The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
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Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
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Thithi- Curioso

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Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
OOOOOOI!
Gente, olha só, mil perdões a demora pra postar, mas é que eu fui viajar, e desde que voltei, minha família ficou em cima de mim, então a dois dias atrás, me puxei e peguei e fiz um capítulo beeeeeeem grande. A recém terminei e já tou aqui postando pra vcs. Espero que não me matem. xD
P.S.: ESTAMOS NA RETA FINAL! Tem mais um capítulo e o epílogo, e então, essa fanfic terminou!
P.S.S: Olha só, a Mr. Diary, pra quem ainda lembra, a minha outra fic, vai ser postada um pouco mais lentamente que todas as fics que eu já postei, pelo fato de ser realmente só minha fic. Mas juro que não vou abandoná-la!
E Feliz Natal e Feliz 2011 atrasado xD
Enjoy!
- x -
Silêncio.
Ele não estava esperando silêncio.
Ele esperava muitas coisas, mantendo a mente aberta, mas não querendo presumir nada. Da última vez que ele presumiu algo relacionado à Red John acabou com o massacre de tudo que ele acreditava ser sua vida. Não fazia bem nenhum presumir algo pertinente à Red John, mas as coisas precisavam resolver aquilo. Precisava de um fim.
Hoje à noite, eles terminariam.
Mas, por enquanto, eles procederiam em silêncio.
Ele entrou em sua casa, se preparando para várias visões inevitáveis. Ele se preparou para Red John estar ali no segundo que ele abriu a porta. Ele se preparou para ver uma janela quebrada, a porta para o pátio aberta, qualquer lugar pelo qual ele pudesse ter entrado. Ele se preparou, aterrorizado, para a presença de outro corpo, mesmo que ele não conseguisse se preparar para que esse corpo fosse o de uma pessoa que ele conhecia e amava.
Mesmo assim, ele abriu a porta. Red John não estava em nenhum lugar que pudesse ver. Na verdade, tudo fazia sentido – ele não seria tão obvio a ponto de estar esperando onde Jane pudesse vê-lo. Não haviam janelas quebradas ou portas abertas. Se houve uma coisa que Jane nunca entendeu é como Red John conseguia acesso a tantos lugares. Mais reconfortante ainda, não havia sinal ou cheiro de outro corpo. Não, ele estava sozinho nessa grande casa. Ele estava sozinho, nada além do silêncio ensurdecedor que se esticava da porta de entrada até seu quarto, no andar de cima, no outro canto da casa.
Mesmo que Red John não estivesse ali, ele checou todos os quartos. Ele viu as memórias se formando em frente a seus olhos, como se os pertences e as pessoas estivessem ali, tão claras quanto o dia. Na sala de estar, ele viu sua filha e sua mulher decorando uma árvore de natal, ele viu sua filha dando seus primeiros passos na direção dele, ele viu lápis de cor e papéis de todas as formas espalhados pelo chão, e sua filha coberta de purpurina no meio. Ele até mesmo viu quando sua menininha, com três anos de idade, quando ela havia pego os lápis para riscar na parede branca, pensando que com rabiscos estava escrevendo seu nome – e ele lembrava de ser mais xingado que a filha, pois ele ficou rindo do grafite da filha ao invés de explicar que era errado.
A cozinha tinha grandes memórias de sua esposa. Ele podia ver ela escorada na pia, lavando os pratos – ela nunca usava a máquina de lavar louças que ele havia comprado, porque ela achava que dependendo da maneira que se fazia, lavar a louça era algo terapêutico. Ele podia vê-la andando de um lado para o outro, gritando com ele tarde da noite, pois ele havia prometido chegar cedo, e havia chegado somente horas depois, sem avisar, gritando que ele era incomunicável, e que algo poderia ter acontecido. Ele lembrava que foi nessa briga que ela, sem querer, derrubou um copo de vidro no pé dele, fazendo com que os três fossem para o hospital tarde da noite. Ele podia vê-la dançando e cantando junto com a música do rádio, enquanto ela colocava as roupas seca sobre a mesa, para dobrá-las.
Foi só quando ele estava na metade das escadas que davam para o andar superior que ele se perguntou se essa era a sua despedida da casa. Ele nunca havia considerado a opção de não estar ali, de vir para casa e andar nos mesmos quartos que sua família havia estado, de nunca voltar para casa, para elas, e perguntar se dessa vez elas estariam ali para recebe-lo. Mas uma coisa das duas ia acontecer certamente hoje a noite, e ambas envolviam outro corpo caindo no chão da casa dele. Ou o dele, ou o de Red John. Preferivelmente o segundo – seu próprio corpo significaria que falhou, e que Red John estaria solto para matar novamente... Lisbon. Se ele conseguisse, e Red John morresse nessa noite, (não pelas suas mãos, ele havia prometido a Lisbon) ele não teria mais razões para continuar ali. Ele queria poder dizer que ainda tinha a casa para se sentir próximo a sua família, mas ele sabia que na verdade, ele estava ali era por culpa. Culpa por não estar ali quando deveria, culpa por não estar ali quando deveria protegê-las.
Ele deveria deixar aquele lugar para trás agora.
Quando ele entrou em seu banheiro, ele encarou seu próprio reflexo no espelho, vendo atrás dele, a imagem esquecida de sua esposa escovando os dentes, com olhos sonolentos, reclamando que o despertador tocou muito cedo, que ela tinha muitas coisas para fazer durante o dia, que o bebe havia a mantido acordada metade da noite. Ele relembrava com uma nostalgia mais apaixonada, de quando ele interrompeu as reclamações dela matinas puxando-a para dentro do chuveiro com ele. Tinha uma parte do chão que estava sem lajotas, pois quando ele foi colocar o espelho na parede, ele havia derrubado o martelo. Ele lembrava de todas as vezes que ela o incomodou para que ele substituísse-as.
Ele deixou seu banheiro para atrás, fechando a porta atrás de si. Seu próprio quarto estava na porta a frente, guardando tantas memórias que ele hesitou com a mão na maçaneta. O quarto estava intocado, tirando o fato de que ele havia retirado toda a mobília que ali havia. Ele lembrava de como o quarto estava aquela manhã antes de ele sair para o estúdio. Havia uma cama, feita por ele e pela mulher, juntos, nas manhãs de céu azul e dourado. Lembrava perfeitamente do lençol que estava na cama – que eles haviam colocados juntos tantas vezes, sussurrando dizeres e juras de amor no mais cedo da manhã. Havia um abajur no criado mudo ao lado da cama, o livro que ela estivera lendo ali, aberto na página em que ela havia parado. Ele sabia que, se ela ainda estivesse ali, se aquela casa ainda fosse deles, as roupas dela estariam no cesto atrás da porta, amontoadas, para ir para lavar.
Ele sabia que sua inabilidade de conseguir lidar com sua culpa era porque Red John ainda estava vivo. O assassino ainda respirava, e, uma vez que ele estivesse morto, ele permitiria que a memória delas descansasse junto com o corpo delas. Ele havia ficado acostumado com a ideia de imaginar que o espírito de sua esposa passava pelos quartos da casa deles, reclamando para o corpo dele parado ali que ele ainda não havia lavado as roupas, que ele deveria dormir na cama deles, que ele deveria voltar a colocar as roupas dele no closet.
E, no final do corredor, estava o quarto do destino. O quarto de sua filha. As paredes de rosa fraco estavam desbotadas, o rosto sorridente era ainda mais nefasto sobre o colchão que ele havia posto lá. Esse colchão era do quarto de hóspedes. O colchão da cama de Claire, junto com a cama, forma destruídos depois de serem usados como evidência. Os brinquedos se haviam ido, as roupas, os móveis... tudo havia se ido. Red John havia removido o espírito da menininha do quarto, e, sem aquilo, o quarto estava tão oco quanto quando foi feito. Os móveis e os pertences do quarto estavam todos amontoados no quarto de hóspedes, o qual ele nunca entrava. Ele não poderia manter nada nesse quarto. Ele não poderia permitir que a memória dela ficasse no quarto em que ela foi esfaqueada.
Apesar de que, as piores memórias ficassem nesse quarto, as melhores também estavam. Ele podia vê-las, ele lembrava delas tão claras quanto o dia. Esse era o quarto para o qual eles haviam trazido a bebê Claire, assim que saíram do hospital. Esse era o quarto em que eles haviam deitado ela no berço pela primeira vez, ambos assistindo ela por horas, só pra ver aquela minúscula criatura dormir. Esse foi o lugar onde ela havia ficado de pé pela primeira vez, se segurando nas barras do berço. Esse era o lugar onde ela havia progredido de um murmurante “pa” para um “papai, papai, papai” o qual o havia acordado pela babá eletrônica numa feliz manhã. Esse era o lugar onde ela iria apontar para fora da janela os passarinhos que ela tanto amava. Esse era o lugar onde ela havia dito pela primeira vez “te amo, papai”. Esse foi o lugar onde ele tentou esconder lágrimas de tristeza, porque sempre que sua pequena visse lágrimas de qualquer tipo, ela colocaria a mão no rosto dele e perguntaria “puquê tá triste, papai?”. Esse foi o lugar onde sua filha havia vivido, florescido, e morrido.
Ele voltou a cozinha, passando pelo quarto de hóspedes no caminho, e escolheu um único item de sua filha para ter com ele. Se ele iria morrer essa noite, ele queria uma parte dela com ele, uma coisa que lembrasse tanto os dias que eles passaram juntos, que garantisse que de alguma maneira ele fosse para perto delas. O anel dele iria leva-lo até sua esposa, e o unicórnio de pelúcia de sua filha iria leva-o até ela. Ele colocou o peludo unicórnio cor de rosa debaixo de seu braço, fez uma xícara de chá para si mesmo, sentou na mesa da cozinha, e ficou brincando com as presilhas de purpurina que prendiam a crina do unicórnio.
E então, esperou para morrer.
Ele esperou a sua vida terminar.
Ele esperou sua vida ser tirada como a da sua esposa e da sua filha.
No momento que ele decidiu viver, sentiu a lâmina no seu pescoço.
- Tolo. – veio o insulto.
- Não é tolice. – Ele disse, repousando a xícara no balcão e o pônei do lado dela. – É inteligente.
Red John gentilmente traçou a garganta dele com a faca, enquanto Jane respirava com dificuldade.
- O plano da sua Agente Lisbon era até bem elaborado comparado a isso.
- Eu não a deixaria fazer aquilo. – Ele insistiu.
- Ela é uma mulher bem determinada. – Ele mostrou seu ponto. – Ela teria desafiado seus desejos, assim como você já fez com ela tantas vezes.
Com isso, o medo e a raiva que ele estava lutando para esconder, começaram a se revelar.
- Você vem observando-a. – Ele concluiu.
- Ela é uma mulher fascinante. – Ele confirmou. – Eu consigo ver o que te empurra pra ela tanto assim. Forte, viva, e ainda assim, muito feminina. Cativante.
Jane respirou profundamente, tremendo.
- A quanto tempo você a está observando?
- Uma pergunta irrelevante.
- Não para mim.
Silêncio. E então...
- Sr. Jane, isso não é sobre você.
- Não, é sobre você. – Ele murmurou. – Tudo o que você fez, todos que você machucou, é tudo parte do santuário pessoal que você construiu para si mesmo. O mundo é o seu altar, e todos que estão neles são seus sacrifícios.
Houve uma risada atrás dele, e a lâmina parou a sua dança pela pele dele.
- Você não me conhece. – Ele insistiu. – Você tenta, mas não conhece.
- Mas você quer que eu conheça. – Ele apontou. – Red John, o Tigre. What immortal hand or eye could frame thy fearful symmetry? – Ele citou.
Houve um minute de silêncio, mas Jane ouviu um som de frustração atrás de si que não podia ser confundido.
- Você se tornou mais bravo desde o nosso último encontro.
Ele estava desapontado, Jane percebeu. Ele caçava o fraco, o sem controle.
- E isso te preocupa, pois eu te decifrei.
Ele cobriu a revelação de momentos atrás com uma risada.
- As pessoas como você não me preocupam. Vocês são fracos.
- In what distant deeps or skies burnt the fire of thine eyes? – Ele continuous a citar. - On what wings dare his aspire? What the hand dare seize the fire?
- A garota não foi planejada. – Ele revelou. – Ela foi uma complicação. Deveria ter sido um aviso para você que complicações resultam em punições. – Ele avisou.
- Ela explicou sua visão de um poema para mim. – Jane disse, como se isso não fosse complicação nenhuma.
Mas a faca foi pressionada mais a fundo em sua garganta, e, apesar de que não fosse o suficiente pra cortar sua pele, era suficiente para causar desconforto.
- E fazendo isso, ela assinou sua sentença de morte.
- x –
Andando em seu escritório, Lisbon tentou não imaginar muitas coisas. Não faria nenhum bem começar a pensar nos “ses”, então ela começou a se concentrar nos fatos. Fatos eram no que ela era boa, o que encerrava casos... Jane, a sua mente a lembrou. Jane encerrava casos. Não, fatos. Foco. Jane estava desaparecido – não, Jane estava em sua casa. Provavelmente Red John estava observando ele, e ela também. E podia atacar a qualquer momento. Jane estava fora da barreira, e Red John estava a sua caça.
- Agente Lisbon.
A voz de Hightower interrompeu seu monólogo interno. Seu estômago deu um nó.
- Agente Hightower, Senhora...
- Você esqueceu da nossa reunião? – Ela perguntou bruscamente.
- Não Senhora.
- Há uma razão para o fato de você e Jane não estarem em minha sala? – Ela perguntou.
Ela suspirou
- Jane está em AWOL*
- No meio de um caso do Red John?
- Sim Senhora. – Ela resmungou pesadamente. – Nós rastreamos o celular dele até a casa dele. Cho foi até lá pegá-lo.
Mas a preocupação de Hightower não parou por ai.
- Red John comete um assassinato dentro do nosso prédio e dois dias depois Jane está em AWOL. Isso não é suspeito para você?
- É suspeito, mas Cho é perfeitamente capaz de lidar com a situação. – Ela insistiu. – Se qualquer reforço fosse preciso, ele já teria ligado pedindo.
Sua chefe a encarou.
- No segundo em que ele estiver de volta quero os dois na minha sala.
Lisbon assentiu.
- Entendido Senhora.
Hightower saiu, e Lisbon ficou ali, com o cenho franzido, olhando novamente pro seu celular, nenhuma mensagem nova.
- Droga, Patrick. – Ela balançou a cabeça novamente. – Do que você está brincando?
- x –
O pequeno toque da lâmina em sua pele fez Jane ficar estático. Red John nunca saiu de trás dele, nunca lhe dando uma oportunidade de ver o serial killer. Ele não ofereceu resistência enquanto suas mãos eram amarradas atrás de si, mesmo que isso tenha lhe tirado uma de suas poucas formas de defesa. Agora, tudo o que ele tinha para se manter vivo eram suas palavras – o que, normalmente, o metia em mais confusão do que o ajudavam. Ele consegui ouvir os passos atrás de si, mas, ele fixou seus olhos treinados no unicórnio de pelúcia que sua filha insistia em carregar para cima e para baixo. Os passos eram leves, quatro para a direita e uma meia volta, então o mesmo foi repetido.
- Você está terrivelmente confiante de que sua Lisbon vai me levar para longe. – Ele provocou.
- Sentença de morte, na verdade. – Jane o corrigiu. Ele queria mantê-lo falando o máximo possível. Ele havia prometido a Lisbon que não o mataria, o que significava que ele tinha que manter Red John ali, e se manter vivo, só o suficiente para Lisbon estranhar sua falta, rastrear sua localização e mandar alguém para pegá-lo – ele só esperava que não fosse ela mesma, porque, se ela viesse, e sozinha, só iria resultar na morte dela. E, ele seria forçado a sentar na cadeira, amarrado, assistindo. – Pessoas como você são o motivo de a gente ainda ter isso na Califórnia.
- Muito simples. – Red John dispensou. – Esse seria o fim perfeito para a história, se isso fosse um conto de fadas. Infelizmente para você, isso não é tão simples quanto a sua Lisbon gostaria que fosse. Se fosse, eu já teria sido pego mas, aliás, eu não estou nem atrás das grades, nem morto.
- Você vai estar. - Jane insistiu – Logo.
- Não antes da sua Lisbon. – Ele contou.
Tão possessivo, ele noticiou. Mas possessivo no comportamento. Ele constantemente se referia a ela como “sua Lisbon”, rotulando-a como uma de suas amenidades. Agora era óbvio que Lisbon era seu próximo alvo – a fraqueza de Jane, a última maneira de machuca-lo.
- Ela não é minha Lisbon. – Ele grunhiu.
- Tão ingênuo. – Ele notou. – Você sabe mais. Eu sei que ela significa mais pra você. – Ele insistiu, retornando com a faca para o pescoço de Jane. – Eu pensei que você havia aprendido da primeira vez. Alguém que calunia pessoas que nem conhece publicamente não merece coisas tão bonitas.
Ele estava irritando-o, e, por mais que Jane tentasse ao máximo manter o controle da situação, estava falhando miseravelmente.
- Elas não mereciam o que fez a elas. – Ele balançou sua cabeça, se assegurando de mantê-la longe da lâmina.
- Mas você sim.
- Elas eram inocentes. – Ele argumentou.
- Mas você precisava de punição. – Ele disse. – Você cometeu um grave erro de julgamento aquele dia Sr. Jane.
- Eu disse a verdade. – Ele se defendeu.
- A verdade dói. – Red John o lembrou. – Apesar de nunca ser dito especificamente a quem dói. Nesse caso, sua percepção de verdade era incorreta e as pessoas estão muito mais inclinadas a acreditar que as características ruins são verdadeiras do que as boas. E você tinha que ter essa experiência em primeira mão para entender.
- Você tirou minha filha de mim. – Ele cuspiu, seus olhos fixos no unicórnio.
- Todas eram filhas de alguém. – Ele deu uma desculpa. – Mas a sua... Ela era muito jovem, entretanto. Não o meu usual, eu admito.
- Ela era inocente. – Jane disse, sua voz soando como se implorasse.
- Sim, ela era. – Ele mostrou seu conhecimento. – Ela era perfeitamente inocente, diferente da maneira como o pai dela fornecia falsa esperança a milhões de outras pessoas inocentes. Me conte, Sr. Jane, como você se sentiria se um vigarista houvesse enganado sua filha, como você fez com muitos outros? – Ele propôs.
Jane nem se deu ao luxo de pensar.
- Minha esposa...
- Aquele foi um erro de má comunicação. Triste. – Ele admitiu. – Ela não teria que morrer, se ela não tivesse entrado no quarto no momento errado. – Então, sua esposa tinha entrado para ver o que acontecia. Ela havia entrado no quarto da menininha deles e vendo ela sendo dilacerada. Raiva subiu tanto por suas veias que ele podia sentir seus olhos queimando. – Ainda assim ela era linda, não?
- Você tirou minha família de mim.
- E você tirou minha humanidade de mim.
- Eu expus você pra o que você realmente é. – Jane se defendeu.
Dessa vez, foi Red John quem citou William Blake.
- When the stars threw down their spears, and watered heaven with their tears, did he smile his work to see? Did he who made the Lamb, make thee? – Ele provocou, chegando próximo a orelha de Jane, por trás dele. – Você quer realmente saber o que fez o monstro, Sr. Jane? – Ele perguntou. – Você fez.
- O monstro já estava ali. – Ele aclamou.
- Mas você o trouxe para fora. – Ele continuou. – Você trouxe o monstro para sua porta, para o lado da cama da sua filha. Você pode ter trazido a faca para garganta delas com suas próprias mãos também. E agora, você vai fazer o mesmo com a garganta de sua Lisbon. Por sua causa, ela foi trazida pra dentro dessa... contenda. Vamos chama-lo assim? É, parece apropriado. Parece injusto chamar isso de perseguição, já que eu tenho que te atrair para o lado certo todas as vezes. – Ele parou, insultando a inteligência de Jane e continuando rapidamente seu discurso, ele sentiu calafrios. – Por sua causa, sua Lisbon vai ter sua garganta aberta, suas unhas dos pés pintadas com seu próprio sangue. A cor do cabelo dela é perfeita, para o esquema. Pois preto combina muito com vermelho, principalmente vermelho sangue...
- Você não vai se aproximar dela. – Jane o interrompeu, sua determinação se desintegrando diante dos comentários do Red John.
- Mas eu já me aproximei. – Ele falou, sentindo prazer nas respostas de Jane a seus insultos e provocações. – Eu fique oh, tão perto dela que conseguia sentir seu cheiro. Canela, não? – Jane estava em silêncio, lutando para conseguir respirar calmamente. – Mas você já sabe disso. Você já esteve próximo dela também.
- Não a machuque – Jane suplicou.
- Você está implorando? – Ele notou. – Nossa, nós estamos desesperados essa tarde.
- Só faça o que você veio aqui para fazer. – Jane disse a ele, tirando seus olhos do unicórnio e tentando olhar por sobre o ombro. – Você quer me ver sofrer.
- Tirar sua vida não fará você sofrer. Fará você sair do jogo. – Ele apontou. – E eu estou me divertindo um pouco mais que o devido com o nosso joguinho para acaba-lo agora.
Ele foi para a frente de Jane, finalmente se revelando para ele. Sem máscaras. Só o homem. Jane observou as sobrancelhas espessas, o brilho ameaçador em seus olhos, o queixo protuberante. Justamente como ela havia esperado, um homem pouco mais velho que ele, talvez no meio de seus quarenta, com cabelos pretos e olhos marrons para combinar. Escuridão estava nele de todas as formas possíveis. Esse era o homem que havia assassinado sua mulher e sua filha. O homem que o insultou e torturou mentalmente.
Esse era Red John em sua frente, com a faca na mão.
Esse era o momento, ele supôs, em que Patrick Jane morria.
- Eu espero que você apodreça no inferno. – Jane cuspiu as palavras em Red John.
O homem na frente dele mexeu os lábios num sorriso doente. Ele conseguia imaginar sua filha apavorada caso tivesse acordado e visto esse homem ao lado de sua cama.
- Junto com a sua família, eu posso te garantir.
Red John levantou a lâmina, e a trouxe de volta com tanta força que com certeza o teria estraçalhado Jane não fechou os olhos, mas ele moveu seu olhar para a esquerda, para que assim pudesse ver o unicórnio cor de rosa na mesa novamente. Ele viu, enquanto piscava, o movimento do braço de Red John começar a vir em sua direção, o tempo começando a passar mais vagarosamente, enquanto ele esperava que, como de praxe, sua vida passasse diante de seus olhos. De qualquer forma, ele não viu nada. Ele não viu clipes de momentos agradáveis ou minutos que ele se arrependia, ele não viu um insaciável sentido para a vida, nenhum sinal de um lugar depois dessa vida onde ele pudesse ficar em paz com sua família. Ele não viu nada, mas ele ouviu algo que mudou o jogo consideravelmente.
Disparos.
Cinco deles.
A força no seu braço desapareceu, e ao contrário, todo o seu corpo caiu sobre Jane. Uma onda de dor veio sobre o lado direito de seu torso, fazendo gritar de dor instintivamente, assim que o corpo de Red John colidiu com o seu, deslizando para o chão. A faca, agora ensanguentada, ele notou confuso, caiu no chão com um barulho. Jane olhou para a frente, na direção onde Red John estava, vendo uma nova pessoa parada na porta da cozinha, alguém que nenhum deles havia antecipado.
- Cho?
O agente se aproximou correndo, chutando rapidamente a faca para longe do corpo caído. E então, ele se agachou sobre Red John, colocando seus dedos no pescoço dele, antes de murmurar as palavras que Jane estremeceu ao ouvir.
- Ele se foi.
- Ele se foi? – Jane repetiu, desnorteado.
Cho assentiu, soltando um suspiro.
- Ele está morto.
A respiração de Jane acelerou, seu coração de repente acelerado, como se ele não conseguisse convencer a si mesmo de que havia acabado.
- Red John está... morto.
- É, tudo acabou. – Cho confirmou.
Ele se sentiu tonto assim que as palavras recaíram sobre ele. Red John estava morto. Trinta segundos antes daquilo, Jane estava preparado para morrer – por sua esposa, por sua filha, e sim, por Lisbon também. Mas agora... ele se fora. Ele deixou sua cabeça pender para o lado, para ver aquilo novamente por si mesmo. Jane podia ver sangue formando uma poça no chão de sua cozinha. Poça de sangue que saia do tórax de Red John. Ele estava com o rosto voltado para o chão, então, Jane não podia ver o rosto dele, só seu corpo sem vida.
- Você é um idiota, sabia? – Cho disse a ele, tirando seus olhos do corpo.
- Aham... – Ele reconheceu, fracamente. Ele tentou se mover, mas então se lembrou que suas mãos estavam atadas. – Você... Você pode me tirar daqui? – Ele perguntou, se sentindo repentinamente muito cansado.
Cho se moveu para o seu lado, desatando o nó que mantinha suas mãos juntas. Jane girou seu braço, com um barulho audível enquanto o fazia.
- Você foi cortado. – Cho notou, inspecionando sua lateral vagamente. O tecido de sua camisa se moveu facilmente para mostrar a pele cortada. – Você precisa ir para a emergência, segure isso contra o machucado. – Ele disse, pegando a jaqueta de Jane, que era o que estava mais próximo, e pressionando contra o corte.
Jane pressionou ali, e então, olhou o sangue que saia de sua camisa e ia para o chão, do lado de seu pé, não muito longe do corpo de Red John, que agora era quase uma piscina de sangue.
– Wow, aquilo é bastante sangue. – Ele observou, sua voz mais alta que o natural. Aparentemente, perda de sangue era a causa de sua letargia. Aquilo fazia todo o sentido.
- Ele deve ter te acertado quando caiu. – Cho falou. – Vai pro carro, eu preciso falar com Lisbon.
Cho procurou por seu telefone, mas Jane balançou a cabeça, tirando-o dele.
- Uh... Eu não acho isso uma boa ideia. – Ele disse.
Cho o encarou.
- Jane, Red John está morto. – Ele apontou.
- É, mas... ela vai ficar brava. – Ele respondeu. – Chame uma equipe de reforço, limpe essa bagunça e então eu falarei com Lisbon.
Cho assentiu, revirando os olhos.
- Só vai pro carro. – Ele disse. – Espere lá.
- Unicórnio, por favor. – Ele disse, esticando sua mão para a mesa. Cho olhou para ele como se ele estivesse insano. – Ah, vamos. – Ele resmungou. – Eu vou sentar no carro como um bom garoto se você me der o unicórnio da minha filha.
Cho segurou o unicórnio e o passou para Jane, que o tomou com a mão que não pressionava a jaqueta sobre o machucado. E então, como Cho havia pedido, ele foi sentar-se no carro, calmamente por causa da dor, mas sentindo-se um tanto melhor por causa do bicho de pelúcia sob seu braço. Quando ele se virou para ver o homem fazendo a chamada em eu telefone, ele se deu conta de que ele realmente não estava ligando para Lisbon, e ele fez algo que não estava esperando fazer. Ele sorriu.
O assassino de sua esposa e de sua filha estava morto.
Ele poderia construir uma nova vida, sabendo que seu amor e sua filinha estavam agora descansando em paz.
Ele poderia deixar essa casa para trás, nunca mais olhar para aquela face sorridente de novo.
E ele havia cumprido sua promessa para com Lisbon também. Ele havia prometido que Red John não a machucaria, e que ele não morreria por suas mãos.
E ele tinha o unicórnio rosa de sua filha de baixo de seu braço.
Então, Patrick Jane sorriu.
*AWOL: Abscent Without Leaving, sigla militar.
Gente, olha só, mil perdões a demora pra postar, mas é que eu fui viajar, e desde que voltei, minha família ficou em cima de mim, então a dois dias atrás, me puxei e peguei e fiz um capítulo beeeeeeem grande. A recém terminei e já tou aqui postando pra vcs. Espero que não me matem. xD
P.S.: ESTAMOS NA RETA FINAL! Tem mais um capítulo e o epílogo, e então, essa fanfic terminou!
P.S.S: Olha só, a Mr. Diary, pra quem ainda lembra, a minha outra fic, vai ser postada um pouco mais lentamente que todas as fics que eu já postei, pelo fato de ser realmente só minha fic. Mas juro que não vou abandoná-la!
E Feliz Natal e Feliz 2011 atrasado xD
Enjoy!
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CAPÍTULO 7
Silêncio.
Ele não estava esperando silêncio.
Ele esperava muitas coisas, mantendo a mente aberta, mas não querendo presumir nada. Da última vez que ele presumiu algo relacionado à Red John acabou com o massacre de tudo que ele acreditava ser sua vida. Não fazia bem nenhum presumir algo pertinente à Red John, mas as coisas precisavam resolver aquilo. Precisava de um fim.
Hoje à noite, eles terminariam.
Mas, por enquanto, eles procederiam em silêncio.
Ele entrou em sua casa, se preparando para várias visões inevitáveis. Ele se preparou para Red John estar ali no segundo que ele abriu a porta. Ele se preparou para ver uma janela quebrada, a porta para o pátio aberta, qualquer lugar pelo qual ele pudesse ter entrado. Ele se preparou, aterrorizado, para a presença de outro corpo, mesmo que ele não conseguisse se preparar para que esse corpo fosse o de uma pessoa que ele conhecia e amava.
Mesmo assim, ele abriu a porta. Red John não estava em nenhum lugar que pudesse ver. Na verdade, tudo fazia sentido – ele não seria tão obvio a ponto de estar esperando onde Jane pudesse vê-lo. Não haviam janelas quebradas ou portas abertas. Se houve uma coisa que Jane nunca entendeu é como Red John conseguia acesso a tantos lugares. Mais reconfortante ainda, não havia sinal ou cheiro de outro corpo. Não, ele estava sozinho nessa grande casa. Ele estava sozinho, nada além do silêncio ensurdecedor que se esticava da porta de entrada até seu quarto, no andar de cima, no outro canto da casa.
Mesmo que Red John não estivesse ali, ele checou todos os quartos. Ele viu as memórias se formando em frente a seus olhos, como se os pertences e as pessoas estivessem ali, tão claras quanto o dia. Na sala de estar, ele viu sua filha e sua mulher decorando uma árvore de natal, ele viu sua filha dando seus primeiros passos na direção dele, ele viu lápis de cor e papéis de todas as formas espalhados pelo chão, e sua filha coberta de purpurina no meio. Ele até mesmo viu quando sua menininha, com três anos de idade, quando ela havia pego os lápis para riscar na parede branca, pensando que com rabiscos estava escrevendo seu nome – e ele lembrava de ser mais xingado que a filha, pois ele ficou rindo do grafite da filha ao invés de explicar que era errado.
A cozinha tinha grandes memórias de sua esposa. Ele podia ver ela escorada na pia, lavando os pratos – ela nunca usava a máquina de lavar louças que ele havia comprado, porque ela achava que dependendo da maneira que se fazia, lavar a louça era algo terapêutico. Ele podia vê-la andando de um lado para o outro, gritando com ele tarde da noite, pois ele havia prometido chegar cedo, e havia chegado somente horas depois, sem avisar, gritando que ele era incomunicável, e que algo poderia ter acontecido. Ele lembrava que foi nessa briga que ela, sem querer, derrubou um copo de vidro no pé dele, fazendo com que os três fossem para o hospital tarde da noite. Ele podia vê-la dançando e cantando junto com a música do rádio, enquanto ela colocava as roupas seca sobre a mesa, para dobrá-las.
Foi só quando ele estava na metade das escadas que davam para o andar superior que ele se perguntou se essa era a sua despedida da casa. Ele nunca havia considerado a opção de não estar ali, de vir para casa e andar nos mesmos quartos que sua família havia estado, de nunca voltar para casa, para elas, e perguntar se dessa vez elas estariam ali para recebe-lo. Mas uma coisa das duas ia acontecer certamente hoje a noite, e ambas envolviam outro corpo caindo no chão da casa dele. Ou o dele, ou o de Red John. Preferivelmente o segundo – seu próprio corpo significaria que falhou, e que Red John estaria solto para matar novamente... Lisbon. Se ele conseguisse, e Red John morresse nessa noite, (não pelas suas mãos, ele havia prometido a Lisbon) ele não teria mais razões para continuar ali. Ele queria poder dizer que ainda tinha a casa para se sentir próximo a sua família, mas ele sabia que na verdade, ele estava ali era por culpa. Culpa por não estar ali quando deveria, culpa por não estar ali quando deveria protegê-las.
Ele deveria deixar aquele lugar para trás agora.
Quando ele entrou em seu banheiro, ele encarou seu próprio reflexo no espelho, vendo atrás dele, a imagem esquecida de sua esposa escovando os dentes, com olhos sonolentos, reclamando que o despertador tocou muito cedo, que ela tinha muitas coisas para fazer durante o dia, que o bebe havia a mantido acordada metade da noite. Ele relembrava com uma nostalgia mais apaixonada, de quando ele interrompeu as reclamações dela matinas puxando-a para dentro do chuveiro com ele. Tinha uma parte do chão que estava sem lajotas, pois quando ele foi colocar o espelho na parede, ele havia derrubado o martelo. Ele lembrava de todas as vezes que ela o incomodou para que ele substituísse-as.
Ele deixou seu banheiro para atrás, fechando a porta atrás de si. Seu próprio quarto estava na porta a frente, guardando tantas memórias que ele hesitou com a mão na maçaneta. O quarto estava intocado, tirando o fato de que ele havia retirado toda a mobília que ali havia. Ele lembrava de como o quarto estava aquela manhã antes de ele sair para o estúdio. Havia uma cama, feita por ele e pela mulher, juntos, nas manhãs de céu azul e dourado. Lembrava perfeitamente do lençol que estava na cama – que eles haviam colocados juntos tantas vezes, sussurrando dizeres e juras de amor no mais cedo da manhã. Havia um abajur no criado mudo ao lado da cama, o livro que ela estivera lendo ali, aberto na página em que ela havia parado. Ele sabia que, se ela ainda estivesse ali, se aquela casa ainda fosse deles, as roupas dela estariam no cesto atrás da porta, amontoadas, para ir para lavar.
Ele sabia que sua inabilidade de conseguir lidar com sua culpa era porque Red John ainda estava vivo. O assassino ainda respirava, e, uma vez que ele estivesse morto, ele permitiria que a memória delas descansasse junto com o corpo delas. Ele havia ficado acostumado com a ideia de imaginar que o espírito de sua esposa passava pelos quartos da casa deles, reclamando para o corpo dele parado ali que ele ainda não havia lavado as roupas, que ele deveria dormir na cama deles, que ele deveria voltar a colocar as roupas dele no closet.
E, no final do corredor, estava o quarto do destino. O quarto de sua filha. As paredes de rosa fraco estavam desbotadas, o rosto sorridente era ainda mais nefasto sobre o colchão que ele havia posto lá. Esse colchão era do quarto de hóspedes. O colchão da cama de Claire, junto com a cama, forma destruídos depois de serem usados como evidência. Os brinquedos se haviam ido, as roupas, os móveis... tudo havia se ido. Red John havia removido o espírito da menininha do quarto, e, sem aquilo, o quarto estava tão oco quanto quando foi feito. Os móveis e os pertences do quarto estavam todos amontoados no quarto de hóspedes, o qual ele nunca entrava. Ele não poderia manter nada nesse quarto. Ele não poderia permitir que a memória dela ficasse no quarto em que ela foi esfaqueada.
Apesar de que, as piores memórias ficassem nesse quarto, as melhores também estavam. Ele podia vê-las, ele lembrava delas tão claras quanto o dia. Esse era o quarto para o qual eles haviam trazido a bebê Claire, assim que saíram do hospital. Esse era o quarto em que eles haviam deitado ela no berço pela primeira vez, ambos assistindo ela por horas, só pra ver aquela minúscula criatura dormir. Esse foi o lugar onde ela havia ficado de pé pela primeira vez, se segurando nas barras do berço. Esse era o lugar onde ela havia progredido de um murmurante “pa” para um “papai, papai, papai” o qual o havia acordado pela babá eletrônica numa feliz manhã. Esse era o lugar onde ela iria apontar para fora da janela os passarinhos que ela tanto amava. Esse era o lugar onde ela havia dito pela primeira vez “te amo, papai”. Esse foi o lugar onde ele tentou esconder lágrimas de tristeza, porque sempre que sua pequena visse lágrimas de qualquer tipo, ela colocaria a mão no rosto dele e perguntaria “puquê tá triste, papai?”. Esse foi o lugar onde sua filha havia vivido, florescido, e morrido.
Ele voltou a cozinha, passando pelo quarto de hóspedes no caminho, e escolheu um único item de sua filha para ter com ele. Se ele iria morrer essa noite, ele queria uma parte dela com ele, uma coisa que lembrasse tanto os dias que eles passaram juntos, que garantisse que de alguma maneira ele fosse para perto delas. O anel dele iria leva-lo até sua esposa, e o unicórnio de pelúcia de sua filha iria leva-o até ela. Ele colocou o peludo unicórnio cor de rosa debaixo de seu braço, fez uma xícara de chá para si mesmo, sentou na mesa da cozinha, e ficou brincando com as presilhas de purpurina que prendiam a crina do unicórnio.
E então, esperou para morrer.
Ele esperou a sua vida terminar.
Ele esperou sua vida ser tirada como a da sua esposa e da sua filha.
No momento que ele decidiu viver, sentiu a lâmina no seu pescoço.
- Tolo. – veio o insulto.
- Não é tolice. – Ele disse, repousando a xícara no balcão e o pônei do lado dela. – É inteligente.
Red John gentilmente traçou a garganta dele com a faca, enquanto Jane respirava com dificuldade.
- O plano da sua Agente Lisbon era até bem elaborado comparado a isso.
- Eu não a deixaria fazer aquilo. – Ele insistiu.
- Ela é uma mulher bem determinada. – Ele mostrou seu ponto. – Ela teria desafiado seus desejos, assim como você já fez com ela tantas vezes.
Com isso, o medo e a raiva que ele estava lutando para esconder, começaram a se revelar.
- Você vem observando-a. – Ele concluiu.
- Ela é uma mulher fascinante. – Ele confirmou. – Eu consigo ver o que te empurra pra ela tanto assim. Forte, viva, e ainda assim, muito feminina. Cativante.
Jane respirou profundamente, tremendo.
- A quanto tempo você a está observando?
- Uma pergunta irrelevante.
- Não para mim.
Silêncio. E então...
- Sr. Jane, isso não é sobre você.
- Não, é sobre você. – Ele murmurou. – Tudo o que você fez, todos que você machucou, é tudo parte do santuário pessoal que você construiu para si mesmo. O mundo é o seu altar, e todos que estão neles são seus sacrifícios.
Houve uma risada atrás dele, e a lâmina parou a sua dança pela pele dele.
- Você não me conhece. – Ele insistiu. – Você tenta, mas não conhece.
- Mas você quer que eu conheça. – Ele apontou. – Red John, o Tigre. What immortal hand or eye could frame thy fearful symmetry? – Ele citou.
Houve um minute de silêncio, mas Jane ouviu um som de frustração atrás de si que não podia ser confundido.
- Você se tornou mais bravo desde o nosso último encontro.
Ele estava desapontado, Jane percebeu. Ele caçava o fraco, o sem controle.
- E isso te preocupa, pois eu te decifrei.
Ele cobriu a revelação de momentos atrás com uma risada.
- As pessoas como você não me preocupam. Vocês são fracos.
- In what distant deeps or skies burnt the fire of thine eyes? – Ele continuous a citar. - On what wings dare his aspire? What the hand dare seize the fire?
- A garota não foi planejada. – Ele revelou. – Ela foi uma complicação. Deveria ter sido um aviso para você que complicações resultam em punições. – Ele avisou.
- Ela explicou sua visão de um poema para mim. – Jane disse, como se isso não fosse complicação nenhuma.
Mas a faca foi pressionada mais a fundo em sua garganta, e, apesar de que não fosse o suficiente pra cortar sua pele, era suficiente para causar desconforto.
- E fazendo isso, ela assinou sua sentença de morte.
- x –
Andando em seu escritório, Lisbon tentou não imaginar muitas coisas. Não faria nenhum bem começar a pensar nos “ses”, então ela começou a se concentrar nos fatos. Fatos eram no que ela era boa, o que encerrava casos... Jane, a sua mente a lembrou. Jane encerrava casos. Não, fatos. Foco. Jane estava desaparecido – não, Jane estava em sua casa. Provavelmente Red John estava observando ele, e ela também. E podia atacar a qualquer momento. Jane estava fora da barreira, e Red John estava a sua caça.
- Agente Lisbon.
A voz de Hightower interrompeu seu monólogo interno. Seu estômago deu um nó.
- Agente Hightower, Senhora...
- Você esqueceu da nossa reunião? – Ela perguntou bruscamente.
- Não Senhora.
- Há uma razão para o fato de você e Jane não estarem em minha sala? – Ela perguntou.
Ela suspirou
- Jane está em AWOL*
- No meio de um caso do Red John?
- Sim Senhora. – Ela resmungou pesadamente. – Nós rastreamos o celular dele até a casa dele. Cho foi até lá pegá-lo.
Mas a preocupação de Hightower não parou por ai.
- Red John comete um assassinato dentro do nosso prédio e dois dias depois Jane está em AWOL. Isso não é suspeito para você?
- É suspeito, mas Cho é perfeitamente capaz de lidar com a situação. – Ela insistiu. – Se qualquer reforço fosse preciso, ele já teria ligado pedindo.
Sua chefe a encarou.
- No segundo em que ele estiver de volta quero os dois na minha sala.
Lisbon assentiu.
- Entendido Senhora.
Hightower saiu, e Lisbon ficou ali, com o cenho franzido, olhando novamente pro seu celular, nenhuma mensagem nova.
- Droga, Patrick. – Ela balançou a cabeça novamente. – Do que você está brincando?
- x –
O pequeno toque da lâmina em sua pele fez Jane ficar estático. Red John nunca saiu de trás dele, nunca lhe dando uma oportunidade de ver o serial killer. Ele não ofereceu resistência enquanto suas mãos eram amarradas atrás de si, mesmo que isso tenha lhe tirado uma de suas poucas formas de defesa. Agora, tudo o que ele tinha para se manter vivo eram suas palavras – o que, normalmente, o metia em mais confusão do que o ajudavam. Ele consegui ouvir os passos atrás de si, mas, ele fixou seus olhos treinados no unicórnio de pelúcia que sua filha insistia em carregar para cima e para baixo. Os passos eram leves, quatro para a direita e uma meia volta, então o mesmo foi repetido.
- Você está terrivelmente confiante de que sua Lisbon vai me levar para longe. – Ele provocou.
- Sentença de morte, na verdade. – Jane o corrigiu. Ele queria mantê-lo falando o máximo possível. Ele havia prometido a Lisbon que não o mataria, o que significava que ele tinha que manter Red John ali, e se manter vivo, só o suficiente para Lisbon estranhar sua falta, rastrear sua localização e mandar alguém para pegá-lo – ele só esperava que não fosse ela mesma, porque, se ela viesse, e sozinha, só iria resultar na morte dela. E, ele seria forçado a sentar na cadeira, amarrado, assistindo. – Pessoas como você são o motivo de a gente ainda ter isso na Califórnia.
- Muito simples. – Red John dispensou. – Esse seria o fim perfeito para a história, se isso fosse um conto de fadas. Infelizmente para você, isso não é tão simples quanto a sua Lisbon gostaria que fosse. Se fosse, eu já teria sido pego mas, aliás, eu não estou nem atrás das grades, nem morto.
- Você vai estar. - Jane insistiu – Logo.
- Não antes da sua Lisbon. – Ele contou.
Tão possessivo, ele noticiou. Mas possessivo no comportamento. Ele constantemente se referia a ela como “sua Lisbon”, rotulando-a como uma de suas amenidades. Agora era óbvio que Lisbon era seu próximo alvo – a fraqueza de Jane, a última maneira de machuca-lo.
- Ela não é minha Lisbon. – Ele grunhiu.
- Tão ingênuo. – Ele notou. – Você sabe mais. Eu sei que ela significa mais pra você. – Ele insistiu, retornando com a faca para o pescoço de Jane. – Eu pensei que você havia aprendido da primeira vez. Alguém que calunia pessoas que nem conhece publicamente não merece coisas tão bonitas.
Ele estava irritando-o, e, por mais que Jane tentasse ao máximo manter o controle da situação, estava falhando miseravelmente.
- Elas não mereciam o que fez a elas. – Ele balançou sua cabeça, se assegurando de mantê-la longe da lâmina.
- Mas você sim.
- Elas eram inocentes. – Ele argumentou.
- Mas você precisava de punição. – Ele disse. – Você cometeu um grave erro de julgamento aquele dia Sr. Jane.
- Eu disse a verdade. – Ele se defendeu.
- A verdade dói. – Red John o lembrou. – Apesar de nunca ser dito especificamente a quem dói. Nesse caso, sua percepção de verdade era incorreta e as pessoas estão muito mais inclinadas a acreditar que as características ruins são verdadeiras do que as boas. E você tinha que ter essa experiência em primeira mão para entender.
- Você tirou minha filha de mim. – Ele cuspiu, seus olhos fixos no unicórnio.
- Todas eram filhas de alguém. – Ele deu uma desculpa. – Mas a sua... Ela era muito jovem, entretanto. Não o meu usual, eu admito.
- Ela era inocente. – Jane disse, sua voz soando como se implorasse.
- Sim, ela era. – Ele mostrou seu conhecimento. – Ela era perfeitamente inocente, diferente da maneira como o pai dela fornecia falsa esperança a milhões de outras pessoas inocentes. Me conte, Sr. Jane, como você se sentiria se um vigarista houvesse enganado sua filha, como você fez com muitos outros? – Ele propôs.
Jane nem se deu ao luxo de pensar.
- Minha esposa...
- Aquele foi um erro de má comunicação. Triste. – Ele admitiu. – Ela não teria que morrer, se ela não tivesse entrado no quarto no momento errado. – Então, sua esposa tinha entrado para ver o que acontecia. Ela havia entrado no quarto da menininha deles e vendo ela sendo dilacerada. Raiva subiu tanto por suas veias que ele podia sentir seus olhos queimando. – Ainda assim ela era linda, não?
- Você tirou minha família de mim.
- E você tirou minha humanidade de mim.
- Eu expus você pra o que você realmente é. – Jane se defendeu.
Dessa vez, foi Red John quem citou William Blake.
- When the stars threw down their spears, and watered heaven with their tears, did he smile his work to see? Did he who made the Lamb, make thee? – Ele provocou, chegando próximo a orelha de Jane, por trás dele. – Você quer realmente saber o que fez o monstro, Sr. Jane? – Ele perguntou. – Você fez.
- O monstro já estava ali. – Ele aclamou.
- Mas você o trouxe para fora. – Ele continuou. – Você trouxe o monstro para sua porta, para o lado da cama da sua filha. Você pode ter trazido a faca para garganta delas com suas próprias mãos também. E agora, você vai fazer o mesmo com a garganta de sua Lisbon. Por sua causa, ela foi trazida pra dentro dessa... contenda. Vamos chama-lo assim? É, parece apropriado. Parece injusto chamar isso de perseguição, já que eu tenho que te atrair para o lado certo todas as vezes. – Ele parou, insultando a inteligência de Jane e continuando rapidamente seu discurso, ele sentiu calafrios. – Por sua causa, sua Lisbon vai ter sua garganta aberta, suas unhas dos pés pintadas com seu próprio sangue. A cor do cabelo dela é perfeita, para o esquema. Pois preto combina muito com vermelho, principalmente vermelho sangue...
- Você não vai se aproximar dela. – Jane o interrompeu, sua determinação se desintegrando diante dos comentários do Red John.
- Mas eu já me aproximei. – Ele falou, sentindo prazer nas respostas de Jane a seus insultos e provocações. – Eu fique oh, tão perto dela que conseguia sentir seu cheiro. Canela, não? – Jane estava em silêncio, lutando para conseguir respirar calmamente. – Mas você já sabe disso. Você já esteve próximo dela também.
- Não a machuque – Jane suplicou.
- Você está implorando? – Ele notou. – Nossa, nós estamos desesperados essa tarde.
- Só faça o que você veio aqui para fazer. – Jane disse a ele, tirando seus olhos do unicórnio e tentando olhar por sobre o ombro. – Você quer me ver sofrer.
- Tirar sua vida não fará você sofrer. Fará você sair do jogo. – Ele apontou. – E eu estou me divertindo um pouco mais que o devido com o nosso joguinho para acaba-lo agora.
Ele foi para a frente de Jane, finalmente se revelando para ele. Sem máscaras. Só o homem. Jane observou as sobrancelhas espessas, o brilho ameaçador em seus olhos, o queixo protuberante. Justamente como ela havia esperado, um homem pouco mais velho que ele, talvez no meio de seus quarenta, com cabelos pretos e olhos marrons para combinar. Escuridão estava nele de todas as formas possíveis. Esse era o homem que havia assassinado sua mulher e sua filha. O homem que o insultou e torturou mentalmente.
Esse era Red John em sua frente, com a faca na mão.
Esse era o momento, ele supôs, em que Patrick Jane morria.
- Eu espero que você apodreça no inferno. – Jane cuspiu as palavras em Red John.
O homem na frente dele mexeu os lábios num sorriso doente. Ele conseguia imaginar sua filha apavorada caso tivesse acordado e visto esse homem ao lado de sua cama.
- Junto com a sua família, eu posso te garantir.
Red John levantou a lâmina, e a trouxe de volta com tanta força que com certeza o teria estraçalhado Jane não fechou os olhos, mas ele moveu seu olhar para a esquerda, para que assim pudesse ver o unicórnio cor de rosa na mesa novamente. Ele viu, enquanto piscava, o movimento do braço de Red John começar a vir em sua direção, o tempo começando a passar mais vagarosamente, enquanto ele esperava que, como de praxe, sua vida passasse diante de seus olhos. De qualquer forma, ele não viu nada. Ele não viu clipes de momentos agradáveis ou minutos que ele se arrependia, ele não viu um insaciável sentido para a vida, nenhum sinal de um lugar depois dessa vida onde ele pudesse ficar em paz com sua família. Ele não viu nada, mas ele ouviu algo que mudou o jogo consideravelmente.
Disparos.
Cinco deles.
A força no seu braço desapareceu, e ao contrário, todo o seu corpo caiu sobre Jane. Uma onda de dor veio sobre o lado direito de seu torso, fazendo gritar de dor instintivamente, assim que o corpo de Red John colidiu com o seu, deslizando para o chão. A faca, agora ensanguentada, ele notou confuso, caiu no chão com um barulho. Jane olhou para a frente, na direção onde Red John estava, vendo uma nova pessoa parada na porta da cozinha, alguém que nenhum deles havia antecipado.
- Cho?
O agente se aproximou correndo, chutando rapidamente a faca para longe do corpo caído. E então, ele se agachou sobre Red John, colocando seus dedos no pescoço dele, antes de murmurar as palavras que Jane estremeceu ao ouvir.
- Ele se foi.
- Ele se foi? – Jane repetiu, desnorteado.
Cho assentiu, soltando um suspiro.
- Ele está morto.
A respiração de Jane acelerou, seu coração de repente acelerado, como se ele não conseguisse convencer a si mesmo de que havia acabado.
- Red John está... morto.
- É, tudo acabou. – Cho confirmou.
Ele se sentiu tonto assim que as palavras recaíram sobre ele. Red John estava morto. Trinta segundos antes daquilo, Jane estava preparado para morrer – por sua esposa, por sua filha, e sim, por Lisbon também. Mas agora... ele se fora. Ele deixou sua cabeça pender para o lado, para ver aquilo novamente por si mesmo. Jane podia ver sangue formando uma poça no chão de sua cozinha. Poça de sangue que saia do tórax de Red John. Ele estava com o rosto voltado para o chão, então, Jane não podia ver o rosto dele, só seu corpo sem vida.
- Você é um idiota, sabia? – Cho disse a ele, tirando seus olhos do corpo.
- Aham... – Ele reconheceu, fracamente. Ele tentou se mover, mas então se lembrou que suas mãos estavam atadas. – Você... Você pode me tirar daqui? – Ele perguntou, se sentindo repentinamente muito cansado.
Cho se moveu para o seu lado, desatando o nó que mantinha suas mãos juntas. Jane girou seu braço, com um barulho audível enquanto o fazia.
- Você foi cortado. – Cho notou, inspecionando sua lateral vagamente. O tecido de sua camisa se moveu facilmente para mostrar a pele cortada. – Você precisa ir para a emergência, segure isso contra o machucado. – Ele disse, pegando a jaqueta de Jane, que era o que estava mais próximo, e pressionando contra o corte.
Jane pressionou ali, e então, olhou o sangue que saia de sua camisa e ia para o chão, do lado de seu pé, não muito longe do corpo de Red John, que agora era quase uma piscina de sangue.
– Wow, aquilo é bastante sangue. – Ele observou, sua voz mais alta que o natural. Aparentemente, perda de sangue era a causa de sua letargia. Aquilo fazia todo o sentido.
- Ele deve ter te acertado quando caiu. – Cho falou. – Vai pro carro, eu preciso falar com Lisbon.
Cho procurou por seu telefone, mas Jane balançou a cabeça, tirando-o dele.
- Uh... Eu não acho isso uma boa ideia. – Ele disse.
Cho o encarou.
- Jane, Red John está morto. – Ele apontou.
- É, mas... ela vai ficar brava. – Ele respondeu. – Chame uma equipe de reforço, limpe essa bagunça e então eu falarei com Lisbon.
Cho assentiu, revirando os olhos.
- Só vai pro carro. – Ele disse. – Espere lá.
- Unicórnio, por favor. – Ele disse, esticando sua mão para a mesa. Cho olhou para ele como se ele estivesse insano. – Ah, vamos. – Ele resmungou. – Eu vou sentar no carro como um bom garoto se você me der o unicórnio da minha filha.
Cho segurou o unicórnio e o passou para Jane, que o tomou com a mão que não pressionava a jaqueta sobre o machucado. E então, como Cho havia pedido, ele foi sentar-se no carro, calmamente por causa da dor, mas sentindo-se um tanto melhor por causa do bicho de pelúcia sob seu braço. Quando ele se virou para ver o homem fazendo a chamada em eu telefone, ele se deu conta de que ele realmente não estava ligando para Lisbon, e ele fez algo que não estava esperando fazer. Ele sorriu.
O assassino de sua esposa e de sua filha estava morto.
Ele poderia construir uma nova vida, sabendo que seu amor e sua filinha estavam agora descansando em paz.
Ele poderia deixar essa casa para trás, nunca mais olhar para aquela face sorridente de novo.
E ele havia cumprido sua promessa para com Lisbon também. Ele havia prometido que Red John não a machucaria, e que ele não morreria por suas mãos.
E ele tinha o unicórnio rosa de sua filha de baixo de seu braço.
Então, Patrick Jane sorriu.
*AWOL: Abscent Without Leaving, sigla militar.
Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Uauuuuuuuuuuuuuuuuu
Mas que cap impactante, to em choque com tantos acontecimentos.
Não acredito que finalmente Patrick terá paz...
Olha a cena dele com Red John foi fantastica, de arrepiar...
Amei, amei, amei esse cap
Beijinhos
gi
Mas que cap impactante, to em choque com tantos acontecimentos.
Não acredito que finalmente Patrick terá paz...
Olha a cena dele com Red John foi fantastica, de arrepiar...
Amei, amei, amei esse cap
Beijinhos
gi
ladymarion- Mentalista Treinee

- Data de inscrição: 05/05/2009
Mensagens: 434

Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
MUITO BOM!!!
Nossa, achei tão fofo isso do Jane se preocupar em manter a promessa!!
Nem sei o que falar, só me vem a mente : PERFEITO, PERFEITO, PERFEITO!!!
Nossa, achei tão fofo isso do Jane se preocupar em manter a promessa!!
Nem sei o que falar, só me vem a mente : PERFEITO, PERFEITO, PERFEITO!!!

Priscila.- Detetive Novato

- Data de inscrição: 23/05/2010
Mensagens: 252

Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
HEY PEOPLE!
Depois de muita insistencia por parte da Pri, e um pouquinho de trabalho, espero não ter demorado muito pra postar o cap novo!
Aqui vai! O último!
Depois desse tem só o epílogo (:
Reta final!
Enjoy!
Jane continuou sorrindo até entrarem no elevador da CBI. Então, ele começou a se sentir nervoso. Ele sempre teve essa tremedeira, algo como um sexto-sentido, sempre que Lisbon iria brigar com ele. Ele já estava acostumado com isso, e as vezes usava isso para evitar as brigas, mas hoje era diferente – não havia como sair disso, porque, quanto mais ele evitasse, maior seria a briga quando Lisbon o encontrasse.
- Você vai contar a Lisbon. – Cho disse, como se quem tivesse os superpoderes de observação fosse ele. E não era um pedido, era uma ordem.
Jane fez uma careta, agarrando-se mais ao unicórnio de pelúcia da filha.
- Eu não quero contar a ela. – Ele argumentou fracamente.
- Ela vai saber só de olhar pra ti que você fez algo errado. – Cho contrapôs.
- Eu não fiz nada errado. – Jane se defendeu, mas o sangue em sua camisa e a presença do bicho debaixo de seu braço automaticamente o tornava suspeito. – Na verdade, eu fiz uma coisa boa hoje. – Ele se ostentou.
- Red John pode estar morto, mas Lisbon não sabe disso. – Ele disse. – A única coisa que ela sabe é que você deixou o prédio no meio de um caso do Red John, o que normalmente significa que você fez algo errado.
Quando as portas do elevador se abriram e eles pisaram no hall, Jane zombou:
- Bom, se ela esta com tantas suspeitas de eu ter feito algo errado, ela vai descobrir sozinha.
- Tem sangue na sua camisa. – Cho mostrou.
Jane olhou para si mesmo.
- Ah, isso ajuda. – Ele noticiou. – Agora eu, definitivamente, não vou ter que contar a ela.
- Me contar o que?
Os olhos de Jane se arregalaram um pouco enquanto Cho foi para sua mesa rapidamente, escapando antes que Lisbon pudesse trazê-lo para a equação. Jane, por outro lado, não podia fugir. Ele apenas se virou sobre seus pés para vê-la parada na entrada da cozinha. Ele olhou em volta por uma distração, não achou nenhuma. Então, se aproximou dela, cobrindo o sangue com a sua jaqueta e o unicórnio.
- Oi Lisbon. – Ele sorriu.
- Onde diabos você esteve? – Ela perguntou irritada. – Nós estamos no meio de um caso!
Oh, ela estava brava. Incrivelmente brava. Ele duvidava que a tivesse visto tão brava quanto naquele momento. Esse era um nive especial da raiva de Lisbon que normalmente se tentava deixar de lado. Mas agora ele estava sendo liberado – nele.
- É... Sobre isso...
- Você não está mais nele. – Ela respondeu rapidamente.
- Isso não será necessário...
- Já chega Jane.
Ele franziu a testa.
- Você ao menos quer saber o que eu fiz com a minha tarde? – Ele perguntou.
- Não. – Ela balançou a cabeça. – Se você me contar o que aconteceu, eu vou ter que fazer um relatório.
Ele se retesou por um momento, por causa do comentário dela. Ele sorriu tentador.
- Você tem certeza que não quer saber? – Ele perguntou de novo. – É muito bom.
Ela simplesmente o encarou.
- Você deveria estar aqui há duas horas para a gente se encontrar com Hightower sobre a conferência de imprensa.
- Eu sei.
- Você me prometeu que estaria na reunião, e você está atrasado. Atrasado duas horas. Hightower foi embora há uma hora! Me perdoe se isso não me deixa contente em te ver!
Ele levantou um dedo.
- Eu posso explicar isso.
- Eu mal posso esperar para ouvir. – Ela disse, se escorando em uma das mesas e cruzando os braços na frente do corpo.
Ele franziu a sobrancelha.
- Mas a um minuto atrás você não queria saber o que eu tinha feito.
- Eu só quero saber porque você está atrasado. – Ela disse a ele. – E, daqui a pouco, você vai ter que explicar o unicórnio. Mas agora, o atraso.
- Oh, ok. – Ele assentiu, abaixando um pouco o braço que segurava a jaqueta como uma proteção. Ele tocou a jaqueta na mesa mais próxima, a que ela estava escorada, colocando o unicórnio mais cuidadosamente em uma das cadeiras. Quando ele se ajeitou novamente, ela conseguiu ver todo o sangue que cobria sua camisa.
Ela enrijeceu.
- O que é isso? – Ela perguntou, pulando da mesa e diminuindo a distância entre eles, seu instinto fazendo-a automaticamente esticar as mãos para ver o machucado dele.
- Não, não me toque. – Ele disse, se afastando um pouco, mas ela ainda assim tentou ver. – Eu disse, não toque, mulher! – Ele a repreendeu discretamente, afastando a mão dela.
- Porque você está coberto de sangue? – Ela perguntou. – O que você fez?
- Eu não estou coberto de sangue. – Ele indeferiu. – Só tem um pouco de sangue na minha camiseta onde eu não pude lavar.
Os olhos dela se arregalaram, e, tirando a raiva, ele conseguia ver a preocupação emergir nos olhos dela.
- Um pouco? – Ela repetiu. – Então, tinha mais?
- Oh, tinha. – Ele confirmou.
- Me diz que você foi no pronto socorro. – Ela murmurou.
- Sim, eu fui. – Mesmo que essa fosse a resposta que ela queria ouvir, não era a que ela esperava, então, ela o encarou. – Ah, vamos. – Ele choramingou. – Você gostaria de ver os pontos feitos muito profissionalmente em mim, já que não acredita? – Ele perguntou. – Ou, quem sabe, você preferiria ver meus papéis de alta...
- Certo, eu acredito em você. – Ela acenou impaciente. – Agora, o que aconteceu?
Ele olhou para longe dela estranhamente.
- Eu prometi que estaria aqui para aquela reunião sobre Red John, então acredito que deveríamos ir para ela agora.
- Você prometeu que estaria aqui na hora. – Ela adicionou. – Além do que, a gente não pode ter aquela reunião sem a Hightower.
- Se você não se importa, eu gostaria de ter essa reunião sem a Hightower. – Ele explicou.
- Porque? – Ela perguntou, olhando para ele, desconfiada. Jane enrijeceu desconfortável, tremendo, um pouco por causa dos pontos, mas a maior parte foi um “eu vou entrar em problemas”. Lisbon reconheceu aquela expressão, e arregalou os olhos, incrédula. – Jane, o que você fez? – Ela perguntou. – Você... Você foi atrás dele, não foi?
- O que? – Ele perguntou inocentemente.
- Você foi atrás do Red John. – Ela repetiu, não mais como uma pergunta.
- Não! – Ele se defendeu. – Como você sabe que eu não me bati em uma mesa, ou algo?
Ela abriu a camisa dele com uma estranha prática, e inspecionou os pontos que já estavam a mostra, pois ele colocou a desconfortável gaze para longe.
- Porque você tem um corte que é exatamente igual ao de uma faca com cinco pontos. Ninguém ganha um desses ao bater em uma mesa. – Ela balançou a cabeça incrédula. – Eu não consigo acreditar nisso. Você mentiu pra mim! De novo!
Ele deu de ombros.
- Eu fui ao pronto socorro, nada de danos...
- Nada de danos? – Ela perguntou, em choque.
- Ok, foi uma ideia estúpida. – Ele disse. – Eu posso admitir isso.
- Isso é um eufemismo. Você é um idiota, Jane.
- Como Cho me disse, e depois a enfermeira do pronto socorro, e depois Cho de novo. – Ele confirmou, cuidadoso, observando os olhos dela. – Você está brava comigo.
- Sim.
- Eu só estava tentando ajudar. – Ele explicou.
- Isso poderia ter custado sua vida! – Ela argumentou.
- Ah. – Ele se deu conta. – Você está preocupada.
Ela indicou o sangue na camisa dele.
- Você desapareceu e me vem horas depois com sangue na sua camisa e não quer que eu fique preocupada?
Ele levantou um dedo.
- Tecnicamente, não é a primeira vez...
- Você precisa parar de ser tão descuidado. – Ela disse.
- Teresa, se eu tivesse sido descuidado, eu estaria morto agora. – Ele disse a ela solenemente.
Com isso, houve um silêncio definitivo, um que ficou no ar por algum tempo. Sem perguntar, ela assumiu que, houve um encontro com Red John, e, Jane, de alguma forma, por razões que ela ainda não tinha certeza, escapou vivo e com cinco pontos para contar história. Ela considerou isso outro aviso, de que Jane havia cruzado o limite de o quão perto Red John queria que ele estivesse. Mas agora, ela estava segura de que algo mais havia acontecido.
- Me conte o que aconteceu. – ela ordenou.
Ele evitou os olhos dela, olhando a sala em volta.
- Você não queria saber. – Ele a lembrou.
- Isso foi antes de você me dizer que poderia estar morto. – Ela disse. – Agora, eu quero saber, e você vai me contar tudo, ou eu juro por Deus que vou te colocar de novo no hospital antes que ele te mande para um necrotério.
Aquilo foi claro, mas desnecessário.
- Isso não vai acontecer. – Ele a assegurou com seu sorriso confiante.
- Não dessa vez! – Ela exclamou. – Você mesmo disse que ele está por ai pronto para te pegar!
- E eu estou vivo. – Ele apontou. – Você não pode ficar feliz com isso?
Ela resistiu a tentação de lhe dar um soco.
- Você tem que entender que você tem limitações. Você não é imortal Jane.
- Isso? – Ele perguntou, apontando seus pontos. – Isso não é uma limitação. Isso é um arranhão.
- É o corte de uma facada! – Ela o corrigiu. – E se fosse um centímetro mais fundo e um centímetro mais para trás, provavelmente teria pegado um rim, e você teria sangrado até a morte!
Ele assentiu devagar.
- Eu vejo que estamos tendo um copo-meio-vazio hoje.
Ela rolou os olhos.
- Isso não é divertido. – Ela disse, seca.
- Você sabe o que não é divertido? – Ele a desafiou. – A maneira como você está brava comigo, e como você continua me chamando de “Jane”, quando, há alguns dias atrás você estava me chamando pelo meu primeiro nome, e declarando que tinha sentimentos íntimos por mim.
- Nós não vamos falar disso agora. – Ela disse, definitiva.
- Você falou a verdade? –Ele perguntou, ignorando a declaração anterior dela.
- Jane...
- Você faliu a verdade Teresa?
- Sim. – Ela murmurou. – Sim, eu falei. Feliz?
O sorriso que ele exibia só demonstrava o que ele disse.
- Extático!
- Mas isso não significa que ainda não é complicado. – Ela falou. – Eu falei a verdade sobre isso também.
- Não tem que ser. – Ele disse.
- O trabalho vem primeiro, Jane. – Ela o relembrou.
- O trabalho como um todo, ou só nesse caso? – Ele perguntou.
- O trabalho. – Ela confirmou. – O trabalho que consome a maior parte das horas acordadas de nossas vidas.
- Pelo menos nós estamos juntos quando temos que trabalhar. – Ele sorriu galanteador. – A maioria dos casais não podem dizer isso.
Ela franziu a testa.
- Nós não somos um casal. Nós somos...
- O que nós somos? – Ele perguntou.
- Eu não sei. – Ela se apressou em dizer, tentando voltar ao outro assunto. – Jane, isso não é tão simples quanto você quer que seja...
- Sim, é sim. – Ele sorriu.
- Não, não é. – Ela balançou a cabeça. – Principalmente quando eu sei que você vai me afastar a cada vez que o nome de Red John aparecer em um caso.
- Isso não vai mais acontecer. – Ele a assegurou.
- E porque isso vai de repente mudar? – Ela perguntou, não acreditando ele.
- Porque Red John está morto. - Ele disse, simplesmente.
E a novidade que deveria fazê-la feliz, que deveria fazê-la se jogar nos braços dele, fizeram ao contrário. Ela ficou mais brava do que antes.
- Como é que é? – Ela perguntou, sua voz perigosamente baixa. Talvez ele estivesse enganado quando pensou que isso seria uma novidade boa para eles.
- Ele está morto. – Ele repetiu. – O corpo dele está no chão da minha cozinha, mas Cho está lidando com isso. – Ele a assegurou, antes que ela corresse e começasse a focar no caso.
Ela parecia ficar mais brava a cada palavra que ele dizia.
- Você me prometeu. – Ela disse, seu sangue fervendo.
- Eu prometi. – Ele disse. – E eu não o matei. – Ele se defendeu rapidamente. – Eu não matei, eu juro, eu sei que eu te prometi, então eu não matei. Cho matou.
- Cho. – Ela repetiu.
- Sim.
- Cho matou Red John.
- Bom, eu certamente não podia ter feito isso, já que eu estava com meus braços amarrados atrás de mim e uma faca na minha garganta. Cho chegou na minha casa e atirou no filho da puta antes que ele pudesse atravessar minha jugular com a faca, como ele estava planejando, e, quando o corpo caiu, ele ainda estava segurando a faca, e pegou em mim, como você pode ver. Então, Red John está morto. – Ele explicou. – As coisas são simples assim.
- Cho matou Red John. – Ela repetiu de novo.
- Sim, ele matou. – Ele confirmou. – E eu estou feliz por isso.
Ela franziu a sobrancelhas, claramente mais confusa.
- Você está?
Ele assentiu.
- Cho o matou porque era seu trabalho. Eu não o teria matado por causa do trabalho. Se é que vale de algo.. Você estava certa. – Ele disse. –A vingança não teria mudado nada. Eu consigo ver isso agora.
E nessa hora, ela deu a ele um pequeno sorriso. Depois de todos os segredos que ela compartilhou com ele, significava muito para ela ouvir ele dizer aquilo.
- Eu fico feliz com isso. – Ela disse suavemente.
Agora que a raiva dela estava diminuindo, ele suspirou.
- Cho está ligando para Hightower. – Ele explicou. Eu acho que ela estará aqui em breve, então não temos muito tempo.
Ela franziu a testa um pouco.
- Tempo para que?
Ele a puxou para um beijo profundo, surpreendendo-a com a velocidade e a urgência com a qual ele a puxou para ele.
- Tempo de ser honestos um com o outro. – Ele disse, as palavras sussurradas contra os lábios dela de uma maneira que a fizeram tremer.
- Patrick. – Ela suspirou.
- Assim é melhor. – Ele sorriu. – Primeiros nomes de novo. Eu prefiro assim.
- O que você quer Patrick? – Ela sorriu diretamente para ele.
- Você quer a resposta longa ou a curta? – Ele perguntou.
- Eu quero a verdade.
Ele colocou uma mão na bochecha dela, a mantendo próxima dele, só para caso ela quisesse se afastar.
- A verdade é, eu quero passar todos os dias com você. – Ele disse honestamente. – Eu quero acordar do seu lado toda a manhã, e quero ir dormir nos seus braços todas as noites. Eu quero brigar pra ver quem vai lavar a louça e discutir sobre os nossos gostos de livros e filmes. Eu quero ser a pessoa que vai te beijar depois que te irritarem. Eu quero que você ria de mim por eu ter queimado o jantar, quero que seja você que grite comigo por eu não ter colocado minhas meias e minhas cuecas no cesto de roupas sujas, e quero que seja você que me force a sair da cama. Eu quero te ver dormir quando você estiver desesperada para ficar acordada, eu quero gastar meu tempo conhecendo todos os seus hábitos dos quais eu ainda não tenho conhecimento. eu quero poder te amar todos os dias e todas as horas. Eu quero nós. Eu e você.
Ela ficou em silêncio, e depois saiu de qualquer ilha de fantasias na qual estava enquanto ele falava.
- Parece que você pensou bastante nisso. – Foi a resposta dela, a primeira que lhe veio a cabeça. A primeira frase coerente que conseguiu formular.
- Eu não consegui parar de pensar nisso. – Ele disse. – Não desde aquela noite.
- Patrick. – Ela murmurou, hesitante por um momento.
- Você pediu a verdade. – Ele a relembrou. – E a verdade é que eu estou apaixonado por você Teresa. – Ela prendeu a respiração com isso. – E, se você conseguir olhar nos meus olhos e dizer que não sente o mesmo, eu nunca mais vou mencionar isso, mas eu preciso tentar, porque me mata toda a vez que eu chego perto de você. Estar perto de você e saber que eu não posso... – Ele ficou sem palavras, e terminou sua sentença beijando-a. quando ele se afastou, falou novamente. – Se você conseguir fazer aquilo, eu nunca mais falo nisso. Mas por favor... Fale algo.
Ela respondeu beijando-o ferozmente, esquecendo que eles ainda estavam na sala de intervalo, onde qualquer um poderia entrar e vê-los. Suas bocas estavam seladas, suas línguas dançavam. O beijo os moveu, emocionalmente e fisicamente. Quando Lisbon se afastou, ela estava sendo prensada contra o armário da pia, Jane a abraçando contra si. Ela nunca se imaginou numa situação como essa. Patrick Jane, seu consultor, ali, na cozinha da CBI, a abraçando, sem Red John, sem família, só os dois. Isso era um sonho. Mas ainda assim, ali estava ela, conjurando palavras de amor e comprometimento em seu ouvido.
- Então, isso significa... – Ele sussurrou, respirando pesadamente contra ela, quando eles se afastaram.
- Você sabe o que isso significa.
- Uau. – Ele respirou fundo.
Ela suspirou.
- Eu só não sei como isso vai funcionar.
- Isso também, é bem simples. – Ele a assegurou. – Você vai se render ao meu charme depois de todos esses anos e nós estaremos perdidamente apaixonados e vivendo felizes para sempre.
Ela sorriu, mas balançou a cabeça.
- Eu to falando sério, Patrick.
- Você acha que eu arriscaria tudo se eu não tivesse falando sério? – Ele perguntou a ela. – Vai ser difícil, e nós vamos ter que provar a todos que é isso que queremos e não é um erro, mas eu posso fazer isso. Eu posso defender a nossa relação. Lutando por nós. Eu vou lutar por nós se você estiver nisso comigo.
- Você me ama. – Ela sussurrou.
- Sim, eu amo. – Ele assentiu. – Eu te amo. – Ela ficou em silêncio. – Mas... você não me ama?
- Claro que sim. – Ela disse. – Mas é que... É uma palavra difícil pra mim dizer.
Ele riu suavemente.
- Você acha que foi fácil para eu dizer?
Ela sorriu tristemente, seus olhos longe.
- O único homem ao qual eu disse “eu te amo” roubou meu filho de dois anos, fez coisas indizíveis com ele e o deixou na rua. Eu disse a Mark que o amava e em resposta ele tirou meu Ben de mim e tirou a vida dele. – Ela colocou a mão na bochecha dele. – Eu sei que você não é o monstro que ele era e que você nunca faria algo assim, mas eu não fui capaz de dizer essas palavras desde aquilo.
Ele assentiu.
- Desde que você se sinta dessa maneira.
- Você sabe que eu sinto. – Ela o assegurou, pressionando seus lábios para os dele mais uma vez.
Quando eles se separaram, ela suspirou profundamente, descansando sua cabeça no ombro dele.
- O unicórnio? – Ela perguntou.
- Oh. – Ele lembrou. Olhando por sobre seu ombro. – Era da minha filha. – Ele disse a ela.
- Porque você trouxe isso para cá?
Ele deu de ombros.
- Eu quis.
- Ok. – Ela aceitou.
- Ok? – Ele perguntou.
- Está realmente tudo acabado, não? – Ela se deu conta. – Ele realmente se foi.
- Sim, ele foi.
Ele sentiu ela sorrir contra seu ombro.
- É muito bom saber que eu não vou ser assassinada.
- É. – Ele assentiu, colocando seus braços em volta dela. – É um grande alivio pra mim também.
Depois de muita insistencia por parte da Pri, e um pouquinho de trabalho, espero não ter demorado muito pra postar o cap novo!
Aqui vai! O último!
Depois desse tem só o epílogo (:
Reta final!
Enjoy!
CAPÍTULO 8
Jane continuou sorrindo até entrarem no elevador da CBI. Então, ele começou a se sentir nervoso. Ele sempre teve essa tremedeira, algo como um sexto-sentido, sempre que Lisbon iria brigar com ele. Ele já estava acostumado com isso, e as vezes usava isso para evitar as brigas, mas hoje era diferente – não havia como sair disso, porque, quanto mais ele evitasse, maior seria a briga quando Lisbon o encontrasse.
- Você vai contar a Lisbon. – Cho disse, como se quem tivesse os superpoderes de observação fosse ele. E não era um pedido, era uma ordem.
Jane fez uma careta, agarrando-se mais ao unicórnio de pelúcia da filha.
- Eu não quero contar a ela. – Ele argumentou fracamente.
- Ela vai saber só de olhar pra ti que você fez algo errado. – Cho contrapôs.
- Eu não fiz nada errado. – Jane se defendeu, mas o sangue em sua camisa e a presença do bicho debaixo de seu braço automaticamente o tornava suspeito. – Na verdade, eu fiz uma coisa boa hoje. – Ele se ostentou.
- Red John pode estar morto, mas Lisbon não sabe disso. – Ele disse. – A única coisa que ela sabe é que você deixou o prédio no meio de um caso do Red John, o que normalmente significa que você fez algo errado.
Quando as portas do elevador se abriram e eles pisaram no hall, Jane zombou:
- Bom, se ela esta com tantas suspeitas de eu ter feito algo errado, ela vai descobrir sozinha.
- Tem sangue na sua camisa. – Cho mostrou.
Jane olhou para si mesmo.
- Ah, isso ajuda. – Ele noticiou. – Agora eu, definitivamente, não vou ter que contar a ela.
- Me contar o que?
Os olhos de Jane se arregalaram um pouco enquanto Cho foi para sua mesa rapidamente, escapando antes que Lisbon pudesse trazê-lo para a equação. Jane, por outro lado, não podia fugir. Ele apenas se virou sobre seus pés para vê-la parada na entrada da cozinha. Ele olhou em volta por uma distração, não achou nenhuma. Então, se aproximou dela, cobrindo o sangue com a sua jaqueta e o unicórnio.
- Oi Lisbon. – Ele sorriu.
- Onde diabos você esteve? – Ela perguntou irritada. – Nós estamos no meio de um caso!
Oh, ela estava brava. Incrivelmente brava. Ele duvidava que a tivesse visto tão brava quanto naquele momento. Esse era um nive especial da raiva de Lisbon que normalmente se tentava deixar de lado. Mas agora ele estava sendo liberado – nele.
- É... Sobre isso...
- Você não está mais nele. – Ela respondeu rapidamente.
- Isso não será necessário...
- Já chega Jane.
Ele franziu a testa.
- Você ao menos quer saber o que eu fiz com a minha tarde? – Ele perguntou.
- Não. – Ela balançou a cabeça. – Se você me contar o que aconteceu, eu vou ter que fazer um relatório.
Ele se retesou por um momento, por causa do comentário dela. Ele sorriu tentador.
- Você tem certeza que não quer saber? – Ele perguntou de novo. – É muito bom.
Ela simplesmente o encarou.
- Você deveria estar aqui há duas horas para a gente se encontrar com Hightower sobre a conferência de imprensa.
- Eu sei.
- Você me prometeu que estaria na reunião, e você está atrasado. Atrasado duas horas. Hightower foi embora há uma hora! Me perdoe se isso não me deixa contente em te ver!
Ele levantou um dedo.
- Eu posso explicar isso.
- Eu mal posso esperar para ouvir. – Ela disse, se escorando em uma das mesas e cruzando os braços na frente do corpo.
Ele franziu a sobrancelha.
- Mas a um minuto atrás você não queria saber o que eu tinha feito.
- Eu só quero saber porque você está atrasado. – Ela disse a ele. – E, daqui a pouco, você vai ter que explicar o unicórnio. Mas agora, o atraso.
- Oh, ok. – Ele assentiu, abaixando um pouco o braço que segurava a jaqueta como uma proteção. Ele tocou a jaqueta na mesa mais próxima, a que ela estava escorada, colocando o unicórnio mais cuidadosamente em uma das cadeiras. Quando ele se ajeitou novamente, ela conseguiu ver todo o sangue que cobria sua camisa.
Ela enrijeceu.
- O que é isso? – Ela perguntou, pulando da mesa e diminuindo a distância entre eles, seu instinto fazendo-a automaticamente esticar as mãos para ver o machucado dele.
- Não, não me toque. – Ele disse, se afastando um pouco, mas ela ainda assim tentou ver. – Eu disse, não toque, mulher! – Ele a repreendeu discretamente, afastando a mão dela.
- Porque você está coberto de sangue? – Ela perguntou. – O que você fez?
- Eu não estou coberto de sangue. – Ele indeferiu. – Só tem um pouco de sangue na minha camiseta onde eu não pude lavar.
Os olhos dela se arregalaram, e, tirando a raiva, ele conseguia ver a preocupação emergir nos olhos dela.
- Um pouco? – Ela repetiu. – Então, tinha mais?
- Oh, tinha. – Ele confirmou.
- Me diz que você foi no pronto socorro. – Ela murmurou.
- Sim, eu fui. – Mesmo que essa fosse a resposta que ela queria ouvir, não era a que ela esperava, então, ela o encarou. – Ah, vamos. – Ele choramingou. – Você gostaria de ver os pontos feitos muito profissionalmente em mim, já que não acredita? – Ele perguntou. – Ou, quem sabe, você preferiria ver meus papéis de alta...
- Certo, eu acredito em você. – Ela acenou impaciente. – Agora, o que aconteceu?
Ele olhou para longe dela estranhamente.
- Eu prometi que estaria aqui para aquela reunião sobre Red John, então acredito que deveríamos ir para ela agora.
- Você prometeu que estaria aqui na hora. – Ela adicionou. – Além do que, a gente não pode ter aquela reunião sem a Hightower.
- Se você não se importa, eu gostaria de ter essa reunião sem a Hightower. – Ele explicou.
- Porque? – Ela perguntou, olhando para ele, desconfiada. Jane enrijeceu desconfortável, tremendo, um pouco por causa dos pontos, mas a maior parte foi um “eu vou entrar em problemas”. Lisbon reconheceu aquela expressão, e arregalou os olhos, incrédula. – Jane, o que você fez? – Ela perguntou. – Você... Você foi atrás dele, não foi?
- O que? – Ele perguntou inocentemente.
- Você foi atrás do Red John. – Ela repetiu, não mais como uma pergunta.
- Não! – Ele se defendeu. – Como você sabe que eu não me bati em uma mesa, ou algo?
Ela abriu a camisa dele com uma estranha prática, e inspecionou os pontos que já estavam a mostra, pois ele colocou a desconfortável gaze para longe.
- Porque você tem um corte que é exatamente igual ao de uma faca com cinco pontos. Ninguém ganha um desses ao bater em uma mesa. – Ela balançou a cabeça incrédula. – Eu não consigo acreditar nisso. Você mentiu pra mim! De novo!
Ele deu de ombros.
- Eu fui ao pronto socorro, nada de danos...
- Nada de danos? – Ela perguntou, em choque.
- Ok, foi uma ideia estúpida. – Ele disse. – Eu posso admitir isso.
- Isso é um eufemismo. Você é um idiota, Jane.
- Como Cho me disse, e depois a enfermeira do pronto socorro, e depois Cho de novo. – Ele confirmou, cuidadoso, observando os olhos dela. – Você está brava comigo.
- Sim.
- Eu só estava tentando ajudar. – Ele explicou.
- Isso poderia ter custado sua vida! – Ela argumentou.
- Ah. – Ele se deu conta. – Você está preocupada.
Ela indicou o sangue na camisa dele.
- Você desapareceu e me vem horas depois com sangue na sua camisa e não quer que eu fique preocupada?
Ele levantou um dedo.
- Tecnicamente, não é a primeira vez...
- Você precisa parar de ser tão descuidado. – Ela disse.
- Teresa, se eu tivesse sido descuidado, eu estaria morto agora. – Ele disse a ela solenemente.
Com isso, houve um silêncio definitivo, um que ficou no ar por algum tempo. Sem perguntar, ela assumiu que, houve um encontro com Red John, e, Jane, de alguma forma, por razões que ela ainda não tinha certeza, escapou vivo e com cinco pontos para contar história. Ela considerou isso outro aviso, de que Jane havia cruzado o limite de o quão perto Red John queria que ele estivesse. Mas agora, ela estava segura de que algo mais havia acontecido.
- Me conte o que aconteceu. – ela ordenou.
Ele evitou os olhos dela, olhando a sala em volta.
- Você não queria saber. – Ele a lembrou.
- Isso foi antes de você me dizer que poderia estar morto. – Ela disse. – Agora, eu quero saber, e você vai me contar tudo, ou eu juro por Deus que vou te colocar de novo no hospital antes que ele te mande para um necrotério.
Aquilo foi claro, mas desnecessário.
- Isso não vai acontecer. – Ele a assegurou com seu sorriso confiante.
- Não dessa vez! – Ela exclamou. – Você mesmo disse que ele está por ai pronto para te pegar!
- E eu estou vivo. – Ele apontou. – Você não pode ficar feliz com isso?
Ela resistiu a tentação de lhe dar um soco.
- Você tem que entender que você tem limitações. Você não é imortal Jane.
- Isso? – Ele perguntou, apontando seus pontos. – Isso não é uma limitação. Isso é um arranhão.
- É o corte de uma facada! – Ela o corrigiu. – E se fosse um centímetro mais fundo e um centímetro mais para trás, provavelmente teria pegado um rim, e você teria sangrado até a morte!
Ele assentiu devagar.
- Eu vejo que estamos tendo um copo-meio-vazio hoje.
Ela rolou os olhos.
- Isso não é divertido. – Ela disse, seca.
- Você sabe o que não é divertido? – Ele a desafiou. – A maneira como você está brava comigo, e como você continua me chamando de “Jane”, quando, há alguns dias atrás você estava me chamando pelo meu primeiro nome, e declarando que tinha sentimentos íntimos por mim.
- Nós não vamos falar disso agora. – Ela disse, definitiva.
- Você falou a verdade? –Ele perguntou, ignorando a declaração anterior dela.
- Jane...
- Você faliu a verdade Teresa?
- Sim. – Ela murmurou. – Sim, eu falei. Feliz?
O sorriso que ele exibia só demonstrava o que ele disse.
- Extático!
- Mas isso não significa que ainda não é complicado. – Ela falou. – Eu falei a verdade sobre isso também.
- Não tem que ser. – Ele disse.
- O trabalho vem primeiro, Jane. – Ela o relembrou.
- O trabalho como um todo, ou só nesse caso? – Ele perguntou.
- O trabalho. – Ela confirmou. – O trabalho que consome a maior parte das horas acordadas de nossas vidas.
- Pelo menos nós estamos juntos quando temos que trabalhar. – Ele sorriu galanteador. – A maioria dos casais não podem dizer isso.
Ela franziu a testa.
- Nós não somos um casal. Nós somos...
- O que nós somos? – Ele perguntou.
- Eu não sei. – Ela se apressou em dizer, tentando voltar ao outro assunto. – Jane, isso não é tão simples quanto você quer que seja...
- Sim, é sim. – Ele sorriu.
- Não, não é. – Ela balançou a cabeça. – Principalmente quando eu sei que você vai me afastar a cada vez que o nome de Red John aparecer em um caso.
- Isso não vai mais acontecer. – Ele a assegurou.
- E porque isso vai de repente mudar? – Ela perguntou, não acreditando ele.
- Porque Red John está morto. - Ele disse, simplesmente.
E a novidade que deveria fazê-la feliz, que deveria fazê-la se jogar nos braços dele, fizeram ao contrário. Ela ficou mais brava do que antes.
- Como é que é? – Ela perguntou, sua voz perigosamente baixa. Talvez ele estivesse enganado quando pensou que isso seria uma novidade boa para eles.
- Ele está morto. – Ele repetiu. – O corpo dele está no chão da minha cozinha, mas Cho está lidando com isso. – Ele a assegurou, antes que ela corresse e começasse a focar no caso.
Ela parecia ficar mais brava a cada palavra que ele dizia.
- Você me prometeu. – Ela disse, seu sangue fervendo.
- Eu prometi. – Ele disse. – E eu não o matei. – Ele se defendeu rapidamente. – Eu não matei, eu juro, eu sei que eu te prometi, então eu não matei. Cho matou.
- Cho. – Ela repetiu.
- Sim.
- Cho matou Red John.
- Bom, eu certamente não podia ter feito isso, já que eu estava com meus braços amarrados atrás de mim e uma faca na minha garganta. Cho chegou na minha casa e atirou no filho da puta antes que ele pudesse atravessar minha jugular com a faca, como ele estava planejando, e, quando o corpo caiu, ele ainda estava segurando a faca, e pegou em mim, como você pode ver. Então, Red John está morto. – Ele explicou. – As coisas são simples assim.
- Cho matou Red John. – Ela repetiu de novo.
- Sim, ele matou. – Ele confirmou. – E eu estou feliz por isso.
Ela franziu a sobrancelhas, claramente mais confusa.
- Você está?
Ele assentiu.
- Cho o matou porque era seu trabalho. Eu não o teria matado por causa do trabalho. Se é que vale de algo.. Você estava certa. – Ele disse. –A vingança não teria mudado nada. Eu consigo ver isso agora.
E nessa hora, ela deu a ele um pequeno sorriso. Depois de todos os segredos que ela compartilhou com ele, significava muito para ela ouvir ele dizer aquilo.
- Eu fico feliz com isso. – Ela disse suavemente.
Agora que a raiva dela estava diminuindo, ele suspirou.
- Cho está ligando para Hightower. – Ele explicou. Eu acho que ela estará aqui em breve, então não temos muito tempo.
Ela franziu a testa um pouco.
- Tempo para que?
Ele a puxou para um beijo profundo, surpreendendo-a com a velocidade e a urgência com a qual ele a puxou para ele.
- Tempo de ser honestos um com o outro. – Ele disse, as palavras sussurradas contra os lábios dela de uma maneira que a fizeram tremer.
- Patrick. – Ela suspirou.
- Assim é melhor. – Ele sorriu. – Primeiros nomes de novo. Eu prefiro assim.
- O que você quer Patrick? – Ela sorriu diretamente para ele.
- Você quer a resposta longa ou a curta? – Ele perguntou.
- Eu quero a verdade.
Ele colocou uma mão na bochecha dela, a mantendo próxima dele, só para caso ela quisesse se afastar.
- A verdade é, eu quero passar todos os dias com você. – Ele disse honestamente. – Eu quero acordar do seu lado toda a manhã, e quero ir dormir nos seus braços todas as noites. Eu quero brigar pra ver quem vai lavar a louça e discutir sobre os nossos gostos de livros e filmes. Eu quero ser a pessoa que vai te beijar depois que te irritarem. Eu quero que você ria de mim por eu ter queimado o jantar, quero que seja você que grite comigo por eu não ter colocado minhas meias e minhas cuecas no cesto de roupas sujas, e quero que seja você que me force a sair da cama. Eu quero te ver dormir quando você estiver desesperada para ficar acordada, eu quero gastar meu tempo conhecendo todos os seus hábitos dos quais eu ainda não tenho conhecimento. eu quero poder te amar todos os dias e todas as horas. Eu quero nós. Eu e você.
Ela ficou em silêncio, e depois saiu de qualquer ilha de fantasias na qual estava enquanto ele falava.
- Parece que você pensou bastante nisso. – Foi a resposta dela, a primeira que lhe veio a cabeça. A primeira frase coerente que conseguiu formular.
- Eu não consegui parar de pensar nisso. – Ele disse. – Não desde aquela noite.
- Patrick. – Ela murmurou, hesitante por um momento.
- Você pediu a verdade. – Ele a relembrou. – E a verdade é que eu estou apaixonado por você Teresa. – Ela prendeu a respiração com isso. – E, se você conseguir olhar nos meus olhos e dizer que não sente o mesmo, eu nunca mais vou mencionar isso, mas eu preciso tentar, porque me mata toda a vez que eu chego perto de você. Estar perto de você e saber que eu não posso... – Ele ficou sem palavras, e terminou sua sentença beijando-a. quando ele se afastou, falou novamente. – Se você conseguir fazer aquilo, eu nunca mais falo nisso. Mas por favor... Fale algo.
Ela respondeu beijando-o ferozmente, esquecendo que eles ainda estavam na sala de intervalo, onde qualquer um poderia entrar e vê-los. Suas bocas estavam seladas, suas línguas dançavam. O beijo os moveu, emocionalmente e fisicamente. Quando Lisbon se afastou, ela estava sendo prensada contra o armário da pia, Jane a abraçando contra si. Ela nunca se imaginou numa situação como essa. Patrick Jane, seu consultor, ali, na cozinha da CBI, a abraçando, sem Red John, sem família, só os dois. Isso era um sonho. Mas ainda assim, ali estava ela, conjurando palavras de amor e comprometimento em seu ouvido.
- Então, isso significa... – Ele sussurrou, respirando pesadamente contra ela, quando eles se afastaram.
- Você sabe o que isso significa.
- Uau. – Ele respirou fundo.
Ela suspirou.
- Eu só não sei como isso vai funcionar.
- Isso também, é bem simples. – Ele a assegurou. – Você vai se render ao meu charme depois de todos esses anos e nós estaremos perdidamente apaixonados e vivendo felizes para sempre.
Ela sorriu, mas balançou a cabeça.
- Eu to falando sério, Patrick.
- Você acha que eu arriscaria tudo se eu não tivesse falando sério? – Ele perguntou a ela. – Vai ser difícil, e nós vamos ter que provar a todos que é isso que queremos e não é um erro, mas eu posso fazer isso. Eu posso defender a nossa relação. Lutando por nós. Eu vou lutar por nós se você estiver nisso comigo.
- Você me ama. – Ela sussurrou.
- Sim, eu amo. – Ele assentiu. – Eu te amo. – Ela ficou em silêncio. – Mas... você não me ama?
- Claro que sim. – Ela disse. – Mas é que... É uma palavra difícil pra mim dizer.
Ele riu suavemente.
- Você acha que foi fácil para eu dizer?
Ela sorriu tristemente, seus olhos longe.
- O único homem ao qual eu disse “eu te amo” roubou meu filho de dois anos, fez coisas indizíveis com ele e o deixou na rua. Eu disse a Mark que o amava e em resposta ele tirou meu Ben de mim e tirou a vida dele. – Ela colocou a mão na bochecha dele. – Eu sei que você não é o monstro que ele era e que você nunca faria algo assim, mas eu não fui capaz de dizer essas palavras desde aquilo.
Ele assentiu.
- Desde que você se sinta dessa maneira.
- Você sabe que eu sinto. – Ela o assegurou, pressionando seus lábios para os dele mais uma vez.
Quando eles se separaram, ela suspirou profundamente, descansando sua cabeça no ombro dele.
- O unicórnio? – Ela perguntou.
- Oh. – Ele lembrou. Olhando por sobre seu ombro. – Era da minha filha. – Ele disse a ela.
- Porque você trouxe isso para cá?
Ele deu de ombros.
- Eu quis.
- Ok. – Ela aceitou.
- Ok? – Ele perguntou.
- Está realmente tudo acabado, não? – Ela se deu conta. – Ele realmente se foi.
- Sim, ele foi.
Ele sentiu ela sorrir contra seu ombro.
- É muito bom saber que eu não vou ser assassinada.
- É. – Ele assentiu, colocando seus braços em volta dela. – É um grande alivio pra mim também.
Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
A única coisa que ela sabe é que você deixou o prédio no meio de um caso do Red John, o que normalmente significa que você fez algo errado.
H1UH22UH21U2HU CHO É O CARA kkkkk

QUE FOFO A LISBON E O JANE!!!!
Vou confessar que achei mesmo que o Jane iria para o hospital de novo AHSU1H1U2H1UH21UH2U1H2H
O JANE COM MEDO DA LISBON!? AHSU1H21U2H1U2H EU RI!!!
AMMMMMEEIII!!!
PERFEITO!!!


Priscila.- Detetive Novato

- Data de inscrição: 23/05/2010
Mensagens: 252

Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Aiiiiiiiiiiiiiiii
Amei esse cap, eles se declarando foi lindo demais.
Agora, eu ri muito do medo de Jane se explicar com a Lisbon, hahaha. Muito bom... ela estava mesmo uma fera.
Mas com jeitinho ele conseguiu contornar muito bem a situação.
Adorei!!!!!!!!!!!!!!!
Beijinhos
gi
Amei esse cap, eles se declarando foi lindo demais.
Agora, eu ri muito do medo de Jane se explicar com a Lisbon, hahaha. Muito bom... ela estava mesmo uma fera.
Mas com jeitinho ele conseguiu contornar muito bem a situação.
Adorei!!!!!!!!!!!!!!!
Beijinhos
gi
ladymarion- Mentalista Treinee

- Data de inscrição: 05/05/2009
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Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Eu acho que essa vai ser uma das minhas atualizações mais rápida OPKSPOSAPKO
Mas to aqui só pra dar um fechamento direitinho na fic com o epílogo. Não é comprido, mas espero que gostem (:
Enjoy!
Mas to aqui só pra dar um fechamento direitinho na fic com o epílogo. Não é comprido, mas espero que gostem (:
Enjoy!
EPÍLOGO
O nome de Red John ficou na mídia por meses. A primeira matéria que dizia que ele havia sido morto, e que seu reinado de terror havia acabado, foi a primeira indicação de que as coisas haviam realmente acabado. Foi quando eles começaram a aceitar, quando eles começaram a se dar conta que eles haviam feito seu trabalho corretamente, que eles não haviam somente pego o serial killer e impedido que ele machucasse mais alguém mas eles também haviam feito com que não fosse seu colega que o havia matado, sabendo que isso faria com que Jane ficasse na cadeia por muito tempo, e, num cenário pior, execução era uma das possibilidades para ele. Mas esse não era o caso. Tudo o que lhes havia restado a fazer era a papelada para preencher e a limpeza da cozinha de Jane, o que a polícia local fez logo após a ligação de Cho.
O nome real de Red John era Jonathan Scarlett. Até mesmo com seu nome ele havia tentado dá-los dicas de sua verdadeira identidade, Jane se deu conta depois. Ele tinha 45 anos no dia que Cho o havia matado, e não havia ninguém que sentiria falta dele. Grace havia rastreado seus pais, Matilda e Andrew Scarlett, e eles tiveram a péssima tarefa de contar ao casal de idade já avançada que seu filho era o infame serial killer. Foi uma experiência angustiante dar as notícias, mas era melhor eles ouvirem isso dos agentes do que em um noticiário.
Jonathan Scarlett já havia sido casado, sua esposa e sua filha de oito anos haviam morrido num acidente de carro. Um motorista bêbado que não havia nem se dado conta de que elas também tinham um lar para o qual ir. Sua primeira vítima era a melhor amiga de sua esposa, que criticava o estado no qual ele estava se permitindo viver depois da morte delas. Esse também era o porque de a família de Jane ter sido assassinada. Ele havia visto Jane difamando-o publicamente, e ele sabia a dor que era perder sua família, então matou a dele. Depois disso, depois de matar uma criança, ele havia perdido sua alma, e matar se tornou sua paixão. Provavelmente se ele tivesse ido a julgamento, um advogado sem moral diria que ele sofria de uma doença mental severa, e que não estava ciente das consequências de seus atos, e ali ficava uma chance dele ter escapado da cadeia e da sentença de morte.
Havia uma explicação para como ele conseguia informações sobre tudo e sobre todos – ele já havia trabalhado como detetive particular. Eles haviam considerado algum cargo exercendo algo sobre leis ou algo similar, e, se encontrando com os pais dele confirmaram isso. Ele era um homem branco de classe média, bem clichê. Mas, ele não era um desajustado, uma pessoa solitária, tirando o fato de não conseguir lidar com a morte de sua família. Ele participava ativamente da sua comunidade, indo a igreja e contribuindo com instituições de ajuda no seu bairro.
Isso tudo havia sido uma olhada no que o futuro de Jane poderia ter sido.
Hightower deu férias a todos depois do fim do caso, uma quinzena de férias pagas pelos seus serviços no caso de Red John. Nesse meio tempo, Jane apareceu na porta da casa de Cho com uma garrafa de vinho. Não era o melhor agradecimento do mundo, mas era o suficiente para Cho, que não havia exigido nada. E ele não havia feito isso só porque era seu dever como policial proteger uma vida em perigo, nesse caso a de Jane, mas também porque Jane era seu amigo, e agora eles tinham uma ligação do tipo “Eu mato alguém e você esconde o corpo”.
Todos os membros da Unidade de Crimes Especiais da CBI, incluindo Jane, receberam medalhas em comemoração do que eles haviam feito pela sociedade, livrando-os de Red John. Wayne Rigsby, Grace Van Pelt, Teresa Lisbon todos receberam a Police Star, que era dada pela performance com excepcional julgamento usando habilidosas táticas para resolver perigosas e estressantes situações. Kimball Cho, que havia puxado o gatilho, recebeu a Medalha Policial de Heroísmo, dada por bravura e atos individuais de heroísmo no campo. Virgil Minelli estava ali junto de Madeleine Hightower para ver os agentes serem recompensados.
Todos depois tiveram a oportunidade de mostrar suas medalhas a suas famílias. Jane sempre observava enquanto todos se moviam com sua família enquanto câmeras corriam atrás dos recém-declarados heróis. Ele gostou de ver como estava certo quando pensava que Van Pelt vinha de uma pequena e muito amorosa família. Seu pai a abraçava fortemente, e sua mãe colocava os braços em volta de ambos. Grace era a imagem mais nova de sua mãe, mas, a determinação em seus olhos vieram do ex treinador de futebol, seu pai. Havia um homem e uma mulher mais velhos parados ao lado deles, e as alianças nos dedos deles mostrava que eles eram o irmão mais velho e sua esposa. O irmão era claramente mais velho pela maneira como ele acariciava o cabelo dela, e a abraçava sem ligar para as formalidades do serviço dela.
Wayne estava parado ao lado de sua mãe, sua irmã e seus dois sobrinhos. Seu pai não estava ali, e Jane sabia que havia uma boa razão para isso, devido ao brilho de desapontamento nos olhos de Rigsby. Jane suspeitava que, por dentro, Rigsby sempre fora aquele garotinho esperando a aprovação do pai, assim como ele havia sido até certo ponto. Ainda assim, sua mãe chorava ao abraça-lo, sua irmã estava com a mão no braço dele, como se elas estivessem orgulhosas o suficiente, e que não ligavam para o pai. Num momento seguinte, Jane sorriu ao ver a maneira que Grace sorria ao ver a cena, do outro lado da sala.
A família de Cho era bem pequena. Somente sua mãe e sua namorada, mas o reconhecimento e o orgulho nos olhos delas era quase alucinante. Ele viu que Cho tinha uma relação próxima com sua mãe, mas, ele ainda assim conseguia ver que aquilo tudo não era somente orgulho pelos seus serviços contra Red John, mas também por ter completamente deixado para trás seu passado com gangues. Esse era o capítulo final do livro sobre seu comportamento. Um honorável agente da lei, mas, ele ainda assim abraçava sua mãe como um bom menino, e ela, com a certeza de que havia criado um bom homem. E ela havia. Jane se sentiu tentado a ir lá e dizer isso a ela, e provavelmente teria feito isso em qualquer outro dia, porém hoje era o dia de Cho, e ele não queria atrapalhá-lo.
Então, ele se afastou dos outros agentes e assistiu a única família reunida que quase trazia lagrimas aos seus olhos. Teresa Lisbon havia descido do palco com sua medalha presa ao peito, e se aproximou de três homens altos, usando ternos idênticos, se contorcendo, como se usá-las fosse doloroso. Seus olhos se tornaram bondosos, um sorriso cobrindo seu rosto, e Jane viu que havia tomado toda a compostura dela não correr até eles. Ele sabia que ela havia convidado todos seus irmãos a cerimônia, mas que nenhum deles havia confirmado se iria – ele conseguia ver o porque deles não terem confirmado. A surpresa no rosto dela era linda. Ele se manteu a certa distancia, o distante suficiente para conseguir ouvir ela dizer que eles pareciam muito inteligentes e que ela não conseguia acreditar que todos eles estavam ali, e como era bom vr todos eles ali parados, civilizadamente – porque, se ela podia parar um serial killer, eles podiam pelo menos fazer aquilo. Então Jack, que havia ajudado Teresa quando seu filho havia sido tirado dela, e Danny e Tommy, que haviam passado três horríveis dias de sua adolescência procurando por seu sobrinho nas redondezas, todos a abraçaram juntos, e, quando a soltaram, ela não tinha vergonha de ter lágrimas de felicidade em seu rosto. Ela havia criado esses garotos na ausência dos pais deles, e ela estava orgulhosa de ter todos eles com ela naquele momento, como se aquilo fosse mais um reconhecimento pelo que ela fez na vida do que pela medalha que ela carregava no peito.
Então, do canto, mais pessoas se juntaram a eles – três mulheres, duas com a idade similar a de Lisbon e uma mais nova e grávida, e cinco crianças pequenas. Foi então, quando a família apareceu, que ela viu Jane e o arrastou para junto deles. Jane foi formalmente apresentado a Jack, sua esposa Sandra e suas filhas, Ruby, de oito anos, e Summer, de três; Danny, e sua noiva Michelle e os três filhos deles, Charlie, de seis anos, James, de quatro anos, e Michael, de um ano, que estava nos braços de Lisbon; e Tommy e sua namorada grávida Hannah, que estava para ganhar dali a um mês. Claro, eles foram todos positivos para com ele, e ele sentiu um sentimento quente vindo deles, que agora ele sentia de Teresa também. Mas, o que mais o tocou foi a maneira como ela o apresentou.
- Esse é Patrick Jane. – Ela disse, enquanto Jack, o irmão mais velho, se inclinou para a frente e o cumprimentou.
- Você está torturando esse cara? – Perguntou seu irmão, rindo.
- Não. – Ela corrigiu. – Na verdade, eu amo ele.
Na hora que eles chegaram a festa que Minelli estava dando em sua casa para os agentes e suas famílias, Jane já havia ganhado o carinho e a total atenção das crianças, Ruby, Summer, Charlie e James, enquanto Lisbon passava um tempo com Michael, que era a primeira vez que via. A perda de seus filhos, algo que ambos haviam sentido na vida, não havia sido esquecida, mas foi deixada de ado naquele dia, para que eles se sentissem num novo sentido de família, como se pertencessem a um lugar. Depois de um tempo, a mãe de Cho estava levando o mais novo Lisbon, Tommy, para comer o último sanduiche de presunto antes que o sobrinho de Rigsby, Marcus, comesse todos. O sobrinho mais velho de Lisbon, Charlie, havia começado uma amizade com o sobrinho mais velho de Rigsby, Samuel, e os dois estavam correndo em volta da casa e dos adultos. Grace estava sentada numa cadeira no jardim ao lado de Teresa, cada uma entretendo uma criança, Grace brincando com o pequeno Michael enquanto Lisbon cedia seu colo para o sono de Summer.
E Jane observava e se perguntava se era assim que a vida seria agora que Red John estava fora da vida deles para sempre – ele se perguntava se era assim que poderia viver cada dia agora que ele poderia deixar para trás a morte de sua esposa e sua filha.
Se ele pudesse ler o futuro ao invés de ler mentes, ele poderia saber que era isso que o futuro traria. Ele saberia que, dali a um ano, no aniversário da cremação de Red John, que fora um pedido dos pais, que ele pediria a mão de Lisbon em casamento e que ela diria sim. Ele saberia ele saberia que dali a três anos, haveriam gêmes ruivas, filhas de Rigsby e Van Pelt, correndo, e ele também saberiam que os membros do time seriam os padrinhos. Ele saberia que Cho e sua namorada iriam se casar, e que adotariam um garotinho. Ele saberia que dali a quinze anos, o time estaria todo reunido no jardim da casa de Minelli, em seu funeral; e que sua filha de doze anos, a imagem de Lisbon, estaria abraçada a mãe e ao pai, chorando a perda do mais próximo que já teve de um avô. Ele saberia que a melhor coisa a fazer era deixar Nina, sua filha mais velha, Scott, seu filho de nove anos, e Patty, sua filha de três anos, dormirem com eles na cama a noite, para poderem compartilhar histórias e memórias. Ele saberia que, independente de tudo, eles ficariam bem.
Mas ele não sabia disso. Ele não saberia de nada disso até que acontecesse.
Então, por enquanto, ele estava bem somente se perguntando.
O nome real de Red John era Jonathan Scarlett. Até mesmo com seu nome ele havia tentado dá-los dicas de sua verdadeira identidade, Jane se deu conta depois. Ele tinha 45 anos no dia que Cho o havia matado, e não havia ninguém que sentiria falta dele. Grace havia rastreado seus pais, Matilda e Andrew Scarlett, e eles tiveram a péssima tarefa de contar ao casal de idade já avançada que seu filho era o infame serial killer. Foi uma experiência angustiante dar as notícias, mas era melhor eles ouvirem isso dos agentes do que em um noticiário.
Jonathan Scarlett já havia sido casado, sua esposa e sua filha de oito anos haviam morrido num acidente de carro. Um motorista bêbado que não havia nem se dado conta de que elas também tinham um lar para o qual ir. Sua primeira vítima era a melhor amiga de sua esposa, que criticava o estado no qual ele estava se permitindo viver depois da morte delas. Esse também era o porque de a família de Jane ter sido assassinada. Ele havia visto Jane difamando-o publicamente, e ele sabia a dor que era perder sua família, então matou a dele. Depois disso, depois de matar uma criança, ele havia perdido sua alma, e matar se tornou sua paixão. Provavelmente se ele tivesse ido a julgamento, um advogado sem moral diria que ele sofria de uma doença mental severa, e que não estava ciente das consequências de seus atos, e ali ficava uma chance dele ter escapado da cadeia e da sentença de morte.
Havia uma explicação para como ele conseguia informações sobre tudo e sobre todos – ele já havia trabalhado como detetive particular. Eles haviam considerado algum cargo exercendo algo sobre leis ou algo similar, e, se encontrando com os pais dele confirmaram isso. Ele era um homem branco de classe média, bem clichê. Mas, ele não era um desajustado, uma pessoa solitária, tirando o fato de não conseguir lidar com a morte de sua família. Ele participava ativamente da sua comunidade, indo a igreja e contribuindo com instituições de ajuda no seu bairro.
Isso tudo havia sido uma olhada no que o futuro de Jane poderia ter sido.
Hightower deu férias a todos depois do fim do caso, uma quinzena de férias pagas pelos seus serviços no caso de Red John. Nesse meio tempo, Jane apareceu na porta da casa de Cho com uma garrafa de vinho. Não era o melhor agradecimento do mundo, mas era o suficiente para Cho, que não havia exigido nada. E ele não havia feito isso só porque era seu dever como policial proteger uma vida em perigo, nesse caso a de Jane, mas também porque Jane era seu amigo, e agora eles tinham uma ligação do tipo “Eu mato alguém e você esconde o corpo”.
Todos os membros da Unidade de Crimes Especiais da CBI, incluindo Jane, receberam medalhas em comemoração do que eles haviam feito pela sociedade, livrando-os de Red John. Wayne Rigsby, Grace Van Pelt, Teresa Lisbon todos receberam a Police Star, que era dada pela performance com excepcional julgamento usando habilidosas táticas para resolver perigosas e estressantes situações. Kimball Cho, que havia puxado o gatilho, recebeu a Medalha Policial de Heroísmo, dada por bravura e atos individuais de heroísmo no campo. Virgil Minelli estava ali junto de Madeleine Hightower para ver os agentes serem recompensados.
Todos depois tiveram a oportunidade de mostrar suas medalhas a suas famílias. Jane sempre observava enquanto todos se moviam com sua família enquanto câmeras corriam atrás dos recém-declarados heróis. Ele gostou de ver como estava certo quando pensava que Van Pelt vinha de uma pequena e muito amorosa família. Seu pai a abraçava fortemente, e sua mãe colocava os braços em volta de ambos. Grace era a imagem mais nova de sua mãe, mas, a determinação em seus olhos vieram do ex treinador de futebol, seu pai. Havia um homem e uma mulher mais velhos parados ao lado deles, e as alianças nos dedos deles mostrava que eles eram o irmão mais velho e sua esposa. O irmão era claramente mais velho pela maneira como ele acariciava o cabelo dela, e a abraçava sem ligar para as formalidades do serviço dela.
Wayne estava parado ao lado de sua mãe, sua irmã e seus dois sobrinhos. Seu pai não estava ali, e Jane sabia que havia uma boa razão para isso, devido ao brilho de desapontamento nos olhos de Rigsby. Jane suspeitava que, por dentro, Rigsby sempre fora aquele garotinho esperando a aprovação do pai, assim como ele havia sido até certo ponto. Ainda assim, sua mãe chorava ao abraça-lo, sua irmã estava com a mão no braço dele, como se elas estivessem orgulhosas o suficiente, e que não ligavam para o pai. Num momento seguinte, Jane sorriu ao ver a maneira que Grace sorria ao ver a cena, do outro lado da sala.
A família de Cho era bem pequena. Somente sua mãe e sua namorada, mas o reconhecimento e o orgulho nos olhos delas era quase alucinante. Ele viu que Cho tinha uma relação próxima com sua mãe, mas, ele ainda assim conseguia ver que aquilo tudo não era somente orgulho pelos seus serviços contra Red John, mas também por ter completamente deixado para trás seu passado com gangues. Esse era o capítulo final do livro sobre seu comportamento. Um honorável agente da lei, mas, ele ainda assim abraçava sua mãe como um bom menino, e ela, com a certeza de que havia criado um bom homem. E ela havia. Jane se sentiu tentado a ir lá e dizer isso a ela, e provavelmente teria feito isso em qualquer outro dia, porém hoje era o dia de Cho, e ele não queria atrapalhá-lo.
Então, ele se afastou dos outros agentes e assistiu a única família reunida que quase trazia lagrimas aos seus olhos. Teresa Lisbon havia descido do palco com sua medalha presa ao peito, e se aproximou de três homens altos, usando ternos idênticos, se contorcendo, como se usá-las fosse doloroso. Seus olhos se tornaram bondosos, um sorriso cobrindo seu rosto, e Jane viu que havia tomado toda a compostura dela não correr até eles. Ele sabia que ela havia convidado todos seus irmãos a cerimônia, mas que nenhum deles havia confirmado se iria – ele conseguia ver o porque deles não terem confirmado. A surpresa no rosto dela era linda. Ele se manteu a certa distancia, o distante suficiente para conseguir ouvir ela dizer que eles pareciam muito inteligentes e que ela não conseguia acreditar que todos eles estavam ali, e como era bom vr todos eles ali parados, civilizadamente – porque, se ela podia parar um serial killer, eles podiam pelo menos fazer aquilo. Então Jack, que havia ajudado Teresa quando seu filho havia sido tirado dela, e Danny e Tommy, que haviam passado três horríveis dias de sua adolescência procurando por seu sobrinho nas redondezas, todos a abraçaram juntos, e, quando a soltaram, ela não tinha vergonha de ter lágrimas de felicidade em seu rosto. Ela havia criado esses garotos na ausência dos pais deles, e ela estava orgulhosa de ter todos eles com ela naquele momento, como se aquilo fosse mais um reconhecimento pelo que ela fez na vida do que pela medalha que ela carregava no peito.
Então, do canto, mais pessoas se juntaram a eles – três mulheres, duas com a idade similar a de Lisbon e uma mais nova e grávida, e cinco crianças pequenas. Foi então, quando a família apareceu, que ela viu Jane e o arrastou para junto deles. Jane foi formalmente apresentado a Jack, sua esposa Sandra e suas filhas, Ruby, de oito anos, e Summer, de três; Danny, e sua noiva Michelle e os três filhos deles, Charlie, de seis anos, James, de quatro anos, e Michael, de um ano, que estava nos braços de Lisbon; e Tommy e sua namorada grávida Hannah, que estava para ganhar dali a um mês. Claro, eles foram todos positivos para com ele, e ele sentiu um sentimento quente vindo deles, que agora ele sentia de Teresa também. Mas, o que mais o tocou foi a maneira como ela o apresentou.
- Esse é Patrick Jane. – Ela disse, enquanto Jack, o irmão mais velho, se inclinou para a frente e o cumprimentou.
- Você está torturando esse cara? – Perguntou seu irmão, rindo.
- Não. – Ela corrigiu. – Na verdade, eu amo ele.
Na hora que eles chegaram a festa que Minelli estava dando em sua casa para os agentes e suas famílias, Jane já havia ganhado o carinho e a total atenção das crianças, Ruby, Summer, Charlie e James, enquanto Lisbon passava um tempo com Michael, que era a primeira vez que via. A perda de seus filhos, algo que ambos haviam sentido na vida, não havia sido esquecida, mas foi deixada de ado naquele dia, para que eles se sentissem num novo sentido de família, como se pertencessem a um lugar. Depois de um tempo, a mãe de Cho estava levando o mais novo Lisbon, Tommy, para comer o último sanduiche de presunto antes que o sobrinho de Rigsby, Marcus, comesse todos. O sobrinho mais velho de Lisbon, Charlie, havia começado uma amizade com o sobrinho mais velho de Rigsby, Samuel, e os dois estavam correndo em volta da casa e dos adultos. Grace estava sentada numa cadeira no jardim ao lado de Teresa, cada uma entretendo uma criança, Grace brincando com o pequeno Michael enquanto Lisbon cedia seu colo para o sono de Summer.
E Jane observava e se perguntava se era assim que a vida seria agora que Red John estava fora da vida deles para sempre – ele se perguntava se era assim que poderia viver cada dia agora que ele poderia deixar para trás a morte de sua esposa e sua filha.
Se ele pudesse ler o futuro ao invés de ler mentes, ele poderia saber que era isso que o futuro traria. Ele saberia que, dali a um ano, no aniversário da cremação de Red John, que fora um pedido dos pais, que ele pediria a mão de Lisbon em casamento e que ela diria sim. Ele saberia ele saberia que dali a três anos, haveriam gêmes ruivas, filhas de Rigsby e Van Pelt, correndo, e ele também saberiam que os membros do time seriam os padrinhos. Ele saberia que Cho e sua namorada iriam se casar, e que adotariam um garotinho. Ele saberia que dali a quinze anos, o time estaria todo reunido no jardim da casa de Minelli, em seu funeral; e que sua filha de doze anos, a imagem de Lisbon, estaria abraçada a mãe e ao pai, chorando a perda do mais próximo que já teve de um avô. Ele saberia que a melhor coisa a fazer era deixar Nina, sua filha mais velha, Scott, seu filho de nove anos, e Patty, sua filha de três anos, dormirem com eles na cama a noite, para poderem compartilhar histórias e memórias. Ele saberia que, independente de tudo, eles ficariam bem.
Mas ele não sabia disso. Ele não saberia de nada disso até que acontecesse.
Então, por enquanto, ele estava bem somente se perguntando.
FIM
Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
“Eu mato alguém e você esconde o corpo”
LOL imaginando como Jane ia fresca com isso kkkkk
Essa festa deve ter sido muito calma - n H2UH3U2H3U2H3U
Uma coisa bem família, o que todos da equipe sãoou pelo menos parecem ser kkkkk
"- Não. – Ela corrigiu. – Na verdade, eu amo ele."

" antes que o sobrinho de Rigsby, Marcus, comesse todos."
kkkkkkk é de família H2U3H2H3U2H3U2H3U2H
AAAAAA QUE FOFO!!!
O Minelli tem cara mesmo de ser aquele super avô!!!
AMEII A FIC!!!
PATTY VOCÊ ARRASA!!!
LOL imaginando como Jane ia fresca com isso kkkkk
Essa festa deve ter sido muito calma - n H2UH3U2H3U2H3U
Uma coisa bem família, o que todos da equipe são
"- Não. – Ela corrigiu. – Na verdade, eu amo ele."

" antes que o sobrinho de Rigsby, Marcus, comesse todos."
kkkkkkk é de família H2U3H2H3U2H3U2H3U2H
AAAAAA QUE FOFO!!!
O Minelli tem cara mesmo de ser aquele super avô!!!
AMEII A FIC!!!
PATTY VOCÊ ARRASA!!!


Priscila.- Detetive Novato

- Data de inscrição: 23/05/2010
Mensagens: 252

Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Pô garota! foi demais, amei a fic parabéns!

Ana Lopes- Aspirante a Detetive

- Data de inscrição: 29/09/2010
Mensagens: 79

Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Esse finalzinho foi maravilhoso.
Muito bom você ter colocado mais um pouco da história do Red John. Ficou perfeita.
E amei duplamente você ter feito um final mega feliz para Lisbon, Jane e seus amigos... eles todos juntos e reconhecidos pelo bem que fizeram ao deter Red John foi show e super merecido.
Ficou Super fofoooooooo
Parabens por uma fic extraordinária.
Beijinhos
gi
Esse finalzinho foi maravilhoso.
Muito bom você ter colocado mais um pouco da história do Red John. Ficou perfeita.
E amei duplamente você ter feito um final mega feliz para Lisbon, Jane e seus amigos... eles todos juntos e reconhecidos pelo bem que fizeram ao deter Red John foi show e super merecido.
Ficou Super fofoooooooo
Parabens por uma fic extraordinária.
Beijinhos
gi
ladymarion- Mentalista Treinee

- Data de inscrição: 05/05/2009
Mensagens: 434

Re: The Fire Breathes - Jello/Jisbon - ATUALIZADA - 07/02 - COMPLETA
Adoro essa fic! Estou sempre relendo e imaginando que o Bruno Heller vai criar um personagem pra ele mesmo e terminar com a Lisbon!!!

Edla- Aspirante a Detetive

- Data de inscrição: 26/01/2011
Mensagens: 70

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