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Tell No One - Jisbon/Jello

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Re: Tell No One - Jisbon/Jello

Mensagem por teresa janes em Qua 11 Jan 2012, 8:54 pm

O que estou aprendendo, a Patty quer ver nós sofrendo e parando o capítulos em momento assim
Eu lendo a fic, imaginando o Simon Baker atuando, Patty (escritora) + Baker (atuando) = MUITO LENÇO e MUITA ÁGUA e a Tunney, ajudando+1
Patty por favor posta o próximo capitulo logo senão o meu Heart não vai aguentar juro que não vai ambulance .

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Re: Tell No One - Jisbon/Jello

Mensagem por junia seis em Qui 12 Jan 2012, 8:39 pm

O que estou aprendendo, a Patty quer ver nós sofrendo e parando o capítulos em momento assim +2
Da proxima vez que ler um capitulo dessa fic,vou está junto com uma caixa de lenço,Isso se eu não morrer até la de curiosidade e de aflição.Eu só consigo pensar em uma palavra : Continua scared

junia seis
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Re: Tell No One - Jisbon/Jello

Mensagem por P.Schoeller em Qui 12 Jan 2012, 11:45 pm

Eu não quero ninguém morta! Mas, também não quero postar um cap atras do outro KOPASPOASOPKASKOP
Então, tenho uma surpresinha!!!
SPOILEEEERS!

  • O Jane recebe outro e-mail
  • Antigos personagens são apresentados na história
  • Novos personagens são introduzidos na história
  • Haverão algumas "histórias paralelas" a principal, mas juro que la pelo meio da fic, tudo vai se encaixar. Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil


Acho que daqui a uns dois dias eu posto o prox cap Very Happy
Alguém tem alguma teoria do que se passou com a Lisbon?
Biscoito pra quem acertar!!!!

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Re: Tell No One - Jisbon/Jello

Mensagem por teresa janes em Sex 13 Jan 2012, 12:42 am

Ai Patty não tenho a menor ideia,mas com certeza ela foi obrigada a ficar longe todo esse tempo.A unica certeza que tenho é que quero muiiiiiiiiiiiiiiiito reading o próximo capitulo,pois essa fic é MARAVILHOSA !!!!!!!!!!!!!!!!,to amannndo lê-la.

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Re: Tell No One - Jisbon/Jello

Mensagem por Priscila. em Sex 13 Jan 2012, 5:49 pm

Eu quero o biscoito!!! Eu quero!!!
A Lisbon foi levadas pelos ETs Very Happy Very Happy Very Happy ~ pelo menos eu tentei ~
Pronto, agora cadê o biscoito?? HAUSHAUHSUAHHAUSH

Priscila.
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Re: Tell No One - Jisbon/Jello

Mensagem por P.Schoeller em Sab 14 Jan 2012, 3:15 pm

Pri, acho que vc vai ter que esperar mais um pouco pra chutar de novo KOPASKOPSAKOP e Teresa Janes, meio biscoito pra vc! Ta indo noc aminho certo.! Agora o cap aqui pra vcs!


5

Ed Bell olhou para os dois lados antes de entrar, mancando, na loja de caixas postais da galeria comercial. Seu olhar percorreu o salão. Ninguém o observava. Perfeito. Ele não conseguiu evitar um sorriso. Golpe infalível. Não havia como descobri-lo, e, desta vez, ele daria sua grande tacada.
O segredo, descobrira Ed, estava na preparação. Os bons escondem as pistas. Os ótimos se preparam para eventualidades.
A primeira coisa que ele fez foi conseguir uma identidade falsa com seu primo, Tony. Depois, alugou uma caixa postal usando o pseudônimo UYS Interpreses. Uma identidade falsa e um pseudônimo. Então, caso alguém descobrisse que o dono do caixa era a UYS Interpreses, só chegaria a Harry Lennys, o nome da identidade falsa de Ed.
Não havia como descobri-lo.
Do outro lado do salão ele tentou espiar pela janelinha do 417. Difícil distinguir qualquer coisa, mas havia algo ali, com certeza. Bom. Ed aceitava dinheiro vivo ou ordens de pagamento. Nada de cheque, claro. Nada que o incriminasse. Sempre que apanhava o dinheiro, ia disfarçado, também. Como naquele momento. Ele usava um boné de beisebol e um bigode postiço. Fingia mancar. Se você subornasse o caixa, descobriria no máximo que Harry Lennys usava bigode e mancava.
Ed Bell não mancava nem tinha bigode.
Ele também tomava outras precauções. Nunca abria a caixa perto de outras pessoas. Fingia estar lendo o jornal, ou preenchendo algo. Só quando ninguém estava por perto ele chegava à caixa 417.
Ele sabia que todo o cuidado era pouco.
Até no caminho ele se cuidava. Estacionava a caminhonete de trabalho – CableEye, uma rede de TV a cabo – a quatro quarteirões de distância. Ele se esgueirava por duas ruelas no caminho até lá. Usava uma jaqueta preta por cima do uniforme para que ninguém visse o nome “Ed” bordado no bolso.
Pensou na bolada que provavelmente o aguardava no caixa 417, a menos de três metros de onde se encontrava em pé agora. Sentiu uma inquietude nos dedos. Olhou a sua volta novamente.
Havia duas mulheres abrindo suas caixas postais. Uma delas se virou e sorriu distraída para ele. Ed se dirigiu às caixas do outro lado do salão, apanhou o chaveiro e fingiu procurar uma chave. Manteve o rosto abaixado e afastado delas.
Seguro morreu de velho.
Dois minutos depois, as mulheres haviam pegado suas cartas e ido embora. Ele estava sozinho. Rapidamente, atravessou o salão e abriu a caixa.
Bingo!
Um pacote endereçado a UYS Interpreses, papel pardo. Nenhum remetente. Suficientemente grosso para ter uma grana preta.
Sorriu. Será que os 50 mil estão aí?
Estendeu as mãos trêmulas e apanhou o pacote. Bom peso. O coração disparou. Jesus. Ele vinha aplicando aquele golpe havia quatro meses. Pegara a baleia branca desta vez!
Dando outra geral no salão, enfiou o pacote no bolso da jaqueta e saiu às pressas. Pegou um caminho diferente até a caminhonete. Chegando nesta, partiu em direção à firma. Ele acariciava o pacote. 50 mil dólares.
Quando chegou às instalações da CableEye, já era noite. Estacionou a caminhonete e foi até seu próprio carro. Um Honda Civic 91 todo enferrujado. Olhou com desdém. "Logo me livrarei dessa carroça."
O estacionamento dos funcionários estava vazio. A escuridão começou a oprimi-lo. Conseguia ouvir seus próprios passos. O frio penetrava seu casaco. Cinquenta mil em seu bolso.
Ed arqueou os ombros e apressou o passo.
A verdade é que desta vez, estava assustado. Teria de parar com o golpe. Um bom golpe, sem dúvida. Mas agora ele estava atacando gente importante. Questionara a sensatez dessa mudança. Decidiu que grandes homens – aqueles que realmente mudam suas vidas – arriscam.
E Ed era um grande homem.
O golpe era simples, e era essa simplicidade que o tornava extraordinário. Toda residência com TV a cabo tinha uma caixa de distribuição na linha telefônica. Quando você assinava algum canal especial, como HBO ou Showtime, um técnico mexia em algumas chaves. Aquela caixa de distribuição contém seu histórico de TV a cabo. E esse histórico revela tudo sobre suas preferências.
As empresas de TV a cabo e os hotéis fazem questão de garantir que suas faturas não revelarão o nome dos filmes que assistiram. Isso pode ser verdade, mas não significa que eles não saibam. Tente contestar uma cobrança um dia. Eles revelarão os títulos e deixarão você exasperado.
O que Ed havia descoberto de cara era que as opções na TV a cabo funcionam por códigos, transmitindo as informações do pedido, através da caixa de distribuição aos computadores da sede da empresa de TV a cabo. Então ele subia no poste, abria a caixa e anotava os números. De volta ao escritório, digitava os códigos e descobria tudo.
Ficava sabendo, por exemplo, que às seis da tarde do dia 2 de fevereiro, você e sua família alugaram O Rei Leão 2 pelo Pay-Per-View. Ou, dando um exemplo mais revelador, que às dez e meia da noite de 7 de fevereiro você encomendou, em dose dupla, Jeannie em êxtase e Programada para Transar via Sizzle TV.
Entendeu o golpe?
De início, Ed atacava aleatoriamente. Mandava uma carta curta e grossa, dizendo que sabia que você viu tais filmes em tais horários, e que distribuiria cópias daquela carta para toda sua família e amigos caso não lhe pagasse 500 dólares. Não era lá muita grana, mas era o suficiente para aumentar sua conta bancária, e fazer com que até os menores alvos não hesitassem em pagá-lo.
Mesmo assim – e isso surpreendia Ed no início -, apenas uns 10 por cento respondiam. Ed não sabia direito por que. Talvez, assistir filmes pornográficos já não fosse vergonhoso como antigamente. Talvez a esposa do cara soubesse dos filmes. Talvez ela até os visse junto com ele. Mas o verdadeiro problema era que o golpe de Ed era disperso demais.
Ele precisava escolher melhor suas vítimas.
Foi aí que ocorreu a ideia de se concentrar em pessoas de certas profissões, cuja imagem seria prejudicada se a informação fosse divulgada. Mais uma vez, os computadores da empresa forneceram todos os dados do que precisava. Ele começou atacando professores, assistentes sociais, ginecologistas. Qualquer um cujo emprego fosse sensível a um escândalo. Os professores eram os que mais entravam em pânico, mas eram os que tinham menos dinheiro. Ele também tornou as cartas mais específicas. Começou a citar o nome da esposa, e do empregador. No caso dos professores, prometia enviar ao governo, aos pais e aos alunos, aquela “prova de perversão”, expressão cunhada por ele mesmo. No caso dos médicos, ameaçava enviar a “prova’ ao Conselho de Medicina, além dos jornais locais, vizinhos e pacientes.
O dinheiro começou a entrar mais rápido.
Até então, o golpe de Ed havia lhe rendido quase 40 mil dólares. Agora ele fisgara seu maior peixe – tão grande que, no início, pensou em desistir. Mas não conseguira. Não podia abrir mão da maior tacada de sua vida.
Sim, ele atingira alguém importante. Bota importante nisso! Walter Mashburn. Jovem, boa pinta, rico, milhares de mulheres a sua volta, filho nota 10, aspirações políticas, herdeiro da fortuna Mashburn. E ele não solicitara somente um filme. Ou dois.
Durante uma orgia de um mês Mashburn solicitara 23 filmes pornográficos.
Ed passara uma noite acordado rascunhando suas exigências, mas no final, ficou com o seu curto e grosso. Pediu a Mashburn 50 mil. Exigiu que fosse entregue naquele horário e naquele dia. Com certeza aqueles 50 mil estavam no bolso do casaco do milionário loucos para serem gastos.
Ed queria olhar, não aguentava mais a vontade. Mas ele era a disciplina em pessoa. Esperaria até chegar em casa. Trancaria a porta, sentaria no chão, abriria o pacote e despejaria as verdinhas.
Iria arrebentar.
Estacionou o carro na rua e andou até a porta do prédio. A visão de sua moradia – um apartamento sobre uma garagem – o deprimiu. Mas em breve não estaria mais ali. Se pegasse os 50 mil, acrescentasse os quase 40 escondidos no apartamento, mais os 10 economizados...
A quantia fez com que desse uma parada. Cem mil dólares! Ele tinha cem mil em dinheiro vivo. Perfeito.
Ele partiria logo. Pegaria a grana e se mandaria para o Arizona. Tinha um amigo lá, Johnny Mendez. Ele e Johnny abririam um negócio. Estava cansado da Califórnia. Estava na hora de mudar, começar de novo.
Ed subiu as escadas. Na verdade, ele nunca cumpria suas ameaças. Nunca enviara as cartas que prometera. Se o alvo não pagasse, ponto final. Para que prejudicá-lo? Não adiantaria de nada. Era um senhor golpista. É bem verdade que se valia de ameaças, mas nunca as cumpria. Aquilo apenas deixaria a pessoa furiosa e provavelmente o exporia também.
Ed chegou ao fim da escada e parou na frente da porta do apartamento. Tudo escuro. A lampada do corredor estava queimada de novo. Suspirou e levou as chaves a porta. Tateou a maçaneta até achar a fechadura. Abriu a porta,entrou. Algo estava estranho. Sentia algo mole em seus pés. Plástico. Como se um pintor tivesse coberto o chão para não sujá-lo Franziu as sobrancelhas. Deu um peteleco no interruptor, e foi aí que viu o homem com o revolver.
- Olá, Ed.
Ed suspirou e deu um passo para trás. Um homem, na casa dos quarenta anos, alto, com cabelos pretos, bonito, mas não tanto. Na porta tinha um asiático, enorme, com musculos bem definidos, com o olhar mais ameaçador que Ed já vira em sua vida.
Ed tentou pensar. Descobrir o que eles queriam. Raciocinar com eles. Você é um golpista e tanto, lembrou a si mesmo. Você é esperto. Você encontrará a saída. Ed endireitou-se.
- O que vocês querem? – perguntou.
O homem que tinha o revolver, apertou o gatilho.
Ed ouviu um estouro, e então, seu jelho esquerdo explodiu. Seus olhos se arreagalaram. Ele gritou e desmoronou, segurando o joelho. O sangue jorrava por entre seus dedos.
- É um 22 – disse o homem, apontando a arma. – Um revólver de pequeno calibre. O que mais gosto nele é que, como você verá, posso dar vários tiros sem matar.
Ele atirou novamente. Desssa vez, atingiu o ombro de Ed, que sentiu o ombro se estilhaçar. Seu braço se desprendeu, como uma porta de eleiro que acabara de quebrar a dobradiça. Ele caiu de costas e começou a ofegar. Um terrivel coquetel de medo e dor o tomou por completo. Seus olhos permaneciam arregalados.. sem piscar, percebe algo.
O plástico no chão.
Estava deitado em cima dele. Mais do que isso, sangrava em cima dele. Para isso que servia o plástico.
- Você vai me contar o que quero saber, ou vou ter que atirar de novo?
Ed começou a falar. Contou tudo. Revelou onde estava o resto do dinheiro. Disse onde estavam as provas. O homem perguntou se ele tinha algum cúmplice. Ed disse quenão. O homem atirou no outro joelho de Ed. Voltou a perguntar se ele não tinha cúmplices. Ed repetiu que não. Então ele atirou em seu tornozelo direito.
Uma hora depois, Ed implorou para que ele atirasse em sua cabeça.
Duas horas depois, o homem atendeu seu pedido.

- x -


Não desgrudei os olhos da tela do computador.
Eu estava paralisado. Os meus sentidos, a minha mente, a minha dedução, todos sobrecarregados. Cada parte do meu corpo havia desligado.
Não era possivel. Eu sabia. Teresa não caíra de um iate e fora dada como afogada, seu corpo nunca encontrado. Não fora queimada o suficiente para não ser reconhecida. Seu corpo foi encontrado na cabana. Terrivel, porém reconhecível.
Não por você...
Não por mim, mas por um “membro da família”: Minelli. E o irmão dele. Ambos eram agentes e eram com pais meus e da Teresa. De fato fora Minelli, quem me contou que Teresa estava morta. Ele e o irmão Hoyt foram ao meu quarto no hospital pouco depois que recobrei os sentidos. Virgil e Hoyt eram grandes, grisalhos, e tinham feições meio pétreas. Um deles era agente federal, o outro, aposentado. Ambos veteranos de guerra. Eles tiraram os chapeus e tentaram dar a noticia com a empatia semidistante de profissionais, mas não convenceram, eles próprios não fizera muita força pra isso.
Portanto, o que eu acabara de ver?
No monitor, pedestres ainda iam e vinham.Fiquei olhando, esperando que ela voltasse. Em vão. Que lugar seria aquele? Uma cidade movimentada, com grande fluxo de trabalhadores. Até onde eu sabia, poderia ser Sacramento.
Então procure pistas, idiota.
Tentei me concentrar. Roupas. Vamos examinar as roupas. A maioria trajava um casaco leve. Descartar lugares muito ao norte. Ótimo.
O que mais? Penteados? Não adiantaria. Eu conseguia ver o canto de um prédio de tijolos, mas nada muito identificável. Esquadrinhei a tela aprocura de alguma coisa diferente.
Sacolas de compras.
algumas pessoas carregavam sacolas. Tentei ler o que estava esscrito nelas, mas todos caminhavam rápido demais. Torci para que retardassem o passo. Não adiantou. Continuei olhando, concentrando-me na altura dos seus joelhos. O ângulo da câmera não ajudava muito. Aproximei tanto o rosto da tela, que sentia seu calor.
R maiúsculo.
Essa era a primeira letra em uma das sacolas. O resto era ilegível. As letras pareciam meio rebuscadas. E o que mais? Que outras pistas eu poderia...?
A cena da câmera sumiu.
Cacete. Apertei a tecla de recarregar. A tela de erro retornou. Voltei ao e-mail original e cliquei no link. Outro erro.
A cena sumira.
Olhei para a tela vazia. E a verdade me atingira em cheio: eu acabara de ver Lisbon.
Poderia argumentar que não era verdade, que estava sonhando. Mas eu sabia que não estava. Eu já tivera varios sonhos em que Teresa estava viva. Vários. Eu os aceitava como a minha vontade inconsciente de tê-la comigo. Lembro-me de um sonho em particular mais que os outros. Nele, estavamos juntos – não recordo o que estavamos fazendo, ou onde estavamos – e aí, em meio à alegria, percebi com certeza absoluta que estava sonhando, e que logo acordaria e ela não estaria ali. Acordaria sozinho. Lembro-me do sonho: eu esticava o braço e a puxava para mim, abraçando-a, numa tentativa de não perdê-la nunca mais.
Sabia perfeitamente que era um sonho. O que vira no meu computador não havia sido um deles.
Nem fantasmas, isso é idiota. Obvio que não existem fantasmas. E de qualquer forma, fantasmas não envelhecem. E a Lisbon do vídeo estava mais velha. Não muito, mais haviam se passado oito anos. Fantasmas tampouco cortam o cabelo. Pensei na longa trança caindo nas costas dela sob o luar. Pensei nos modernos cabelos curtos dela. E pensei naqueles olhos. Os quais eu olhei desde os 31 anos.
Era Teresa. Ela estava viva.
Senti as lárimas voltarem. Só que dessa vez, as contive.
Não sei por quanto tempo fiquei sentado ali. Mais meia hora, talvez. Tentei acalmar a respiração e a mente. Eu era racional. Tinha de ser. Eu deveria estar na casa de Minelli naquela hora. Mas não conseguia pensar em encará-lo.
Foi aí que me lembrei de outra coisa.
Elizabeth Steiner.
Lowell perguntara se esse nome me dizia alguma coisa. Dizia.
Lisbon e eu costumavamos a ter umas brincadeiras meio infantis. Como esta. Você pega seu nome do meio, e o transforma em primeiro nome, depois pega o nome da rua onde cresceu e coloca como sobre nome. Eu usava o nome da primeira rua que lembrava o circo ter parado. Meu nome inteiro, é Patrick Daniel Jane. E a rua era Darby Road. Então, eu seria Daniel Darby. E Teresa seria...
Elizabeth Steiner.
Que droga estava acotnecendo?
Peguei o telefone. Primeiro liguei para Virgil. A esposa dele atendeu. Avisei que chegaria mais tarde. As pessoas costumavam a aceitar isso de mim. Acreditavam que eu estava trabalhando em um caso. É um dos benefícios de ser consultor aqui.
Quando liguei para lowell, a secretária eletrônica atendeu. Pediu que ligasse para meu celular assim que pudesse.
Sai do banheiro e me deitei no sofá, colocando o notebook em cima da minha mesa e tentei descançar. Mas outro e-mail me tirou do meu transe. Projetei-me para frente e agarrei o notebook. O remetente era estranho, mas o assunto era “câmera de rua”. Outro aperto no peito.

Cliquei no ícone pequeno e o e-mail surgiu:

Amanhã duas horas depois deste horário, em www.bigfoot.com
Uma mensagem será deixada para você.
Seu nome de usuário: Bat Street
Senha: Teenage


Embaixo disso, no rodapé da tela, mais seis palavras.

Estão observando. Não conte a ninguém.

- x -


Larry Gandle, o homem do revolver, observou Eric Wu cuidar tranquilamente da limpeza.
Wu, um coreano de 26 anos com um número de piercings e tatuagens que era impressionante, era o homem mais perigoso que Gandle conhecera. Tinha a constituição de um pequeno tanque de guerra, mas isso não significava grande coisa. Gandle conhecia um monte de gente com o mesmo físico. Com frquencia, musculos espetaculares significavam musculos inúteis.
Com Eric Wu era diferente.
os musculos rochosos eram ótimos, mas o verdadeiro segredo de sua força mortal residia nas mãos calejadas – dois blocos de cimento com dedos que pareciam garras de aço. Passava horas exercitando-as, esmurrando blocos de concreto, expondo-as ao frio e calor extremos, fazendo flexões peitorais com um só dedo. Quando aqueles dedos entravam em ação, a devastação nos ossos e tecidos da vítima era inimaginavel.
Rumores sombrios cercavam homens como Wu, na maioria falsos, mas Larry Gandle o vira matar um homem enfiando os dedos nos pontos vulneráveis do rosto e abdome. Ele vira Wu agarrar um homem pelas orelhas e arrancá-las com um ligeiro puxão. Ele o vira matar quatro vezes de maneiras diferentes, sem usar nenhuma arma.
Nenhuma das mortes havia sido rápida.
Ninguém sabia ao certo a procedencia de Wu, mas a versão mais aceita fazia menção a uma infância brutal na Coreia do Norte. Gandle nunca perguntara. Não convinha à mente percorrer caminhos soturnos; o lado obscuro de Eric Wu – como poderia haver um lado iluminado? – era um deles.
Quando Wu terminou de embrulhar no plástico a maçaroca que era Ed Bell, olhou para Gandle. Olhos sem brilho, pensou Larry Gandle. Os olhos de uma criança em cenário de guerra.
Wu não se dera ao trabalho de tirar o fone de ouvido. Seu Ipod não tocava a todo volume hip hop, rap, nem mesmo rock. Ele ouvia o tempo todo aquelas músicas tranquilizantes com nomes como Brisas do oceano e Córrego plácido.
- Devo levá-lo ao Benny? – perguntou Wu. Sua voz tinha uma cadência lenta e estranha. Como a de um personagem de desenho animado.
Larry só assentiu. Benny dirigia um crematório. Pó retornando ao pó. Ou, naquele caso, escória retornando ao pó.
- E suma com isso.
Gandle entregou o 22 a Eric. O revólver parecia insignificante e inútil na mão gigantesca de Wu. Este fez cara de reprovação, talvez desapontado porque Gandle preferia a arma a seus talentos incomuns, e meteu-a no bolso. Com um 22, raramnte havia feidas mortais isso sgnificava menos provas. O sangue havia sido contido pelo plástico. Nada de sujeira, nada de confusão.
-Até mais tarde – respondeu Wu. Ele ergueu o cadáver com uma mão só, como se fosse uma maleta, e o carregou para fora.
Larry Gandle fez um gesto de despedida. Ele não ficara feliz com o sofrimento de Ed – mas também não se sentia incomodado. Era uma questão simples. Gandle tinha de saber com absoluta certeza que Ed agia sozinho e que não deixara pistas para alguém descobrir. Isso significava caprichar na tortura. Não havia outro jeito.
No final, tudo se resumia claramente a uma simples escolha: a família Mashburn ou Ed Bell. Os Mashburn eram gente de bem. Nunca tinham feito nada de mal a Ed. Bell, por sua vez, esforçara-se ao máximo para tentar prejudicar a família Mashburn. Somente um deles poderia sair ileso: a vítima inocente, bem-intencionada, ou o parasita que queria explorar a fraqueza alheia. Só havia uma escolha possível.
O celular de Gandle vibrou. Ele o apanhou e atendeu.
- Alo.
- Identificaram os corpos do lago.
- E aí?
- São eles. Meu Deus, são Bob e Mel.
Gandle cerrou os olhos.
- O que isso significa Larry?
- Sei lá.
- Eo que vamos fazer?
Larry Gandle sabia que não havia alternativa. Ele teria que falar com Alam Mashburn. Aquilo desenterraria lembranças desagradáveis. Oito anos. Após oito anos. Gandle balançou a cabeça. Aquilo abalaria novamente o coração do velho.
- Deixe comigo.


Tandandan!!!
Quem são Ed Bell, Larry Gandle e Eric Wu? Porque os dois ultimos trabalham para a família Mashburn? Qual a importância dos Mashburn na história? O que Jane vai achar no e-mail? O que realmente aconteceu com Lisbon?

TUDO ISSO E MUITO MAIS NOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS! Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil

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Re: Tell No One - Jisbon/Jello

Mensagem por Eli em Sab 14 Jan 2012, 8:57 pm

Nooooooooooooooooosssssssssaa Patty vc não tava de brincadeira quando escreveu essa fic...li tudo de uma vez e agora tou ansiosa por mais um capítulo..

P.s.: Quem são Ed Bell, Larry Gandle e Eric Wu? Porque os dois ultimos trabalham para a família Mashburn? Qual a importância dos Mashburn na história? O que Jane vai achar no e-mail? O que realmente aconteceu com Lisbon?
DIGA DIGA DIGA popcorn
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Re: Tell No One - Jisbon/Jello

Mensagem por Priscila. em Sab 14 Jan 2012, 11:21 pm

kkkkkkkkkkk Se eu ri muito com esse segredo do Walter Mashburn?? HAUSHAUSHAUS
Só tenho uma coisa a dizer o Walter Mashburn não sabe de nada, ele é do bem #fim, cuidado Patty se tocar num fio de cabelo dele #Aloka HAUSHAUSHAUSHAUSHAS
Patty está aprendendo com diretores de TM ou está ensinando a eles, como torturar os fãs ; ( ~ mas, se tiver ensinando, ensina sobre Jisbon, o mais importante, ok!? HAUSHAUSHAUSHAUAS

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Re: Tell No One - Jisbon/Jello

Mensagem por teresa janes em Dom 15 Jan 2012, 12:32 am

Ai Patty por favor posta o próximo capítulo logo,pois quero muito,muito mais muito mesmo saber o que realmente houve com a Lisbon.Essa fic é MEGA MARAVILHOSA.

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Re: Tell No One - Jisbon/Jello

Mensagem por P.Schoeller em Seg 16 Jan 2012, 10:30 pm

Obrigado pelos commenrts meninas! E só pra avisar: Aos poucos as coisas vão sendo respondidas. MUAHAHAHAH. Twisted Evil Twisted Evil


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A esposa de Virgil, Lisa Minelli, é bonita. Os filhos deles se parecem um tanto com ela. Apesar de ser uma senhora de mais idade, ela estava muito conservada. Porém, a morte de Teresa realmente a abatera. Ela a amava como uma filha. O amor que ela tinha por Lisbon, era, com certeza, incondicional.
A casa dos Minelli sofrera poucas alterações desde que conheci Lisbon e, de acordo com ela, desde que ela começara a trabalhar com ele a casa era assim. O papel de parede imitando madeira, o tapete felpudo azul-claro com pintinhas brancas de uma parede até a outra, a lareira de pedra artificial. Mesinhas individuais dobráveis com tampo de plástico branco e pernas de metal dourado, ficavam encostadas a uma parede. Havia pinturas de palhaços, pratos decorativos em prateleiras. A TV era a única coisa que fora modernizada. Ela evoluira no decorrer dos anos até chegar no atual, um aparelho de tela finíssima de cores vivas, 50 polegadas.
Lisa estava sentada no mesmo sofá que eu e Teresa havíamos ficado abraçados muitas vezes. Sorri por um momento e pensei: “Ah, se esse sofá falasse!” mas aquele móvel cafona com o berrante padrão floral evocava muito mais do que recordações. Teresa e eu haviamos sentado ali vendo filmes. Havíamos estudado os casos, cada um com uma cópia dos arquivos, ela com a cabeça no meu colo e eu sentado. Foi ali que eu contara que, se tivesse a oportunidade, gostaria de ser um médico, e ela disse que se pudesse mudar de profissão, seria para ajudar crianças. Ela não conseguia tolerar a ideia de ver crianças sofrendo. Mas também disse que adorava ser agente. Até porque, foi onde ela me conheceu.
lembro de um trabalho voluntario que ela fizera numa das nossas férias. Na Covenant House, recolhendo crianças moradoras de rua nos piores lugares de Sacramento. Acompanhei-a certa vez na caminhonete da Covenant House, subindo e descendo ruas, esquadrinhando grupos fétidos de semi-humanos em busca de crianças que precisassem de abrigo. Teresa encontrou uma prostituta de 14 anos que estava tão largada que se sujara toda. Recuei enojado. Isso me constrange. Essas pessoas podiam ser seres humanos, mas- com toda a honestidade – a sujeira me causava repulsa. Eu a ajudei. Mas logo recuei.
Teresa nunca recuava. Esse era um de seus muitos dons, acredito. Ela apanhava as crianças com as mãos, as carregava. Ela limpou aquela menina, cuidou dela e conversou a noite inteira. Olhava as crianças bem nos olhos. Realmente acreditava que todos eram bons e dignos. Eu invejava sua ingenuidade.
Sempre me perguntei se ela morreu com sua ingenuigdade intacta. Se, mesmo passando por momentos terríveis, mantendo sua fé na humanidade. Espero que sim. Eu realmente espero que Red John não a tenha quebrado.
Lisa Minelli estava sentada com as mãos no colo. Ela sempre gostou de mim, apesar de no início da nossa relação, Virgil ainda ser um tanto desconfiado.
Virgil Minelli ainda não chegara em casa. Então eu e Lisa jogamos conversa fora – ou seja, falamos de tudo, menos de Lisbon. Eu mantinha os olhos colados em Lisa, pois sabia que a parte de cima da lareira estava cheia de fotos dos filhos do casal, e, também, de mim e de Lisbon. Como se todos fossemos uma linda família.
Ela está viva...
Eu mal conseguia acreditar naquilo. Depois dos meus anos de experiência, eu era bem ciente de que a mente tem um poder de distorção inimaginável. Eu não acreditava que estava o suficiente pirado para imaginar o que eu vira. Mas o fato é: loucos nunca acham que estão loucos.
Lisa e eu conversamos sobre o tempo. Falamos sobre meus casos. Conversamos sobre seu novo emprego de meio período na Macy’s. e então ela me pegou de surpresa.
- Você está namorando alguém? – perguntou.
Era a primeira vez que ela me perguntava algo pessoal. Que resposta ela queria ouvir?
- Não. – Respondi.
Ela maneou a cabçea a mexeu as mãos como se quisesse dizer mais alguma coisa.
- Saio com algumas amigas as vezes. – confessei.
- Tudo bem. – Ela mexeu a cabeça de novo. – Você deve.
Baixei a cabeça. Eu estava me sentindo encabulado. O que é algo raro.
- Sinto muita falta dela.
Eu me surpreendi dizendo aquilo. Não havia planejado. Queria ficar na minha e prosseguir com nossa conversa segura de sempre. Ergui o olhar para Lisa. Ela parecia triste e grata.
- Sei como se sente, Jane – ela disse. – Mas não deve se sentir culpado por sair com outras pessoas.
- Eu não me sinto. – respondi. – Bem, quer dizer, não é isso.
Ela descruzou as pernas e se inclinou em minha direção.
- Então o que é?
Eu não consegui falar. Bem que eu queria. Para o bem dela. Eu podia ver nos olhos dela que ela ansiava falar sobre o ocorrido, ansiava poder pensar. Tão dolorido. Mas eu não conseguia falar. Balançei a cabeça.
Ouvi um barulho de chave na porta. Ambos viramos de repente, endireitando-nos, como se estivessemos sido pegos fazendo algo errado. Virgil Minelli empurrou a porta com o ombro e gritou o nome da esposa. Entrou na saleta com um suspiro sincero e largou a bolsa de ginástica. As mangas arregaçadas até o cotovelo. Ao nos ver sentados no sofá, soltou um suspiro, desta vez com certo toque de desaprovação.
- Como vai você, Patrick? – perguntou ele.
Apertamos as mãos. O aperto dele sempre fora forte demais, um pouco rude. Eu sabia que ele não se sentia muito a vontade comigo. Ele me respeitava, mas não se sentia confortável. No início, ele achava que eu só estava brincando com Teresa, que só queria machucar ela. Mas, depois, conseguimos forjar uma espécie de amizade. Até a morte de Lisbon.
Ele me culpa pelo que aconteceu.
Claro que nunca disse isso, mas eu sei. Virgil Minelli homem típico americano. Eu sabia porque Lisbon via tanto uma figura paterna nele. Pois ele a fazia se sentir incondicionalmente segura. Virgil tinha esse tipo de aura protetora. Nenhum mal acometeria sua “filinha” enquanto Virgil, O Protetor, estivesse ao seu lado.
Acho que nunca consegui fazer Teresa se sentir tão segura assim.
- Como anda o trabalho? – perguntou Virgil.
- Bem – respondi. – E a sua vida?
- Um ano já de aposentado. Nada de muito novo acontece.
Assenti com a cabeça e caímos de novo em silêncio. No percurso até lá, havia decidido não falar nada sobre o que vira no computador. Não porque parecia loucura. Não porque machucaria alguém. A verdade é que eu, Patrick Jane, pela primeira vez na minha vida, não tinha a minima ideia do que estava acontecendo. Eu também decidira levar a sério aquele último e-mail. Não conte a ninguém. Quanto mais o tempo passava, mais aquele episódio parecia surreal. Mesmo assim, me certifiquei de que Lisa não estivesse ouvindo. Então, me aproximei de Virgil e disse em voz baixa:
- Posso fazer uma pergunta?
Ele não respondeu. Em vez disso, ofereceu aquele olhar cético que lhe era tão característico. Pelo menos quando tinha a ver comigo.
- Quero saber... Como você a encontrou.
- Como a encontrei?
- Quero dizer, quando você entrou no necrotério, o que viu?
Algo aconteceu em seu rosto, como minúsculas explosões demolindo sua estrutura.
- Pelo amor de Deus, por que você quer saber?
- Andei pensando a respeito. – inventei. – Com o aniversário do primeiro veijo e tudo.
Ele se levantou de repente e esfregou as palmas das mãos nas pernas da calça.
- Aceita um drinque?
- Pode ser. – Eu aprendera a não recusar drinques. Não de alguém como Minelli.
- Pode ser bourbon?
- Ótimo.
Ele caminhou até uum velho bar com rodinhas perto da lareira e, portanto, das fotografias. Mantive os olhos baixos.
- Virgil? – tentei.
Ele abriu a garrafa.
- Você é um consultor da CBI. – Ele disse, apontando pra mim um copo. – Já viu gente morta.
- Sim.
- Então você sabe como é.
Claro que eu sabia.
Ele trouxe a bebida. Peguei-a com uma rapidez exagerada e tomei um gole. Ele me observou e, em seguida, levou seu copo a boca.
- Sei que nunca lhe perguntei sobre os detalhes – comecei. Mais do que isso, eu os evitava. As famílias das outras vítimas banhavam-se neles. Eu me banhava neles quando envolvia a Charlotte e a Angela. Mas não com Lisbon.
As famílias das vítimas do Red john apareciam diariamente no julgamento. Ouviam e choravam. Eu não. Acho que eles queriam extravasor a dor.
Eu, de certa forma, queria ficar com a minha.
- Você não quer saber os detalhes, Jane.
- Ela foi cortada?
Virgil observou sua bebida.
- Por que está fazendo isso?
- Preciso saber.
Ele me olhou por sobre o copo. Seus olhos se moveram ao longo do meu rosto. Mantive o olhar firme.
- Havia ferimentos?
- Sim.
- Onde?
- Patrick...
- No rosto?
Seus olhos se reduziram, como se ele tivesse visto algo inesperado.
- Sim.
- No corpo tqambém?
- Eu não olhei o corpo. Mas sei que a resposta seria sim.
- Por que você não olhou o corpo?
- Eu estava lá como parente... - Ele suspirou. - Como pai. Não como investigador. Para fins de identificação apenas.
- Foi fácil? – perguntei.
- Foi fácil o que?
- Identificá-la. Quer dizer, você disse que o rosto estava machucado.
Seu corpo enrijeceu. Ele largou a bebida, cruzou os braços. Eu percebi que havia ido longe demais. Talvez devesse ter ficado com meu plano inicial. Mas eu queria saber.
- Você quer realmente saber?
Não pensei, só assenti.
Virgil Minelli desistiu da bebida, cruzou os braços e começou a falar:
- O olho esquerdo de Teresa estava fechado de tão inchado. O nariz estava quebrado e achatado. Havia um corte que atravessava a testa, provavelmente feito por uma faca. A mandíbula havia sido arrancada da articulação, com todos os tendões soltos. – sua voz era profunda e melancólica. – na bochecha dela, havia outro corte. Era tão pro fundo que havia sido feito provavlmente enfiando metade da lâmina de uma faca.
Senti meu estômago embrulhar.
Os olhos de Minelli se fixaram diretamente nos meus.
- Sabe qual foi a pior parte, Jane?
Olhei para ele e esperei.
- Mesmo assim, não levou tempo nenhum. Eu soube imediatamente que era Teresa.


Nhaaaa, tadinho de Minelli! Sad TADINHA DA LISBON! Sad Ok, so, desculpa o cap curtinho, mas... Very Happy

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Re: Tell No One - Jisbon/Jello

Mensagem por Priscila. em Ter 17 Jan 2012, 3:37 am

Depois disso até maldade não falar sobre a Lisbon viva ~ mas, se o Jane conta a probabilidade de ele achar que o Jane ficou louco? ~
Ou a Lisbon estava machucada e ele mentalmente piorou a profundidade dos ferimentos e ele está mentindo para o Jane
Ou os Ets levaram a Lisbon e salvaram ela HAUSHAUSHAUSHAUSHAS
Quanto mais tempo passa, mais teoria?? [ ] Sim ou [ ] Claro
A Patty vai tentar me silenciar pq eu vou ficar direto perguntando do episódio? O próximo episódio vai fazer pessoas chorarem? Que tipo de lenço se tem que usar para ler as fics da Patty? Tudo isso e muito mais sexta-feira, no Globo Repórter #aloka hahahaaha

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Re: Tell No One - Jisbon/Jello

Mensagem por junia seis em Qui 19 Jan 2012, 3:37 pm

A Patty vai tentar me silenciar pq eu vou ficar direto perguntando do episódio? O próximo episódio vai fazer pessoas chorarem? Que tipo de lenço se tem que usar para ler as fics da Patty? Tudo isso e muito mais sexta-feira, no Globo Repórter #aloka hahahaaha

Eu pagaria pra ter todas essa respostas fato
Então tá la vai eu bolar teorias:se lisbon está viva red john sabe disso,então provavelmente ela ta junto dele(isso se aquele cara que matou é o red john)nossa que confusão,meus neuronios estão começando a fritar de tanto pensar,Continua por favor

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Re: Tell No One - Jisbon/Jello

Mensagem por teresa janes em Qui 19 Jan 2012, 7:52 pm

Ai que capitulo foi esse,emocionante ai Patty posta o próximo capítulo por favorrrrr.Essa fac esta cada dia mais interessante.
Ah eu acho que o rosto la Lisbon foi desfigurado de propósito e que o Minelle deve ter visto algo que levou ele crer ser ela(que o deixaram la de propósito para pensarem ser ela).Mas ela ta vivinha e sendo obrigada pelo seu sequestrador a ficar escondida,bem essa é a minha teoria.Patty por favor solucione nossas dúvidas kkkkk.

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Re: Tell No One - Jisbon/Jello

Mensagem por junia seis em Sex 20 Jan 2012, 9:17 am

tbm acho isso teresa,agora é espera pra ver o que a dona Patty vai aprotar no proximo capitulo medo disso

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Re: Tell No One - Jisbon/Jello

Mensagem por ladymarion em Seg 30 Jan 2012, 11:08 pm

Ahhhhhhhh meu Deus!!!!!!!!
Acredita que só agora vi a fic? Hehehehe
Li o primeiro cap e amei....
Essa sua sinopse antes da postagem me deixou louca de curiosidade! Bem diferente...
Amei a narração do Jane sobre o começo de seu relacionamento com a Lisbon... Fofo demais...
E a parte do ataque, me deixou com o coração na mão....
Que aflição, hehehe.

Amanhã quero ver se volto para ler o restante, hehehe

Beijinhos
gi

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