que isso vai te ajudar, que isso vai fazer a dor passar, pensa que até vai ajudar a elas, mas não vai. Isso só substitui a culpa.
Sua testa se enrugou com a curiosidade.
- Lisbon...
- O que quer que você esteja procurando Jane, a morte do Red John não vai te dar isso.
Ele a olhou profundamente nos olhos.
- Você parece conhecer bastante sobre vingança. – Ele notou.
Mas ela não o ofereceu mais nenhuma palavra. Ela só saiu do carro e entrou no prédio.
- x –
Enquanto Jane esperava pelo elevador, Lisbon já estava a caminho de sua sala com seu café. As palavras dela sobre vingança, pelo quão informada ela estava, ou pelo quão pouco ela mostrou que ele iria obter na vingança, o deixaram curioso. Havia muitas coisas sobre ela que o deixavam fazendo perguntas sem obter respostas, talvez tenha sido isso que o atraiu tanto, que o tenha feito se envolver tanto. Ela claramente tinha uma mensagem para ele, mas eles haviam acabado de abrir mais um caso de Red John, e isso estava enchendo a cabeça dele.
Então ele tomou sua decisão e seguiu em direção ao escritório dela. Ele parou-a do lado de fora da porta.
- Lisbon.
- O que é Jane? – Ela vociferou.
- Eu preciso falar com você.
Ela parou na porta, se virando para olhar para ele, que foi quando ele notou o arquivo nas mãos dela. O arquivo do caso Red John.
- Você fez algo errado nos cinco minutos que estive na cozinha? - Ela perguntou, entediada.
- Não, mas ainda assim é importante.
- Jane, eu tenho um caso para resolver.
- Nós temos um caso para resolver. – Ele corrigiu. – Mas não é sobre o caso.
- Então vai ter que esperar. – Ela disse. – Nós temos uma adolescente morta que está nos levando a outro sociopata copiador ou o próprio Red John. De qualquer jeito, nós temos alguns longos dias pela frente. Eu tenho ligações a fazer, visitas a fazer, pessoas a interrogar...
-Lisbon! – Ele a interrompeu.
- Jane, eu estou ocupada. – Ela vociferou, novamente.
- Cinco minutos, é tudo que te peço.
Ela olhou para o seu escritório, e se rendeu.
- Dois minutos e meio. Fale rápido.
Ele aceitou isso como se fosse o melhor que conseguiria dela.
- Você disse que vingar a morte delas não ia me trazer nada... – Ele começou a dizer.
- Você vai gastar seus dois minutos e meio repetindo o que eu já disse? - Ela reclamou.
- Como você sabe que não vai?
- Jane eu não tenho tempo pra...
- As ligações podem esperar uns minutos.
- Não Jane, elas não podem! – Ela disse, exasperada. – Não neste caso. Se realmente é o Red John, precisamos achá-lo antes que ele mate outra pessoa inocente. Não podemos nos dar ao luxo de perder tempo. Quando que você parou de se importar com pegá-lo?
- Eu não parei, e você sabe. – Ele disse. – Eu só quero ter uma conversa com você.
- Bem, nós não temos tempo para uma agora.
- Eu só queria que você soubesse...
- Jane, eu disse aquilo antes, pois eu já estive nesse lugar ok? Eu estive. Eu estive no seu lugar, mas agi como uma adulta. Agora, vai embora.
Aconteceu tão rápido, que quando ele se deu conta do que ela havia dito, a porta já havia fechado na sua cara. Ele franziu as sobrancelhas para as cortinas fechadas, tendo certeza de que se elas não estivessem ali ele a veria fazendo suas ligações, respirando fundo antes, para se acalmar. Ela esteve onde ele está Mas o que ela quis dizer com isso? Ele esteve em vários lugares, lugares bons, lugares ruins. Mais lugares ruins. De qualquer maneira, ele nunca tinha lido nada disso nela. Ele sabia que ela havia perdido sua mãe, sofrido abuso de seu pai, criado seus irmãos, sacrificado sua infância... Mas ele nunca esteve em nenhum destes lugares. Qual lugar ela havia estado que se relacionava com sua rixa com Red John?
- O que você fez dessa vez? – Rigsby perguntou, assim que ele voltou para seu sofá.
Jane ainda estava um pouco surpreso.
- Eu acho que foi algo que outra pessoa fez...
Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
confesso que quando estou lendo imagino as cenas kkkkkk

Priscila.- Detetive Novato

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Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Eu simplesmente AMO esses dois..até quando brigam,é um briga shipper 

Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Hey people!
Girls, bom que gostaram do iniciozinho xD
Agora começa a engatar mesmo a história! Desculpa a demora xD
Girls, bom que gostaram do iniciozinho xD
Agora começa a engatar mesmo a história! Desculpa a demora xD
CAPÍTULO 2
O apartamento de Lisbon era pequeno e aconchegante. Só tinha espaço suficiente para uma pessoa. Havia um quarto e um banheiro, tudo o que era preciso para a única pessoa que ocupava o espaço. Havia uma cantoneira dentro do box que segurava o shampoo, o condicionador e o sabonete – todos da mesma marca, que ela comprava toda a semana, amando a familiaridade que aquilo tinha, sem paciência e animo para experimentar uma nova marca que poderia não ser tão boa. Havia uma prateleira na cozinha que tinha vários potes da sua marca de café preferida, para preparar quando estava em casa, preferindo ter um estoque gigante e desnecessário do que ser pega desprevenida em uma manhã de desespero. Essa era Lisbon – sempre preparada – exceto no caso das roupas pra lavar. As roupas comportadas que ela usava para ir trabalhar, eram sempre lavadas, dobradas e guardadas no seu closet, enquanto suas roupas casuais eram atiradas em vários lugares – sujas na cozinha, em cima da máquina de lavar, vagamente limpas atrás do sofá, e completamente limpas no cabideiro. Este era o único aspecto no qual ela era bagunceira. Tirando isso, sua casa estava limpa. A não ser pela xícara de café do dia anterior que ficou em cima da pia, pois foi chamada e não teve tempo de terminá-la.
Jane sabia tudo isso só de ter estado no apartamento dela uma vez.
Agora, ele observava do lado de fora da porta. Ele bateu antes de ter a menor idéia do que iria dizer. Ele sabia a idéia geral do que queria falar com ela, mas não sabia como colocar isso em palavras. Ele tinha uma idéia, mas precisava testá-la, ver a reação dela a sua teoria, para saber se estava certo. Ela era, de longe, a pessoa mais difícil de ler que conhecia, o que era completamente ao contrário de alguém como Van Pelt, por exemplo, que era inacreditavelmente fácil de ler.
Quando ela abriu a porta, ela estava definitivamente chateada – uma combinação da exaustão que ela se recusava a sentir pelo dia todo e o fato de que Hightower havia os mandado para casa para descansar. Enquanto isso era ainda um suspeito caso do Red John, eles ainda estavam liberados para descansar.
- O que você está fazendo? – Ela perguntou, miserável, a partir do momento que o viu.
- Olá pra você também. – Ele disse, suavemente, não dando bola para a recepção dela.
- Jane, nós fomos mandados para casa para dormir. – Ela disse. – Eu estava indo fazer isso agora mesmo.
- Eu não. – Ele suspirou. – Eu vou ficar no escritório esperando por alguma ligação.
- Então o que você está fazendo aqui? – Ela perguntou, exasperada.
- Você estava tentando me dizer algo mais cedo. – Ele a lembrou.
- Não, você estava tentando me distrair do caso mais cedo.
- Teresa, por favor.
O uso do seu primeiro nome a surpreendeu, ele podia dizer, e com isso, ela pareceu até mais cansada do que estava antes.
- O que você quer que eu diga, Jane? – Ela perguntou a ele.
- Posso entrar? – Ele perguntou. – Por mais que dois minutos e meio?
Ela suspirou, dando um passo para trás e permitindo que ele entrasse no seu apartamento. Quando ela fechou a porta atrás dele, ele ficou satisfeito de encontrar os mesmos aspectos familiares de que ele recordava – os quadros de fotos pendurados na parede que ele tentou não prestar atenção da ultima vez que esteve ali ainda estavam lá, e pensou em olhar com mais cuidado desta vez. A roupa suja estava dispersa pela sala, as roupas de trabalho jogadas no chão da cozinha, ele podia ver pela porta aberta.
- Eu vou poder ir dormir hoje à noite? – Ela perguntou, passando a mão nos cabelos.
- Você não iria de qualquer maneira, ou você já estaria na cama. – Ele disse, olhando para as fotografias.
- Como você sabe que eu não estava?
Ele olhou para ela, reparando nas roupas de dormir que ela vestia. Eles não eram adequados para o calor que a noite iria trazer – calça de moletom e uma camisa esporte bem grande. Ela era sempre a primeira a tirar sua jaqueta quando o calor da Califórnia chegava até ela, então ele pensou que ela era o tipo de pessoa que se despia durante a noite – primeiro as calças, depois a blusa, e ainda assim, tirava as cobertas da cama. Aquilo, e o cabelo dela. se ela tivesse se movido a ponto de tirar suas roupas por causa do calor, seu cabelo estaria todo bagunçado, mas não estava.
- Eu só sei. – Ele encolheu os ombros.
Ela suspirou.
- Só pergunte o que você veio aqui para perguntar pra que eu possa dormir um pouco.
- Você já esteve onde eu estou. Onde eu estava.
- Eu estive.
- Você perdeu alguém. – Ele sugeriu, assistindo as reações dela. Ela respondeu evitando os olhos dele e sentando-se na ponta do sofá. Ele permaneceu de pé. – Não, ele foi tirado de você. – Ele se corrigiu.
- Sim. – Ela sussurrou.
- Quem?
- Não importa quem. – Ela deu de ombros. – O que importa é que eu sei que vingança não é a melhor opção. Machuca você ter que deixar esse poder na mão da lei, mas algumas vezes, eles podem punir as pessoas melhor do que a sua própria mão faria.
Ele ficou em silêncio enquanto continuava a lê-la, percebendo não só a expressão calma dela, mas também a distância na voz dela.
- Você não quer me contar por que você acha que eu vou descobrir demais sobre você.
- E isso está errado? – Ela perguntou a ele.
- Nesse caso, sim. – Ele assentiu. – Veja, você perdeu alguém. Tem uma fotografia num quadro azul na parede perto da entrada de você com um menininho. Então eu diria que você perdeu um irmão mais novo, já que você não teria fotos com as crianças do vizinho. Seu irmão mais novo foi tirado de você e você sabe quem fez isso.
Havia lágrimas nos olhos dela, lágrimas que a fizeram abaixar a cabeça e evitar os olhos dele.
- Eu não quero falar sobre isso. – Ela sussurrou, como uma criança confrontada sobre um grande problema.
- Nós vamos falar. – Ele decidiu. – Você não pode jogar tudo isso em mim e esperar que eu me contente com metade da história. Você me conhece melhor.
- Conheço? – Ela o desafiou.
Ele ficou diante dela, olhando para sua cabeça. Ele estava tão perto, que quando ele falou novamente, não precisou elevar muito sua voz para ela ouvi-lo.
- Eu entrei em casa, na minha própria casa, subi para o quarto de minha filha e vi minha esposa e minha filha mutiladas em sua cama. Minha esposa. Minha filha. Você não esteve nesse lugar. Red John entrou em minha casa, ele machucou elas, torturou elas, matou elas, e então ele pintou sua marca na parede do quarto da minha filha com o sangue delas. O quarto todo fedia a sangue, corpos que estavam ali por horas porque eu estava muito ocupado dizendo ao mundo o tipo de monstro que Red John era ao invés de ficar em casa com a minha família. Se eu não tivesse ido fazer aquilo, eu poderia ter ido pra casa, dado um beijo de boa noite na minha menininha, e falado para minha esposa que eu a amava, mas eu não posso mais fazer isso. Eu nunca mais vou celebrar meu aniversário de casamento com minha esposa, nunca mais vou decorar a arvore de natal com minha filha, eu nunca vou ver ela virar uma linda mulher que nem sua mãe. Eu perdi tudo aquilo Lisbon, porque Red John tirou de mim. É por aquilo que eu quero vingança. É por isso que quando eu estiver perto o suficiente dele, eu vou matá-lo, e sim, isso vai mudar tudo para mim.
Lisbon respirou fundo, tremendo.
- Jane...
Mas ele a cortou, continuando seu assombroso e frio discurso.
- Minha filha de cinco anos de idade foi massacrada em sua própria cama. Cinco. Ela tinha cinco anos. Sua maior preocupação era se quando crescesse seria uma princesa ou uma fada, e aquele filho da puta entrou no quarto dela e a matou só porque eu ela era minha. E você não esteve nesse lugar, e jamais vai entender essa dor.
- Jane – Ela sussurrou. Ele olhou para ela, finalmente vendo o quão sofrida e forte parecia a lagrima que estava no rosto dela. – Olhe aquela foto de novo. – Ela disse.
- Lisbon?
- Olhe de novo. – Ela disse. – Olhe mais perto.
Ele voltou até a foto, pegando-a em suas mãos e voltando para onde Lisbon estava sentada. Olhando de perto, ele conseguia ver que o bebê não era muito mais velho que um recém nascido, recentemente pego no hospital. Era um menino, você podia dizer de olhar para ele. Ele tinha grandes e brilhantes olhos verdes, que olhavam para a câmera. Ele estava enrolado num cobertor azul, a primeira dica de que ele era um garoto. Ele não tinha carranca, e nem rugas de recém nascido. Ele era um bebê perfeito. Ele observou o jeito do nariz, o formato dos lábios, os contornos do rosto. Mas os olhos, eles captavam. Eles eram lindos, e familiares. Eram os olhos de Lisbon.
- Ele não era seu irmão, era? – Ele perguntou.
- Ele é meu filho.
Jane sabia tudo isso só de ter estado no apartamento dela uma vez.
Agora, ele observava do lado de fora da porta. Ele bateu antes de ter a menor idéia do que iria dizer. Ele sabia a idéia geral do que queria falar com ela, mas não sabia como colocar isso em palavras. Ele tinha uma idéia, mas precisava testá-la, ver a reação dela a sua teoria, para saber se estava certo. Ela era, de longe, a pessoa mais difícil de ler que conhecia, o que era completamente ao contrário de alguém como Van Pelt, por exemplo, que era inacreditavelmente fácil de ler.
Quando ela abriu a porta, ela estava definitivamente chateada – uma combinação da exaustão que ela se recusava a sentir pelo dia todo e o fato de que Hightower havia os mandado para casa para descansar. Enquanto isso era ainda um suspeito caso do Red John, eles ainda estavam liberados para descansar.
- O que você está fazendo? – Ela perguntou, miserável, a partir do momento que o viu.
- Olá pra você também. – Ele disse, suavemente, não dando bola para a recepção dela.
- Jane, nós fomos mandados para casa para dormir. – Ela disse. – Eu estava indo fazer isso agora mesmo.
- Eu não. – Ele suspirou. – Eu vou ficar no escritório esperando por alguma ligação.
- Então o que você está fazendo aqui? – Ela perguntou, exasperada.
- Você estava tentando me dizer algo mais cedo. – Ele a lembrou.
- Não, você estava tentando me distrair do caso mais cedo.
- Teresa, por favor.
O uso do seu primeiro nome a surpreendeu, ele podia dizer, e com isso, ela pareceu até mais cansada do que estava antes.
- O que você quer que eu diga, Jane? – Ela perguntou a ele.
- Posso entrar? – Ele perguntou. – Por mais que dois minutos e meio?
Ela suspirou, dando um passo para trás e permitindo que ele entrasse no seu apartamento. Quando ela fechou a porta atrás dele, ele ficou satisfeito de encontrar os mesmos aspectos familiares de que ele recordava – os quadros de fotos pendurados na parede que ele tentou não prestar atenção da ultima vez que esteve ali ainda estavam lá, e pensou em olhar com mais cuidado desta vez. A roupa suja estava dispersa pela sala, as roupas de trabalho jogadas no chão da cozinha, ele podia ver pela porta aberta.
- Eu vou poder ir dormir hoje à noite? – Ela perguntou, passando a mão nos cabelos.
- Você não iria de qualquer maneira, ou você já estaria na cama. – Ele disse, olhando para as fotografias.
- Como você sabe que eu não estava?
Ele olhou para ela, reparando nas roupas de dormir que ela vestia. Eles não eram adequados para o calor que a noite iria trazer – calça de moletom e uma camisa esporte bem grande. Ela era sempre a primeira a tirar sua jaqueta quando o calor da Califórnia chegava até ela, então ele pensou que ela era o tipo de pessoa que se despia durante a noite – primeiro as calças, depois a blusa, e ainda assim, tirava as cobertas da cama. Aquilo, e o cabelo dela. se ela tivesse se movido a ponto de tirar suas roupas por causa do calor, seu cabelo estaria todo bagunçado, mas não estava.
- Eu só sei. – Ele encolheu os ombros.
Ela suspirou.
- Só pergunte o que você veio aqui para perguntar pra que eu possa dormir um pouco.
- Você já esteve onde eu estou. Onde eu estava.
- Eu estive.
- Você perdeu alguém. – Ele sugeriu, assistindo as reações dela. Ela respondeu evitando os olhos dele e sentando-se na ponta do sofá. Ele permaneceu de pé. – Não, ele foi tirado de você. – Ele se corrigiu.
- Sim. – Ela sussurrou.
- Quem?
- Não importa quem. – Ela deu de ombros. – O que importa é que eu sei que vingança não é a melhor opção. Machuca você ter que deixar esse poder na mão da lei, mas algumas vezes, eles podem punir as pessoas melhor do que a sua própria mão faria.
Ele ficou em silêncio enquanto continuava a lê-la, percebendo não só a expressão calma dela, mas também a distância na voz dela.
- Você não quer me contar por que você acha que eu vou descobrir demais sobre você.
- E isso está errado? – Ela perguntou a ele.
- Nesse caso, sim. – Ele assentiu. – Veja, você perdeu alguém. Tem uma fotografia num quadro azul na parede perto da entrada de você com um menininho. Então eu diria que você perdeu um irmão mais novo, já que você não teria fotos com as crianças do vizinho. Seu irmão mais novo foi tirado de você e você sabe quem fez isso.
Havia lágrimas nos olhos dela, lágrimas que a fizeram abaixar a cabeça e evitar os olhos dele.
- Eu não quero falar sobre isso. – Ela sussurrou, como uma criança confrontada sobre um grande problema.
- Nós vamos falar. – Ele decidiu. – Você não pode jogar tudo isso em mim e esperar que eu me contente com metade da história. Você me conhece melhor.
- Conheço? – Ela o desafiou.
Ele ficou diante dela, olhando para sua cabeça. Ele estava tão perto, que quando ele falou novamente, não precisou elevar muito sua voz para ela ouvi-lo.
- Eu entrei em casa, na minha própria casa, subi para o quarto de minha filha e vi minha esposa e minha filha mutiladas em sua cama. Minha esposa. Minha filha. Você não esteve nesse lugar. Red John entrou em minha casa, ele machucou elas, torturou elas, matou elas, e então ele pintou sua marca na parede do quarto da minha filha com o sangue delas. O quarto todo fedia a sangue, corpos que estavam ali por horas porque eu estava muito ocupado dizendo ao mundo o tipo de monstro que Red John era ao invés de ficar em casa com a minha família. Se eu não tivesse ido fazer aquilo, eu poderia ter ido pra casa, dado um beijo de boa noite na minha menininha, e falado para minha esposa que eu a amava, mas eu não posso mais fazer isso. Eu nunca mais vou celebrar meu aniversário de casamento com minha esposa, nunca mais vou decorar a arvore de natal com minha filha, eu nunca vou ver ela virar uma linda mulher que nem sua mãe. Eu perdi tudo aquilo Lisbon, porque Red John tirou de mim. É por aquilo que eu quero vingança. É por isso que quando eu estiver perto o suficiente dele, eu vou matá-lo, e sim, isso vai mudar tudo para mim.
Lisbon respirou fundo, tremendo.
- Jane...
Mas ele a cortou, continuando seu assombroso e frio discurso.
- Minha filha de cinco anos de idade foi massacrada em sua própria cama. Cinco. Ela tinha cinco anos. Sua maior preocupação era se quando crescesse seria uma princesa ou uma fada, e aquele filho da puta entrou no quarto dela e a matou só porque eu ela era minha. E você não esteve nesse lugar, e jamais vai entender essa dor.
- Jane – Ela sussurrou. Ele olhou para ela, finalmente vendo o quão sofrida e forte parecia a lagrima que estava no rosto dela. – Olhe aquela foto de novo. – Ela disse.
- Lisbon?
- Olhe de novo. – Ela disse. – Olhe mais perto.
Ele voltou até a foto, pegando-a em suas mãos e voltando para onde Lisbon estava sentada. Olhando de perto, ele conseguia ver que o bebê não era muito mais velho que um recém nascido, recentemente pego no hospital. Era um menino, você podia dizer de olhar para ele. Ele tinha grandes e brilhantes olhos verdes, que olhavam para a câmera. Ele estava enrolado num cobertor azul, a primeira dica de que ele era um garoto. Ele não tinha carranca, e nem rugas de recém nascido. Ele era um bebê perfeito. Ele observou o jeito do nariz, o formato dos lábios, os contornos do rosto. Mas os olhos, eles captavam. Eles eram lindos, e familiares. Eram os olhos de Lisbon.
- Ele não era seu irmão, era? – Ele perguntou.
- Ele é meu filho.
- x -
Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Não preciso dizer que estou em choque 

Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
omg, nao acredito que isso foi acontecer... :O

Serena- Curioso

- Data de inscrição: 07/06/2010
Mensagens: 28

Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Aaaah meninas, que bom que gostaram *--*
Aqui vai a outra metade do cap:
- Ele é meu filho. – Ela assentiu. – Era. – Corrigiu-se. – Ele era meu filho.
- Oh, Teresa... – Ele sussurrou, sem tirar os olhos da foto.
- Você acha que é pior entrar no quarto e ver o que você viu, ou entrar e não ver simplesmente nada?
- Quando eu disse que ele foi tirado de você...
- Sim, ele foi tirado. – Ela assentiu novamente. – Literalmente.
- E você sabe quem fez isso. – Ele entendeu.
- Aham, o pai do Ben na verdade. – Ela tocou vagarosamente a moldura. – Ben... Esse era o nome dele.
- O pai dele o pegou? – Jane perguntou, espantado.
Ela assentiu e suspirou.
- Isso fica entre nós? – Ela checou, num momento de pânico.
Ele assentiu em resposta, olhando-a, para que ela pudesse ver a garantia nos olhos dele.
- Claro.
- Eu estava tão cansada... – Ela começou. – Bem tinha tido um resfriado por semanas, sempre tossindo e chorando... E então isso simplesmente parou, e eu me dei conta do quão cansada eu estava. Eu o coloquei no berço para tirar um cochilo no meio do dia, um pouco mais cedo que o normal. Eu dormi por uma hora, e fui checar Ben... E não havia nada. Absolutamente nada. Ele havia... sumido. E meu coração parou.
- É. – Ele concordou, lembrando da sensação. – Ele para.
- O pai do Ben, Mark... Ele nunca esteve por perto desde que Ben nasceu. Nós éramos ambos jovens. Eu tinha dezenove anos e ele vinte e um. Foi um erro, nós nunca esperamos que eu ficasse grávida, mas aconteceu, e eu gosto de pensar que eu fiz uma escolha madura ao ficar com ele. Eu amava meu filho, e eu o ajudei em todas as maneiras que eu podia. Entretanto, depois que Ben nasceu, Mark disse que não queria ser um pai para aquela criança, como ele disse que faria, então eu fiz tudo sozinha, e ele começou a beber. Então, quando Ben começou a caminhar, ele vivia derrubando coisas, ou esbarrando nelas. E um dia, ele derrubou a cerveja de Mark, e ele gritou com a pobre criança. E eu me lembrei do que meu pai fazia comigo e com meus irmãos, e eu jurei que eu não daria essa vida para o meu filho. Então, eu pedi para ele ir embora, e desde aquele dia, nunca mais entramos em contato com ele.
- Então, por que ele pegou Ben? – Jane perguntou.
- Alguns dias antes de Ben desaparecer, Mark apareceu dizendo que precisava de um lugar para ficar. Ele estava com problemas com a polícia, então eu disse que não, mas ele ficou do lado de fora a noite toda até que eles o pegaram. E então, Ben foi raptado, e quando eu dei queixa, eles me disseram que Mark havia escapado aquela manhã. Eu sabia que era ele. Eu só... sabia. Ele queria me machucar por ter escolhido ao meu bebê e não a ele, e Ben era a única maneira dele me machucar. A mais dolorosa.
Ela abaixou a cabeça novamente, quando lágrimas novas começaram à a ameaçar, e Jane tirou uma mão da fotografia para pegar a mão dela. Ela não largou a mão dele. Pelo contrario, a segurou forte.
- Todos os meus irmãos passaram as noites inteiras procurando por Mark, algum sinal de Ben... Eu nunca dormia, em caso de ligarem com informações. A polícia me mandou ficar em casa, que esta era a melhor coisa que eu podia fazer. Três dias depois, eles me ligaram, pedindo que eu fosse até a delegacia, e sugeriram que eu levasse alguém comigo. Eu levei Jack, meu irmão mais velho. Ele tinha dezenove anos na época, dois anos a menos que eu, mas era tudo o que eu tinha. Jack e eu fomos a delegacia e eles me contaram que eles tinham Mark sob custódia novamente. Eu perguntei onde Ben estava, e eles não disseram nada por um longo tempo. E eu continuei perguntando a eles, mas no meu interior, eu sabia... Então eles me disseram que sentiam muito e eu desmoronei. Eu sabia que meu menininho não viria mais para casa.
Jane respirou, abalando, sentindo náuseas.
- Ele matou seu próprio filho?
- Mark ferrou com tudo. – Ela disse. – Mas meu Ben era um doce, lindo garotinho. Ele tinha dois anos e oito meses. Dois. E Mark... O que ele fez para o meu filho era... insuportável.
Ela começou a ficar mais chateada e magoada, e ele apertou mais sua mão.
- Teresa, você não precisa...
- Eles acharam coisas no apartamento dele. – Ela balançou a cabeça, sua voz se tornando mais alta e vulnerável. – Coisas terríveis. Fotos dele, fazendo coisas terríveis com crianças. Ele tinha fotos de menininhos sendo abusados... – Ela começou a soluçar nessa hora. – E meu Ben era um deles.
- Oh, Teresa...
Sem ligar, ele a puxou do sofá para seus braços. A foto ficou presa entro o peito deles quando se abraçaram, ela se segurando nele, e chorando, pelo que parecia ser a primeira vez em anos pelo seu menino. Ele estava impressionado com tudo que ela havia compartilhado com ele. Essa era a última coisa que ele esperava, até mesmo com as dicas dela. Não demorou muito até ambos estarem chorando por suas crianças perdidas. Por um menininho que havia sido abusado e assassinado pelo seu próprio pai, antes que fosse velho o suficiente pra saber as coisas horrorosas que aconteceram com ele, e pela garotinha que foi morta por que seu pai irritou o homem errado. Ambos vitimas de assassinatos nojentos, nenhum deles merecendo esse destino.
- Ele chorou por mim. – Ela lamentou. – Ele continuava a gritar e chorar por mim. Foi por isso que Mark o matou.
- Ele é doente. – Jane disse, surpreso.
Ela enterrou seu rosto no ombro dele.
- Sabe, eu poderia ter sido jovem, e talvez eu fosse ingênua e idiota com a coisa toda, mas eu era a mãe dele. Eu era a mãe dele e não consegui protegê-lo do próprio pai. Eu estava tão cansada que dormi profundamente a ponto de não ver que meu filho estava sendo tirado do próprio quarto. E levou muito tempo para eu parar de me culpar e começar a culpa ele.
- Você quis vingança. – Jane se deu conta, vagarosamente.
- Ele abusou e matou meu filho de dois anos de idade. Ele bateu e chacoalhou Ben tanto quando ele chorava por mim que isso deixou o cérebro dele morto, e ele deixou o corpo numa vala e então Le morreu sozinho quando seu corpo se esqueceu como respirar. Ele tinha dois anos. E ele foi confessar o que fez para o meu filho quando ele estava lá, morrendo em uma vala, sozinho. E eu quis matá-lo. E cheguei tão perto dele que eu podia ter estrangulado ele até tirar a vida de seu corpo... Mas eu parei.
- O que fez você parar? - Jane perguntou.
Lisbon balançou a cabeça nos braços dele, se afastando para olhá-lo. Ela percebeu que contar a Jane sobre seu filho era a única maneira de fazê-lo parar e não matar Red John, e comprometer sua própria liberdade. Ele tinha que entender por que.
- A pessoa que estava estrangulando Mark não era a mesma que era a mãe de Ben. Eu gostava de quem eu era quando tinha Ben comigo. Ele me fazia feliz, mesmo que estivesse muito cansada de fazer aquilo tudo sozinha. Ele sorria, e ria, e dizia “Eu te amo, mamãe” quando me abraçava. Ele gostava de dinossauros e cantava junto com as músicas, e ele odiava tomar banho, mesmo que adorasse brincar com bolhas. Eu achei que era a mãe em mim que tentava se vingar do sofrimento do meu filho, mas não era. Eu não podia comparar esse lado meu cheio de ódio com o que eu era quando estava com Ben. E eu parei, e corri, e eu deixei o Estado executá-lo três meses depois. Eu fiquei ao lado das outras quatro mães das quais os filhos estavam naquelas fotos, e eu assisti ele receber a injeção letal.
- E... E isso foi suficiente? – Perguntou.
Ela assentiu.
- Eu sempre insisti que era por causa de Ben, que eu sempre fazia o que era certo. Mesmo que ele não entendesse, eu iria contar a ele que mandei seu pai ir embora porque era o melhor a fazer. E... e a justiça legal era a coisa certa a fazer. Como eu poderia possivelmente machucá-lo o mesmo tanto que ele machucou meu filho? E as outras mães mereciam justiça pelos seus filhos também. Se eu tirasse uma vida com as minhas próprias mãos, eu seria tão má quanto Mark. Eu tinha o privado de oxigênio como ele havia feito com Ben, e então, eu estava sendo tão má quanto ele. Como eu poderia lidar com pensar no meu filho, sabendo que eu desci ao mesmo nível que o homem que o matou? Então eu pensei... se Ben tivesse vindo até mim um pouco mais velho e dito que alguém o machucou e que ele queria machucá-lo também, eu teria dito para ele ir a policia, para deixar a lei cuidar disso... então eu tinha de ser assim também.
Jane suspirou, balançando a cabeça.
- Eu nunca me dei conta...
- Ninguém nunca se deu. – Ela disse triste.
- Teresa, quem mais sabe disso? – Ele perguntou.
Ela deu de ombros.
- Meus irmãos, e então, eles contaram para suas esposas com o passar dos anos.
- Você nunca contou isto a ninguém. – Ele disse, desacreditado.
- Não. – Ela disse simplesmente.
- Nem Bosco?
Ela balançou a cabeça.
- Ele era um grande mentor, mas ele teria pensado que estava trabalhando pelas razões erradas, me tirado de alguns casos...
- Como você faz comigo? – Ele apontou.
Ela deu de ombros novamente.
- É tudo sobre proteção, eu não pude proteger Ben, então...
- Então você quer me proteger, para que eu não vá tão longe quanto você quase foi. – Ele se deu conta.
Ela assentiu, limpando as lágrimas que estavam embaixo de seus olhos.
- Sim.
Jane olhou para a foto de novo.
- Minha Claire... ela teria amado Ben.
- Claire era sua filha? – Ela perguntou.
Ele assentiu.
- Sim. Ela adorava quem era menor que ela. Principalmente menininhos. O filho do vizinho, um ano mais novo que ela, os dois estavam brincando, e ela tentou colocar purpurina nas bochechas dele para que ele virasse uma borboleta. Ela... Ela tinha esse instinto maternal, mesmo com só cinco anos de idade. Provavelmente, acabaria tendo dez filhos, sempre correndo para as amigas da minha mulher que tinham bebezinhos, perguntando se podia brincar com eles. Ela... Ela teria feito onze anos semana passada.
- Ben teria treze em Junho. – Ela sussurrou.
- Quem sabe, - ele brincou, - talvez, em outra vida, eles fossem amigos, se casassem, poderíamos ter sido sogros juntos, ter visto nossos netos juntos...
Lisbon respirou fundo.
- Talvez, em outra vida, eles sejam amigos. – Sugeriu. – Eu acredito que existe um Céu, e eu sei que minha mãe está lá com ele, mas eu gostaria de pensar que Ben tem alguém para correr com ele, para brincar, alguém para ser seu amigo.
- Eu espero que eles estejam juntos. – Jane concordou. – Cuidando um do outro. Eu tenho certeza... Se minha Violet o visse, onde quer que eles estejam, ela iria cuidar dele também.
Ambos ficaram quietos por um momento, e ela o surpreendeu quando voltou para seus braços. Demorou um momento, mas logo ele colocou seus braços em volta dela novamente.
- Me prometo que você não vai fazer isso. – Ela pediu a ele.
- Teresa...
- Não, eu preciso que você me prometa. – Ela disse, com firmeza. – Eu não contei toda a minha história pela graça que ela tem.
- Eu preciso que elas sejam vingadas...
- E eu vou fazer com que ele pegue a sentença de morte, se você me prometer que ele não vai morrer pela sua mão. – Ela jurou. Jane ficou quieto, e ela levantou a cabeça para olhá-lo. – Jane, você tem que prometer. – Ainda, ele estava em silêncio. – Patrick, por favor.
Com aquilo, ele voltou a vida, olhando para baixo para encontrar os olhos dela enquanto murmurava as duas palavras que achou que nunca iria dizer.
- Eu prometo.
- Você promete.
- Eu prometo. – Ele repetiu.
Eles ficaram ali por alguns minutos, com muito medo de ir em frente, muito perto para recuar. Eles estavam definitivamente muito perto um do outro. A minúscula distância entre eles não era segura, e só podia terminar num desastre. Foi Lisbon quem se mexeu primeiro, quebrando essa nova conexão na qual eles se encontravam, colocando de volta a foto na parede.
- Eu deveria ir. – Jane se mexeu. – Você devia tentar dormir um pouco.
Ela estava quieta, mas o parou quando ele chegou a porta.
- Espere. – Ela chamou, olhando a foto parada, observando o ainda familiar rosto de seu filho. – Você... Você quer ficar? – Ela perguntou. – Eu moro mais perto do CBI que você. Será mais fácil se formos chamados para um caso.
- Teresa, eu duvido que vou dormir. - Ele sussurrou para ela.
Ela se virou, encontrando os olhos dele, e ele viu no olhar dela, algo que nunca havia visto antes.
- Eu também duvido.
Aqui vai a outra metade do cap:
- Ele é meu filho. – Ela assentiu. – Era. – Corrigiu-se. – Ele era meu filho.
- Oh, Teresa... – Ele sussurrou, sem tirar os olhos da foto.
- Você acha que é pior entrar no quarto e ver o que você viu, ou entrar e não ver simplesmente nada?
- Quando eu disse que ele foi tirado de você...
- Sim, ele foi tirado. – Ela assentiu novamente. – Literalmente.
- E você sabe quem fez isso. – Ele entendeu.
- Aham, o pai do Ben na verdade. – Ela tocou vagarosamente a moldura. – Ben... Esse era o nome dele.
- O pai dele o pegou? – Jane perguntou, espantado.
Ela assentiu e suspirou.
- Isso fica entre nós? – Ela checou, num momento de pânico.
Ele assentiu em resposta, olhando-a, para que ela pudesse ver a garantia nos olhos dele.
- Claro.
- Eu estava tão cansada... – Ela começou. – Bem tinha tido um resfriado por semanas, sempre tossindo e chorando... E então isso simplesmente parou, e eu me dei conta do quão cansada eu estava. Eu o coloquei no berço para tirar um cochilo no meio do dia, um pouco mais cedo que o normal. Eu dormi por uma hora, e fui checar Ben... E não havia nada. Absolutamente nada. Ele havia... sumido. E meu coração parou.
- É. – Ele concordou, lembrando da sensação. – Ele para.
- O pai do Ben, Mark... Ele nunca esteve por perto desde que Ben nasceu. Nós éramos ambos jovens. Eu tinha dezenove anos e ele vinte e um. Foi um erro, nós nunca esperamos que eu ficasse grávida, mas aconteceu, e eu gosto de pensar que eu fiz uma escolha madura ao ficar com ele. Eu amava meu filho, e eu o ajudei em todas as maneiras que eu podia. Entretanto, depois que Ben nasceu, Mark disse que não queria ser um pai para aquela criança, como ele disse que faria, então eu fiz tudo sozinha, e ele começou a beber. Então, quando Ben começou a caminhar, ele vivia derrubando coisas, ou esbarrando nelas. E um dia, ele derrubou a cerveja de Mark, e ele gritou com a pobre criança. E eu me lembrei do que meu pai fazia comigo e com meus irmãos, e eu jurei que eu não daria essa vida para o meu filho. Então, eu pedi para ele ir embora, e desde aquele dia, nunca mais entramos em contato com ele.
- Então, por que ele pegou Ben? – Jane perguntou.
- Alguns dias antes de Ben desaparecer, Mark apareceu dizendo que precisava de um lugar para ficar. Ele estava com problemas com a polícia, então eu disse que não, mas ele ficou do lado de fora a noite toda até que eles o pegaram. E então, Ben foi raptado, e quando eu dei queixa, eles me disseram que Mark havia escapado aquela manhã. Eu sabia que era ele. Eu só... sabia. Ele queria me machucar por ter escolhido ao meu bebê e não a ele, e Ben era a única maneira dele me machucar. A mais dolorosa.
Ela abaixou a cabeça novamente, quando lágrimas novas começaram à a ameaçar, e Jane tirou uma mão da fotografia para pegar a mão dela. Ela não largou a mão dele. Pelo contrario, a segurou forte.
- Todos os meus irmãos passaram as noites inteiras procurando por Mark, algum sinal de Ben... Eu nunca dormia, em caso de ligarem com informações. A polícia me mandou ficar em casa, que esta era a melhor coisa que eu podia fazer. Três dias depois, eles me ligaram, pedindo que eu fosse até a delegacia, e sugeriram que eu levasse alguém comigo. Eu levei Jack, meu irmão mais velho. Ele tinha dezenove anos na época, dois anos a menos que eu, mas era tudo o que eu tinha. Jack e eu fomos a delegacia e eles me contaram que eles tinham Mark sob custódia novamente. Eu perguntei onde Ben estava, e eles não disseram nada por um longo tempo. E eu continuei perguntando a eles, mas no meu interior, eu sabia... Então eles me disseram que sentiam muito e eu desmoronei. Eu sabia que meu menininho não viria mais para casa.
Jane respirou, abalando, sentindo náuseas.
- Ele matou seu próprio filho?
- Mark ferrou com tudo. – Ela disse. – Mas meu Ben era um doce, lindo garotinho. Ele tinha dois anos e oito meses. Dois. E Mark... O que ele fez para o meu filho era... insuportável.
Ela começou a ficar mais chateada e magoada, e ele apertou mais sua mão.
- Teresa, você não precisa...
- Eles acharam coisas no apartamento dele. – Ela balançou a cabeça, sua voz se tornando mais alta e vulnerável. – Coisas terríveis. Fotos dele, fazendo coisas terríveis com crianças. Ele tinha fotos de menininhos sendo abusados... – Ela começou a soluçar nessa hora. – E meu Ben era um deles.
- Oh, Teresa...
Sem ligar, ele a puxou do sofá para seus braços. A foto ficou presa entro o peito deles quando se abraçaram, ela se segurando nele, e chorando, pelo que parecia ser a primeira vez em anos pelo seu menino. Ele estava impressionado com tudo que ela havia compartilhado com ele. Essa era a última coisa que ele esperava, até mesmo com as dicas dela. Não demorou muito até ambos estarem chorando por suas crianças perdidas. Por um menininho que havia sido abusado e assassinado pelo seu próprio pai, antes que fosse velho o suficiente pra saber as coisas horrorosas que aconteceram com ele, e pela garotinha que foi morta por que seu pai irritou o homem errado. Ambos vitimas de assassinatos nojentos, nenhum deles merecendo esse destino.
- Ele chorou por mim. – Ela lamentou. – Ele continuava a gritar e chorar por mim. Foi por isso que Mark o matou.
- Ele é doente. – Jane disse, surpreso.
Ela enterrou seu rosto no ombro dele.
- Sabe, eu poderia ter sido jovem, e talvez eu fosse ingênua e idiota com a coisa toda, mas eu era a mãe dele. Eu era a mãe dele e não consegui protegê-lo do próprio pai. Eu estava tão cansada que dormi profundamente a ponto de não ver que meu filho estava sendo tirado do próprio quarto. E levou muito tempo para eu parar de me culpar e começar a culpa ele.
- Você quis vingança. – Jane se deu conta, vagarosamente.
- Ele abusou e matou meu filho de dois anos de idade. Ele bateu e chacoalhou Ben tanto quando ele chorava por mim que isso deixou o cérebro dele morto, e ele deixou o corpo numa vala e então Le morreu sozinho quando seu corpo se esqueceu como respirar. Ele tinha dois anos. E ele foi confessar o que fez para o meu filho quando ele estava lá, morrendo em uma vala, sozinho. E eu quis matá-lo. E cheguei tão perto dele que eu podia ter estrangulado ele até tirar a vida de seu corpo... Mas eu parei.
- O que fez você parar? - Jane perguntou.
Lisbon balançou a cabeça nos braços dele, se afastando para olhá-lo. Ela percebeu que contar a Jane sobre seu filho era a única maneira de fazê-lo parar e não matar Red John, e comprometer sua própria liberdade. Ele tinha que entender por que.
- A pessoa que estava estrangulando Mark não era a mesma que era a mãe de Ben. Eu gostava de quem eu era quando tinha Ben comigo. Ele me fazia feliz, mesmo que estivesse muito cansada de fazer aquilo tudo sozinha. Ele sorria, e ria, e dizia “Eu te amo, mamãe” quando me abraçava. Ele gostava de dinossauros e cantava junto com as músicas, e ele odiava tomar banho, mesmo que adorasse brincar com bolhas. Eu achei que era a mãe em mim que tentava se vingar do sofrimento do meu filho, mas não era. Eu não podia comparar esse lado meu cheio de ódio com o que eu era quando estava com Ben. E eu parei, e corri, e eu deixei o Estado executá-lo três meses depois. Eu fiquei ao lado das outras quatro mães das quais os filhos estavam naquelas fotos, e eu assisti ele receber a injeção letal.
- E... E isso foi suficiente? – Perguntou.
Ela assentiu.
- Eu sempre insisti que era por causa de Ben, que eu sempre fazia o que era certo. Mesmo que ele não entendesse, eu iria contar a ele que mandei seu pai ir embora porque era o melhor a fazer. E... e a justiça legal era a coisa certa a fazer. Como eu poderia possivelmente machucá-lo o mesmo tanto que ele machucou meu filho? E as outras mães mereciam justiça pelos seus filhos também. Se eu tirasse uma vida com as minhas próprias mãos, eu seria tão má quanto Mark. Eu tinha o privado de oxigênio como ele havia feito com Ben, e então, eu estava sendo tão má quanto ele. Como eu poderia lidar com pensar no meu filho, sabendo que eu desci ao mesmo nível que o homem que o matou? Então eu pensei... se Ben tivesse vindo até mim um pouco mais velho e dito que alguém o machucou e que ele queria machucá-lo também, eu teria dito para ele ir a policia, para deixar a lei cuidar disso... então eu tinha de ser assim também.
Jane suspirou, balançando a cabeça.
- Eu nunca me dei conta...
- Ninguém nunca se deu. – Ela disse triste.
- Teresa, quem mais sabe disso? – Ele perguntou.
Ela deu de ombros.
- Meus irmãos, e então, eles contaram para suas esposas com o passar dos anos.
- Você nunca contou isto a ninguém. – Ele disse, desacreditado.
- Não. – Ela disse simplesmente.
- Nem Bosco?
Ela balançou a cabeça.
- Ele era um grande mentor, mas ele teria pensado que estava trabalhando pelas razões erradas, me tirado de alguns casos...
- Como você faz comigo? – Ele apontou.
Ela deu de ombros novamente.
- É tudo sobre proteção, eu não pude proteger Ben, então...
- Então você quer me proteger, para que eu não vá tão longe quanto você quase foi. – Ele se deu conta.
Ela assentiu, limpando as lágrimas que estavam embaixo de seus olhos.
- Sim.
Jane olhou para a foto de novo.
- Minha Claire... ela teria amado Ben.
- Claire era sua filha? – Ela perguntou.
Ele assentiu.
- Sim. Ela adorava quem era menor que ela. Principalmente menininhos. O filho do vizinho, um ano mais novo que ela, os dois estavam brincando, e ela tentou colocar purpurina nas bochechas dele para que ele virasse uma borboleta. Ela... Ela tinha esse instinto maternal, mesmo com só cinco anos de idade. Provavelmente, acabaria tendo dez filhos, sempre correndo para as amigas da minha mulher que tinham bebezinhos, perguntando se podia brincar com eles. Ela... Ela teria feito onze anos semana passada.
- Ben teria treze em Junho. – Ela sussurrou.
- Quem sabe, - ele brincou, - talvez, em outra vida, eles fossem amigos, se casassem, poderíamos ter sido sogros juntos, ter visto nossos netos juntos...
Lisbon respirou fundo.
- Talvez, em outra vida, eles sejam amigos. – Sugeriu. – Eu acredito que existe um Céu, e eu sei que minha mãe está lá com ele, mas eu gostaria de pensar que Ben tem alguém para correr com ele, para brincar, alguém para ser seu amigo.
- Eu espero que eles estejam juntos. – Jane concordou. – Cuidando um do outro. Eu tenho certeza... Se minha Violet o visse, onde quer que eles estejam, ela iria cuidar dele também.
Ambos ficaram quietos por um momento, e ela o surpreendeu quando voltou para seus braços. Demorou um momento, mas logo ele colocou seus braços em volta dela novamente.
- Me prometo que você não vai fazer isso. – Ela pediu a ele.
- Teresa...
- Não, eu preciso que você me prometa. – Ela disse, com firmeza. – Eu não contei toda a minha história pela graça que ela tem.
- Eu preciso que elas sejam vingadas...
- E eu vou fazer com que ele pegue a sentença de morte, se você me prometer que ele não vai morrer pela sua mão. – Ela jurou. Jane ficou quieto, e ela levantou a cabeça para olhá-lo. – Jane, você tem que prometer. – Ainda, ele estava em silêncio. – Patrick, por favor.
Com aquilo, ele voltou a vida, olhando para baixo para encontrar os olhos dela enquanto murmurava as duas palavras que achou que nunca iria dizer.
- Eu prometo.
- Você promete.
- Eu prometo. – Ele repetiu.
Eles ficaram ali por alguns minutos, com muito medo de ir em frente, muito perto para recuar. Eles estavam definitivamente muito perto um do outro. A minúscula distância entre eles não era segura, e só podia terminar num desastre. Foi Lisbon quem se mexeu primeiro, quebrando essa nova conexão na qual eles se encontravam, colocando de volta a foto na parede.
- Eu deveria ir. – Jane se mexeu. – Você devia tentar dormir um pouco.
Ela estava quieta, mas o parou quando ele chegou a porta.
- Espere. – Ela chamou, olhando a foto parada, observando o ainda familiar rosto de seu filho. – Você... Você quer ficar? – Ela perguntou. – Eu moro mais perto do CBI que você. Será mais fácil se formos chamados para um caso.
- Teresa, eu duvido que vou dormir. - Ele sussurrou para ela.
Ela se virou, encontrando os olhos dele, e ele viu no olhar dela, algo que nunca havia visto antes.
- Eu também duvido.
Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Lindo, adorei, a história dela me comoveu tanto, fez me arrepiar...

Serena- Curioso

- Data de inscrição: 07/06/2010
Mensagens: 28

Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Ai caramba!!!!!!!!!!!!!
Que história mais comovente.
Adorei você ter feito a Lisbon se abrir com o Patrick.
Ficou perfeito como desenrolou a conversa dos dois.
Olha, parabens.....tô chorando muito aqui....
Por favor, continua logo.
Beijinhos
gi
Que história mais comovente.
Adorei você ter feito a Lisbon se abrir com o Patrick.
Ficou perfeito como desenrolou a conversa dos dois.
Olha, parabens.....tô chorando muito aqui....
Por favor, continua logo.
Beijinhos
gi
ladymarion- Mentalista Treinee

- Data de inscrição: 05/05/2009
Mensagens: 426

Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Gi e Serena, que bom que gostaram!
Ai vai a primeira parte do cap 3:
A próxima coisa da qual Lisbon estava ciente é que alguém a estava chacoalhando para acordá-la. Apesar da urgência, o sono era mais forte, lutando quem quer que a estivesse acordando, para a custódia de sua consciência. A pessoa que a acordava ganhou, e ela abriu seus olhos somente uma fração, para que pudesse relembrar onde estava. O conforto ao ser redor a lembrava que estava em sua cama, e apesar de seus esforços para não dormir, ela parecia ter descansado algumas horas pelo menos. Ainda estava escuro, a luz do sol não derramada em torno das cortinas ainda, apesar de que elas estavam abertas.
- Teresa.
O nome fez com que seus olhos se abrissem se dando conta que, não só que fazia muito tempo que um homem estivera em seu quarto, mas também que eles estiveram meio nus. Mas, uma coisa que nunca, nunca havia acontecido, é que esse homem que a chamava pelo primeiro nome era, nada menos que Patrick Jane. Quando ela conseguiu focar, viu que ele estava deitado do outro lado da cama, inclinado na direção dela, com a mão no seu ombro nu, enquanto tentava acordá-la.
Espere. Ombro nu?
- Teresa, acorda.
Não importava o tempo, Teresa nunca havia dormido nua. Ela se sentia exposta, mesmo quando estava sozinha em seu apartamento trancado. Ficou com mais certeza quando se virou para olhar na direção de Jane, e sentiu sua própria pele despida, ao roçar uns membros nos outros. Seu coração começou a bater mais rápido, nunca tendo se sentida mais acordada na sua vida. Sentou-se rapidamente, lembrando de segurar o cobertor sobre si, para não expor seu peito nu. Jane foi um pouco para trás quando ela quase chocou sua cabeça com a dele.
Mas aquilo foi um erro. Estar tão perto dele trouxe as imagens claras a sua mente. Ver os olhos dele tão perto dos seus lhe trouxe a memória dele sobre ela, olhando-a nos olhos, com uma escuridão que ela nunca havia visto antes. Aquilo não estava ali agora, mas ela lembrava daquilo claramente e de onde ela veio. Desespero. Necessidade. Desejo. Possessão. Na hora, aquilo a havia incitado a ir em frente, mas agora... Deus, o que ela havia feito?
- Vá com calma. – Ele sussurrou, firmando-a, quando seus braços perderam o equilíbrio. Mas, para ele, aquilo apenas o fez relembrar de tê-la em seus braços, usando o punho para puxá-la firmemente contra si, e em seguida passando a ponta dos dedos pela sua pele, assim que a camiseta dela de um time de basquete foi removida. Por mais que as lembranças o fizessem querer repetir o ato, ele decidiu recolher sua mão.
- Que horas são? – Ela perguntou a ele.
- Quatro e quinze. – Ele respondeu. – Nós fomos chamados.
- Red John? – Ela sussurrou, sua respiração mais lenta, agora que ela estava começando a se acalmar, no entanto, a respiração profunda que ela estava fazendo só a lembrava de quão mais profunda ela era quando Jane estava em cima dela.
Ele assentiu.
- Os pais Joliss ligaram para Cho. Ele voltou até a casa. Deixou uma mensagem no quarto da filha.
- Oh, Deus. – Lisbon murmurou, enquanto rastejava para fora da cama. O cobertor caiu, sem ter um motivo para seu uso. Ela preferiu pensar que ele estava mais ocupado abotoando sua camiseta do que a observando procurar por alguma peça intima limpa. Ela achou uma calcinha e um sutiã e os vestiu, saindo a procura de uma blusa. Um rápido olhar sobre o ombro quando não ouviu algum movimento a mostrou que ele ainda estava no quarto, mas não estava tão preocupado em se mover. Ao contrário, ele a estava vendo se trocar, e a escuridão nos olhos dele retornaram. – Jane...
- Há duas horas nós estávamos nos primeiros nomes. – Ele a interrompeu, sua voz rouca e um pouco sonolenta.
- É, nós estávamos... – Ela se lembrou. – Eu... Eu acho que a gente devia falar sobre... isso. – Ela disse, tirando uma camisa do cabideiro e passando seus braços pelas mangas.
- Sobre o fato de você, de repente, estar confortável com o fato de eu te ver de sutiã e calcinha? – Ele questionou. Lisbon revirou os olhos, e começou a abotoar a camisa. - Ou não tão confortável.
- Nós dormimos juntos. – Ela disse abruptamente.
- Dormimos. – Ele assentiu.
Ela suspirou.
- No que estávamos pensando?
- Conforto. – Ele respondeu instantaneamente. – Ambos queríamos, precisávamos. De verdade.
Outro suspiro, esse, com mais frustração.
- Nós não estávamos pensando claramente. – Ela disse, balançando a cabeça enquanto escolhia a calça com a qual iria ao trabalho.
- Nós não estávamos pensando nem um pouco. – Jane a corrigiu.
Ela colocou as calças, fechando o zíper, se dando conta de que ele não havia se mexido nem um centímetro desde que havia acordado-a.
- Jane...
- Se estivéssemos pensando, nós não faríamos aquilo. Não no meio de um caso do Red John.
E assim, o Jane normal estava de volta – o Jane que procurava Red John com a determinação que ela raramente via em um homem. A escuridão nos olhos dele de quando ela se vestia haviam desaparecido, sendo substituído por uma frieza e ferocidade direcionadas ao serial killer que havia matado sua família. Esse era o Jane que ela queria que deixasse de existir, que ela esperava que tivesse sido extinguido quando contou (estupidamente) sobre seu próprio filho que lhe havia sido tirado, e sua própria jornada por vingança. De alguma forma, ela pensou que quando Jane prometeu que Red John não iria morrer por suas mãos, ela tinha uma razão para acreditar nele.
- Jane, eu sei que você é apaixonado por pegar ele, mas...
Mas, de repente, aquele Jane havia sumido, substituído por um sorriso que dizia “estou terrivelmente satisfeito comigo mesmo.”
- Ah... Não diga “apaixonado” – ele pediu, - está... me trazendo algumas intensas memórias gráficas.
Ela revirou os olhos, esperando que ele não percebesse que, agora, ela partilhava da mesma linha de pensamentos que ele, e disse ao passar por ele:
- Depressa, nós precisamos ir.
- x –
Ai vai a primeira parte do cap 3:
CAPÍTULO 3
A próxima coisa da qual Lisbon estava ciente é que alguém a estava chacoalhando para acordá-la. Apesar da urgência, o sono era mais forte, lutando quem quer que a estivesse acordando, para a custódia de sua consciência. A pessoa que a acordava ganhou, e ela abriu seus olhos somente uma fração, para que pudesse relembrar onde estava. O conforto ao ser redor a lembrava que estava em sua cama, e apesar de seus esforços para não dormir, ela parecia ter descansado algumas horas pelo menos. Ainda estava escuro, a luz do sol não derramada em torno das cortinas ainda, apesar de que elas estavam abertas.
- Teresa.
O nome fez com que seus olhos se abrissem se dando conta que, não só que fazia muito tempo que um homem estivera em seu quarto, mas também que eles estiveram meio nus. Mas, uma coisa que nunca, nunca havia acontecido, é que esse homem que a chamava pelo primeiro nome era, nada menos que Patrick Jane. Quando ela conseguiu focar, viu que ele estava deitado do outro lado da cama, inclinado na direção dela, com a mão no seu ombro nu, enquanto tentava acordá-la.
Espere. Ombro nu?
- Teresa, acorda.
Não importava o tempo, Teresa nunca havia dormido nua. Ela se sentia exposta, mesmo quando estava sozinha em seu apartamento trancado. Ficou com mais certeza quando se virou para olhar na direção de Jane, e sentiu sua própria pele despida, ao roçar uns membros nos outros. Seu coração começou a bater mais rápido, nunca tendo se sentida mais acordada na sua vida. Sentou-se rapidamente, lembrando de segurar o cobertor sobre si, para não expor seu peito nu. Jane foi um pouco para trás quando ela quase chocou sua cabeça com a dele.
Mas aquilo foi um erro. Estar tão perto dele trouxe as imagens claras a sua mente. Ver os olhos dele tão perto dos seus lhe trouxe a memória dele sobre ela, olhando-a nos olhos, com uma escuridão que ela nunca havia visto antes. Aquilo não estava ali agora, mas ela lembrava daquilo claramente e de onde ela veio. Desespero. Necessidade. Desejo. Possessão. Na hora, aquilo a havia incitado a ir em frente, mas agora... Deus, o que ela havia feito?
- Vá com calma. – Ele sussurrou, firmando-a, quando seus braços perderam o equilíbrio. Mas, para ele, aquilo apenas o fez relembrar de tê-la em seus braços, usando o punho para puxá-la firmemente contra si, e em seguida passando a ponta dos dedos pela sua pele, assim que a camiseta dela de um time de basquete foi removida. Por mais que as lembranças o fizessem querer repetir o ato, ele decidiu recolher sua mão.
- Que horas são? – Ela perguntou a ele.
- Quatro e quinze. – Ele respondeu. – Nós fomos chamados.
- Red John? – Ela sussurrou, sua respiração mais lenta, agora que ela estava começando a se acalmar, no entanto, a respiração profunda que ela estava fazendo só a lembrava de quão mais profunda ela era quando Jane estava em cima dela.
Ele assentiu.
- Os pais Joliss ligaram para Cho. Ele voltou até a casa. Deixou uma mensagem no quarto da filha.
- Oh, Deus. – Lisbon murmurou, enquanto rastejava para fora da cama. O cobertor caiu, sem ter um motivo para seu uso. Ela preferiu pensar que ele estava mais ocupado abotoando sua camiseta do que a observando procurar por alguma peça intima limpa. Ela achou uma calcinha e um sutiã e os vestiu, saindo a procura de uma blusa. Um rápido olhar sobre o ombro quando não ouviu algum movimento a mostrou que ele ainda estava no quarto, mas não estava tão preocupado em se mover. Ao contrário, ele a estava vendo se trocar, e a escuridão nos olhos dele retornaram. – Jane...
- Há duas horas nós estávamos nos primeiros nomes. – Ele a interrompeu, sua voz rouca e um pouco sonolenta.
- É, nós estávamos... – Ela se lembrou. – Eu... Eu acho que a gente devia falar sobre... isso. – Ela disse, tirando uma camisa do cabideiro e passando seus braços pelas mangas.
- Sobre o fato de você, de repente, estar confortável com o fato de eu te ver de sutiã e calcinha? – Ele questionou. Lisbon revirou os olhos, e começou a abotoar a camisa. - Ou não tão confortável.
- Nós dormimos juntos. – Ela disse abruptamente.
- Dormimos. – Ele assentiu.
Ela suspirou.
- No que estávamos pensando?
- Conforto. – Ele respondeu instantaneamente. – Ambos queríamos, precisávamos. De verdade.
Outro suspiro, esse, com mais frustração.
- Nós não estávamos pensando claramente. – Ela disse, balançando a cabeça enquanto escolhia a calça com a qual iria ao trabalho.
- Nós não estávamos pensando nem um pouco. – Jane a corrigiu.
Ela colocou as calças, fechando o zíper, se dando conta de que ele não havia se mexido nem um centímetro desde que havia acordado-a.
- Jane...
- Se estivéssemos pensando, nós não faríamos aquilo. Não no meio de um caso do Red John.
E assim, o Jane normal estava de volta – o Jane que procurava Red John com a determinação que ela raramente via em um homem. A escuridão nos olhos dele de quando ela se vestia haviam desaparecido, sendo substituído por uma frieza e ferocidade direcionadas ao serial killer que havia matado sua família. Esse era o Jane que ela queria que deixasse de existir, que ela esperava que tivesse sido extinguido quando contou (estupidamente) sobre seu próprio filho que lhe havia sido tirado, e sua própria jornada por vingança. De alguma forma, ela pensou que quando Jane prometeu que Red John não iria morrer por suas mãos, ela tinha uma razão para acreditar nele.
- Jane, eu sei que você é apaixonado por pegar ele, mas...
Mas, de repente, aquele Jane havia sumido, substituído por um sorriso que dizia “estou terrivelmente satisfeito comigo mesmo.”
- Ah... Não diga “apaixonado” – ele pediu, - está... me trazendo algumas intensas memórias gráficas.
Ela revirou os olhos, esperando que ele não percebesse que, agora, ela partilhava da mesma linha de pensamentos que ele, e disse ao passar por ele:
- Depressa, nós precisamos ir.
- x –
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